quinta-feira, 28 de abril de 2011

O POUCO É MUITO



Muita gente pensa que para fazer alguma coisa útil o ser humano deve operar grandiosas obras e realizar grandes feitos!
Da mesma forma, em relação a Deus: muitos pensam que Ele quer sempre grandes realizações e pródigas missões. Ficam aguardando que o Senhor se manifeste de forma espetacular, como nos filmes.
Isso acontece porque cada pessoa gosta e anseia por efeitos especiais espetaculares. Impregnada de materialismo, a natureza humana deseja sempre o inédito, algo que produza alarde e chame a atenção.
Mal acostumados com a maneira do mundo moderno, habitua-se ao imediatismo e a grandeza dos feitos, para que eles pareçam úteis.
Imagina-se a possibilidade de desenvolver os trabalhos e praticar todas as ações, somente se elas forem significativamente expressivas ou, se estiverem dentro do contexto exigente do ambiente social em que se está engajado.
Valorizam-se em excesso dons e talentos daqueles que ficam em evidência na mídia.
O resultado dessa mentalidade e que se passa a maior tempo da vida esperando melhores condições para se poder fazer algo pequeno que seja. Espera-se em vão. Essa oportunidade melhor pode não surgir na vida.
Deve-se compreender que aos olhos de Deus, na existência humana, qualquer trabalho construtivo, tal como o trabalho de uma mãe que só fique no tanque ou na cozinha, mas que edifica sua família com a fadiga de suas mãos, possui o mesmo ou maior valor de outros que só empreendem feitos gloriosos aos olhos do mundo. Não importa o semear, o regar ou o construir. O importante é agir.
O pequeno e humilde trabalho pode até ser uma gota d’água, mas certamente cooperará em muito para o crescimento das sementes por outros plantadas nesse imenso jardim da nossa Terra!
J. Rubens Alves

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