quinta-feira, 17 de março de 2011

ENCONTRO DIFÍCIL

Um amigo expressava um dia destes, suas angústias pelas dificuldades que está passando para manter sua casa, os estudos dos filhos e outras necessidades. Para piorar, segundo ele, toda sua receita advinda de um imóvel alugado ficara estava zerada pela inadimplência do inquilino.
A única coisa palpável que tinha em mãos se resumia em cinco promissórias referentes aos aluguéis atrasados.
Sua saúde já estava severamente prejudicada pelo nervosismo e ansiedade que se abateram sobre ele. Foi difícil controlar o descontrole metabólico que se desencadeou em sua vida atacando-o, inclusive, uma crise de glicemia.
Confidenciou que, tudo isso, não era nem pela situação em si, mas de olhar seus filhos privados de algumas coisas e, mesmo assim, continuarem solidários e compreensivos com ele e a esposa.
Disse-me, também, que o que mais doía dentro dele era ver o tempo passando e mesmo tendo uma bela quantia a receber, se achava impossibilitado de realizar seus sonhos.
Crise como essa vem se tornando corriqueira. Muitas pessoas estão colocando o grande volume de problemas temporais, como centro de suas vidas. Acima de suas famílias, de seus relacionamentos.
Pressionadas pela rapidez das informações e compromissos, elas se afligem ao perceberem que o tempo não é suficiente para resolver tudo. Perdem a noção do tempo e espaço. E se desesperam porque não conseguem vislumbrar o que lhes resta da existência, acreditando que esse restante de vida não será suficiente para realizar todos os projetos de vida. A rapidez virtual dos acontecimentos as tornam incapazes de acompanhar o próprio tempo em que os acontecimentos ocorrem.
Quando a avalanche de preocupações e contrariedades passa a influir na capacidade de situar no ponto de equilíbrio emocional, frustrando e distanciando dos valores mais sublimes, é preciso parar por um período. Um período de ruptura, nem que seja breve, fará muito bem para quem deseja retomar as rédeas da vida.
Um período de retirada estratégica facilitará a retomada da fé em Deus, o gosto pela vida, reavivará a esperança. Possibilitará um dos encontros mais difíceis de acontecer, o de cada um consigo mesmo.
É preciso dar um tempo. Tempo para Deus, para você, para a vida.
J. Rubens Alves

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