segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

EDUCAR DIFERENTE

Hoje, uma professora que exerce sua profissão com grande entusiasmo, manifestou preocupação quanto à educação dos alunos. Muitos colegas estão abandonando a profissão porque se acham incapazes de controlar e transmitir o conteúdo do ensino. Permanecem aqueles que realmente educam por amor.
Descreveu-me que está difícil para muitos professores, porque se consideram pressionados e achacados pelo comportamento delinquente de uma expressiva parcela de alunos.
É verdade! hoje muitos professores que conheço estão abalados e desencatados pela arte do ensinar.
Uma das razões seja, talvez, aquela de tentar abraçarem a maravilhosa profissão apenas como um trabalho que lhes traga o sustento, apesar de muitos entenderem que a remuneração não é compatível com a magnitude do trabalho: educar!
Existe outra razão, no meu entendimento, que esvazia a plenitude do 'ser professor', do 'ser mestre'.
Há poucos anos, os jovens tinham como fonte de informações somente a família, eis que careciam de tecnologia como rádio, tvs, internet, e celulares, etc...
Buscavam, então, nas escolas as informações necessárias que somente os mestres professores, depois dos pais, podiam transmitir.
O mundo mudou. Hoje os jovens tem acesso a infinitas informações, em pacotes globalizados, descarregados simultaneamente na web e redes de comunicação.
Os jovens buscam, assim, não mais informações, porque já as tem em quantidade excessiva, mas escolas e mestres que organizem e canalizem as informações que possuem.
Os jovens estão sedentos não em aprender, mas de alguém que lhes mostre um sentido para o farto material (bom e ruim) que já possuem.
Os jovens precisam hoje, de uma educação que lhes aguce o senso crítico, indique o foco de um ideal e modifique a cultura gratuita e viciada que recebem de farto material jogado, em baciadas, nos meios de comunicação e até nas próprias escolas, que sem critério algum, ministram seus conteúdos programáticos porque são obrigadas a fazê-lo, numa quantidade de dias fixados nos anos letivos. Simplesmente cumprem.
Os jovens, todavia, precisam mais. Precisam adquirir um senso crítico para analisarem, de forma diferente, o sentido das coisas temporais que os cercam!
Até mesmo o pensamento cristão de evangelizar significa, no fundo, modificar culturas e pensamentos. O ensinar é algo semelhante.
Muitos aspectos da educação precisam ser revistos sob outra luz!
J. Rubens Alves

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