domingo, 20 de novembro de 2011

PALAVRAS E GESTOS

Como é grande a responsabilidade daquele que, de alguma forma, exerce influência no pensamento, no comportamento e na vida das pessoas. Governantes, políticos, religiosos, escritores, professores e tantos outros com capacidade de influenciar.
Grande maioria desses expoentes profere grandes discursos de suas ‘tribunas’, capazes de convencer e arrebatar com sua rica verborréia, grandes multidões de pessoas simples e desacostumadas ao uso de seu senso crítico para analisar o conteúdo e as reais intenções.
Não é bom fazer parte daquele grupo de escribas e fariseus ao qual se referiu o Mestre: “Pois colocam fardos pesados e difíceis de suportar, nos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los”
Quantos governantes e políticos impõem ao povo esses fardos pesados e deles se livram legislando em causa própria...
Quantos dirigentes religiosos, da mesma forma, imputam pesadas penas e peso de conduta e delas eles próprios se esquivam por comodidade.
Há os que falam tanto em nome de Deus, suas coisas e preceitos, abençoam e ungem, mas, no momento de mostrar suas ações concretas demonstram o contrário ao que apregoam. Cegos guiando outros cegos.
Governando, impondo mãos, ungindo e ensinando, porém, mais em conformidade com suas doutrinas pessoais, do que com a Verdadeira Doutrina.
Suas palavras são vazias porque não passam de palavras sem as ações e sem obras concretas.
A obra de Deus se realiza através de ações concretas, testemunhos vívidos e não com as palavras e gestos vazios.
As palavras são enriquecedoras se baseadas em ações que testemunham o que é dito.
É bom, por isso mesmo, dar uma pausa, e refletir sobre aquilo que se fala e escreve e sobre a responsabilidade que advém dessas manifestações, mesmo que revestidas de simplicidade, porque elas possuem a força de motivar e provocar mudanças positivas, ou de arrasar ainda mais o ser humano já debilitado.
J. Rubens Alves

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei.... profunddddddddddddddo e direto