terça-feira, 11 de janeiro de 2011

RESPOSTA A UM CÉTICO (PARTE 3)


Caro Internauta, o desconhecido Cético:
Ontem lhe perguntei o que é a Fé. Hoje tentarei lhe responder, com singeleza.
Em primeiro lugar quero lhe dizer o que a fé não é: a Fé não é um sentimento.
Você pode sentir que alguma coisa vai acontecer, e ela não acontece; mas, quando se tem fé que alguma coisa vai acontecer, ela acontece. Fé é justamente a capacidade e o dom de crer sobre aquilo que nossos olhos não vêem e nosso coração não sente.
De fato, em seu texto de resposta (primeiro e-mail que não ouso nem publicar) intencionalmente ou não, você, em todo teor, acabou por criar uma relação íntima entre fé e Deus.
Considerando seu texto, mesmo duro contra Deus e sua criação, assim mesmo, ele sugere que a fé é uma questão tão importante em nosso relacionamento com um provável Deus. Se é assim, é bom que ela seja um dom Dele, e também que esse dom seja repartido a cada um a “medida de fé”.
Não precisamos nos preocupar sobre se temos ou não temos fé, ou sobre sua quantidade, ou qual a medida de nossa fé.
Tudo o que temos de fazer é decidir aplicar a fé que possuímos, mesmo que seja 'um grão de mostarda' na direção certa.
A fé é uma questão da vontade. Da vontade de ter certeza sobre as coisas que esperamos, lá no nosso íntimo e convicção sobre fatos que não vimos nem tocamos.
A fé é como um sentido especial pelo qual percebemos se algo é verdadeiro e que não pode ser reconhecido pelos outros 5 sentidos que já possuímos.
Quanto a fé lhe respondi. Você terá que descobrir sua medida, ainda não experimentada por você. Aliás, a experiência de Deus também é única e íntima de cada um. A experiência de Deus de cada ser humano, nunca será igual a que você, certamente, ainda terá!
As religiões, comunidades ou grupos nos ajudam aexpressar a fé e a concretizá-la. Não basta ter fé, experiência de Deus e guardá-la para si. Se é dom, deve ser partilhada.
Para finalizar, o ser humano possui uma riqueza intocável: seu pensamento. Ninguém é capaz de penetrá-lo. O pensar é livre. Expressá-lo, seja de qual forma for, poderá enriquecer e transformar pessoas, culturas e outros valores, para um lado bom ou mal.
Não expresse nem materialize, seja por fala, escrita e ação, qualquer pensamento torpe, sem substância, sem fundamento, sem consistência e sim, unicamente os pensamentos bons, mesmo que derivado de dúvidas e incertezas e que servirão, ao longo de um processo, tal como esse que você está agora criando, para edificar, conforme a necessidade, mesmo que pessoal e, assim, transmitir graça e riqueza aos que ouvem ou lêem.
Por favor, reflita sobre essa resposta.
J. Rubens Alves

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