quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ALGO MELHOR


Certa vez, contei sobre aquela mãe que chorou, no texto "Por Falar em Amor". Mais uma vez reli um texto do Novo Testamento que fala sobre o Amor: 1Cor 13, 1-13. 
É bom conferir esse maravilhoso trecho da Bíblia. Parte dele, inclusive, após mesclado com um soneto de Camões, até foi utilizado numa canção da Legião Urbana, ‘Monte Castelo’. De ambos se extrai que Amor é ato generoso e gratuito. 
Por isso, o amar é uma arte, um exercício, um processo longo, mas nunca abandonável e inacabável, de transformação. 
Quem absorveu essa arte se torna incansável, pelejador, esforçado, com objetivos altivos fixados para alcançar o mais longo tempo que se possa imaginar e, mais ainda, quem sabe dessa arte é humilde e corajoso o bastante para olhar-se no espelho, sem medo de encarar a si mesmo, sem desejar fugir de sua imagem ali refletida ou evadir-se do meio em que está envolvido. 
Não dá para passar a existência fazendo hora, à toa, perdendo tempo com frivolidades, amoricos e sonhos irrealizáveis ou principescos, pois esta é muito curta. Refutar, portanto, o comodismo, esforçar-se para viver intensamente o trivial que, em dom, a vida oferece e desejar sempre que seus ideais se fixem nas estrelas, para que estes mesmos se eternizem ao longo do tempo e do espaço: essa é a receita mais adequada para se viver em Amor consigo mesmo e com o outro marcando sua existência na eternidade. 
Sim, porque o Amor apenas se consagra em dois ou mais semelhantes que, conjunta e destemidamente, comungarem estes sentimentos. Somos seres volitivos e é preciso ter vontade, antes de aceitar tudo isso que é muito sério. 
Ser feliz plenamente em um Amor verdadeiro implica nesta postura de aceitação e em tantos outros atos de vigor, de coragem, renúncias e valentia para a difícil realização de uma vida em sintonia com o semelhante e, acima de tudo, com Deus que, em essência é o puro Amor! Até mesmo aceitar e viver o Amor de Deus é difícil e trabalhoso, porque "Seus pensamentos não são nossos pensamentos e nem Sua vontade é a nossa vontade". 
Essa compreensão vale para pais, filhos, esposos e todos os humanos. 
O exercício do amor é mais leve e simples para quem aprende a doar-se em espírito, antes ainda do que na carne, porque esta é, naturalmente, finita. É fardo duro para quem não entendeu que, amar é doar-se olvidando esforços contínuos para evitar a cômoda posição de receber, sem retransmitir as mesmas vibrações do amor recebido. A falta de amparo e ajuda mútua na árdua caminhada diária, no chão da lida, é uma antítese a qualquer tentativa de uma vida de Amor entre dois ou mais semelhantes. 
Omissão e desinteresse diante dessas exigências que o próprio Amor impõe afeta as estruturas da construção do Santuário do Amor. Amor não combina com egocentrismo e amorfismo. Amor combina com prestimosidade, generosidade, colaboração, trabalho e partilha. Uma pessoa amorosa é desprendida, pluralista e generosa, compreensiva e, além disso tudo, exala alegria com a trivialidade da existência, pois sabe que aí se esconde o Reino de Deus. 
Quando alguém recebe uma dádiva de verdadeiro Amor, seja da forma como vier, experimenta o que de mais puro existe naquele que provocou tal centelha. 
Se essa combinação tão finita e humana não acontece no chão da terra, isto é com as agruras do dia a dia, será impossível dois caminharem juntos em Amor, pois Amor é o halo de ligação entre o que há de mais trivial na Terra com as bençãos mais divinas do Céu, um mistério tão intenso, que muitos são incapazes de compreender e ficam ao léu, em busca de algo mais grandioso e mais amoldável aos seus gostos, mas que jamais encontrarão, porque esse algo não existe. 
Aos que compreendem essas possibilidades, renúncias, esforços apenas como exigências intrínsecas e naturais à prática desse grandioso desafio do amor serão, também, capazes de se sustentarem e se superarem na vida, simplesmente porque sua força e altruísmo lhe são dom divino e nato. Nada é capaz de lhes fazer mal, porque tudo que lhe é adverso, qualquer acontecimento na vida não muito agradável, se torna também uma graça pela qual o Pai do Céu tira algo para acrescentar-lhe outro algo ainda melhor. 
Amor jamais será uma obrigação de quem o praticou, mas apenas uma dádiva para quem o partilhou. São reflexões sobre o amor cabíveis para pais, filhos, esposos, todos, inclusive eu e você!
J. R. Rubens

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

RECEITA DE NATAL

Nestes tempos natalinos a sensibilidade fica mais apurada e as canções natalinas possuem força para tocar profundamente o coração.
Nestes tempos, como outros em que celebramos momentos de vida, não podemos programar dietas, senão elas significarão tortura, ao invés de prazer.
Este é um momento especial demais para recusar um convite para ceia. Ninguém é de ferro. O que engorda são abuso e falta de temperança.
As pessoas se tornam capazes de reabrir o coração para acolher e partilhar um pouco do amor infinito que habita na essência do seu ser.
Esse amor se expressa de várias maneiras, até mesmo através de uma simples receita preparada, com carinho, para a Ceia de Natal.
Hoje também quero partilhar, de maneira muito especial, uma Receita de Arroz Natalino que vem sendo preparada todos os anos em minha família.
Para você que deseja preparar um prato diferente neste Natal, vale a pena experimentar. Isso também é motivar!  FELIZ E SANTO NATAL E FELIZ 2018!!!
J. R. Rubens


RECEITA DE ARROZ NATALINO:
4 a 5 xícaras de arroz
100g de mossarella picada
250g de presunto picado
2 cebolas picadas
2 pimentões vermelhos picados
250g de uvas passas sem caroço
200g de azeitonas verdes picadas
2 colheres de farinha de rosca
2colheres de farinha de mandioca
2 ovos cozidos amassados
4 colheres de margarina
1e1/2 colher de Katechup
6 bananas prata fritas em fatias finas
Modo de preparo:
Prepare o arroz normalmente.
Numa panela, derreta a margarina, frite a cebola, o pimentão. Coloque o restante dos ingredientes e refogue. Junte a farinha de rosca, a farinha de mandioca e por último as bananas fritas em cubinhos. Obtendo essa farofa maravilhosa, acrescente e misture o arroz aos poucos até que fique proporcionalmente um pouco a mais do que a farofa.
Uma receita farta, completa e que serve toda a família!!!!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

FALANDO DE AMOR

É sempre bom falar em amor, a força motriz da vida, lembrando que, para mantê-lo vivo e ardente, em qualquer de seus aspectos, é preciso saber alimentá-lo!
Muitos encontram dificuldade de lidar com esse assunto. Marido e mulher, casais namorados, amigos em relação com semelhante.

O que chama mais atenção, entretanto, e a relação hostil crescente entre pais e filhos.
Há um tempo, certa mãe abriu-me o coração e chorou!
Quantos queixumes de mães e pais sobre as relações com seus filhos. Sofrem calados, com choro engasgado e silencioso, porque seus, filhos criados com amor, já não os compreendem e, tampouco, conseguem retribuir em sua velhice, parte desse amor recebido.
Alguns filhos, depois de ‘desmamados’, pé na estrada e fazendo fortuna se sentem donos do pedaço, os últimos biscoitos do pacote e destratam seus pais, com palavras duras e atitudes, machucando-lhes a alma. Ferem-lhes o brio, taxando-os de incompetentes e acabados. Ignoram suas colunas arcadas e seus cajados. Não os deixam mais sonhar, como se o direito a sonhar só a eles pertencesse.
Filhos que, através de quinquilharias, cestas básicas e ajuda financeira agem como se bastasse isso para substituir o amor e o carinho que só são capazes de brotar de dentro, através de calor de palavras, gestos e do ficar juntos.
Como é difícil compreender a importância de dizer em tempo: ‘EU TE AMO!’ e dar aos pais o espaço que eles merecem.
Nada na vida será mais importante do que Deus, os pais e a família. Tanto Deus, quanto os pais e a família, querem um tempo para si, porque eles não podem e nem devem esperar!
Para viver o amor e pedir perdão o tempo sempre é curto.
A imprevisibilidade do amanhã vale como alerta sobre o deixar para depois o exercício do amor. Por mais razões que se possam ter na vida, deve-se dedicar um tempo para concretizar o amor verdadeiro, incondicional, e acima de tudo divino, através de gestos, palavras e atitudes concretas.

O primeiro passo é o entendimento mútuo, essencial para a prática do amor, tal como o Mestre já indagava para aquele povo rude e frio de coração de seu tempo. Ele perguntava: "Podem caminhar juntos dois que não se entendem entre si?" Não recebia respostas, pois aqueles não entendiam nada sobre Amor. 
Amor sem ação se torna frágil e, sem entendimento, difícil de florescer, pois o amor é divino, porque Deus é, em essência, o AMOR.
J.R. Rubens

falando de amor

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ENTUSIASMO

Impossível não associar a palavra "entusiasmo" com a infância e a juventude. Crianças e jovens trazem brilho nos olhos, sorriso nos lábios e energia de ação, uma combinação divina, própria deles que são entusiasmados. Entusiasmo é um sopro de vida, como a própria palavra significa na sua origem grega: "sopro divino".
Quem é entusiasmado possui algo de divino, portanto, impregnado de jovialidade e alegria que atrasam no envelhecimento, em especial do espírito. Um milagre!
Quando as pessoas estiverem sem brilho de vida no olhar, envelhecidos na feição e afastados de tudo, algo deve estar errado. Estão precisando de auxílio para sentirem novamente esse sopro divino: o entusiasmo.
Quem possui entusiasmo supera as ações mais corriqueiras da vida, ignora as marcas do tempo, supera obstáculos, transforma o meio, vencendo desafio após desafio.
A pessoa entusiasmada acredita tanto em seus sonhos, que os torna realidade, transformando o etéreo em matéria utilizando-se de mistérios incompreensíveis que envolvem o universo. Mais ainda, o entusiasmado sempre confia na capacidade dos outros em sonhar com ela e, por isso mesmo, transforma as pessoas ao seu redor.
O entusiasmo, assim, provoca a união em busca de resultados e cria a cadeia de solidariedade diante da necessidade e, acima de tudo transforma.
É divino ver tantas pessoas, feridas profundamente em sua existência, conseguirem se levantar e sonhar, somente pela força do entusiasmo de outras que se doam!
O entusiasmo, o sopro divino, é contagiante tal como o riso de uma criança e eletrizante como a vivacidade dos jovens.
J. R. Rubens

terça-feira, 11 de julho de 2017

EDUCAR DIFERENTE

Certa professora de um colégio público, entusiasmada com a profissão que exerce há muitos anos manifestou, para minha surpresa, preocupação quanto à educação dos alunos, de uma maneira em geral.
Segundo ela, muitos colegas estão prestes a abandonar a profissão porque se acham incapazes de controlar o ímpeto dos alunos e, ao mesmo tempo, transmitir adequadamente o conteúdo do ensino. Permanecem ativos e dedicados apenas aqueles que realmente educam por amor, acreditando que a educação pode ser melhorada, mesmo nesse País que nada avança nesse sentido, porque vive atolado em crises políticas, financeiras e morais protagonizadas pelos seus 'maiores expoentes'.
Descreveu-me uma situação, quase de terror, que certos professores vivem em suas salas de aula, sempre pressionados e achacados pelo comportamento delinquente de uma expressiva parcela de alunos que atiçam seus companheiros a enfrentamentos, não só entre eles, mas até mesmo contra os professores que sofrem provocações e ameaças. Quando não são violentos, são criaturas apáticas e alienadas ao meio acadêmico, porquanto são dirigidos e aprisionados pelos apelos de jogos e aplicativos de seus celulares, peças inseparáveis de seus livros e cadernos.
É verdade! Hoje muitos professores estão abalados, ao mesmo tempo que desencantados pela arte do ensinar. Seus alunos já não parecem seres com vivacidade, mas figuras catatônicas e distantes da realidade.
Uma das razões por esse desencanto por parte dos docentes seja, talvez, aquela de tentar abraçarem a maravilhosa profissão apenas como um trabalho que lhes traga o sustento, apesar de muitos entenderem que a remuneração não é compatível com a magnitude do trabalho: educar!
Existe, porém, outra razão que esvazia a plenitude do 'ser professor', do 'ser mestre'.
Há poucos anos, os jovens tinham como fonte de informações somente a família, eis que careciam de tecnologia como rádio, tvs, internet, e celulares, etc...!
Eram impelidos, então, a buscarem nas escolas as informações necessárias para preencherem sua carência do saber, e as quais somente os mestres professores, depois dos pais, podiam transmitir.
O mundo mudou. Hoje o que mais se tem é informação. Os jovens têm acesso a todas elas, de maneira incontrolável, através dos pacotes globalizados, radicalmente livres, descarregados simultaneamente na web, nas comunidades virtuais e nas redes de comunicação.
Os jovens buscam, diferentemente do passado, não mais informações, eis que já as possuem em excesso, mas escolas e mestres que organizem e canalizem essa bagagem de conhecimentos sem controle, absorvidos avidamente através do Dr. Google e tantas outras denominações.
A rapidez, pela qual têm acessos a tão diversificada informação, confunde suas ideias e focos fazendo-os perder sua identidade e seus verdadeiros referenciais. Os jovens estão sedentos não em aprender, mas de alguém que lhes mostre um sentido para o farto material (bom e ruim) que já absorvem, todos os dias, através da tecnologia virtual. Precisam que alguém lhes resgate, em meio a tantas turbulências, e os façam novamente a crer na vida, nos valores sólidos, nas dimensões do caráter e na grandeza de cumprirem o papel de viver em sociedade e em função do coletivo.
Eles precisam hoje, de uma educação que lhes aguce o senso crítico, que lhes indique novamente a direção para um ideal verdadeiro, modifique a cultura gratuita e viciada que receberam do farto material jogado, em baciadas, na internet, nos meios de comunicação e até nas próprias escolas que, sem critério algum, ministram seus conteúdos programáticos porque são obrigadas a fazê-lo, numa quantidade de dias fixados nos anos letivos, simplesmente por cumprirem exigências regulamentadas.
Os jovens precisam mais. Precisam adquirir um senso crítico para analisarem, de forma diferente, o sentido das coisas temporais que os cercam, das instituições que os regem, das políticas que os envolvem, das ideologias que os seduzem e dos governos que os conduzem!
O mundo carece em nossos dias de uma ação mais efetiva, condizente com aquele pensamento cristão de evangelizar e que significa, no fundo, modificar culturas e pensamentos que conduzam à uma vida mais amorosa, justa e pacífica. O ensinar é algo semelhante. É por isso que, urgentemente, muitos aspectos da educação precisam ser revistos sob outra luz!
J. R. Rubens

domingo, 28 de maio de 2017

UM BALANÇO

Realizar um balanço para apurar os resultados.
É assim que se torna possível corrigir distorções e planejar as ações futuras. O sucesso depende dessa análise, sem maquiagem, de cada um dos detalhes administrativos, financeiros, e porque não, pessoais.
Cada um deve se propor a realizar um balanço de sua vida. 
Contabilizar o crescimento material é bom, mas não é o essencial. Se for considerado importante apenas o que foi acrescentado no patrimônio é sinal que o essencial está sendo relegado ao segundo plano. É, de fato, perigoso perder-se, ao longo da caminhada, o equilíbrio entre o ter e o ser.
A busca pelo ter não deve anular o ser, sob pena de sobrar apenas uma criatura alienada, insensível à própria vida, aos semelhantes e aos verdadeiros valores da vida!
Ser rico é contabilizar apenas crescimento material. Ser próspero é crescer antes de tudo como ser, via pela qual se acumula aquela ‘riqueza que a ferrugem não é capaz de corroer é a traça não come’.
J. Rubens Alves

quinta-feira, 23 de março de 2017

DNA DE DEUS

Existe um inconformismo com a crescente banalização da vida, do ser humano e da natureza. Essa realidade abrange o mundo inteiro, de uma forma ou de outra, seja em meio a miséria ou da riqueza, porque é determinada pela ação de poucos indivíduos que, apossados do poder, determinam a ordem das coisas para todos aqueles que não pertencem à sua hostes.
Infelizmente, os simples humanos sem poder, somam a maioria.
As pessoas vivem, por isso, também em sua maioria, frustradas por seus inexpressivos resultados na busca pela felicidade e paz duradoura que tanto almejam para suas vidas.
Essa frustração, aliada ao inconformismo de se sentirem excluídas do acesso ao seu crescimento, gera a violência, a angústia e a dor que imperam atualmente na vida da humanidade. 
Interessante que esse clima desvairado é imposto, como já dito acima, por uma minoria, se comparado a essa humanidade de bilhões de pessoas esquecidas que busca incessantemente o bem, a solidariedade e a paz. 
A minoria que se considera ‘dona do pedaço’ e se arvora ao direito de fazer o que bem entende, em detrimento do bem comum está presente não só de uma maneira incisiva em nosso País, mas de maneira cada vez mais acintosa em quase todos os países. 
Constata-se por tais ocorrências pelo mundo, de maneira melancólica, de que criaturas do mesmo Criador se encontram tão distantes entre si, longe da compreensão de sua origem única e divinal. Origem que cria afinidade biológica e espiritual firmados em código misterioso.
Origem que torna todos os seres humanos irmãos! 
De longe, essa relação não é algo de religioso inventado, mas com certeza, algo de mistério cósmico e Divino que simplesmente é revelado, ao seu tempo. 
Mistério tão grandioso inerente a todos, mas relação íntima compreendida apenas pelos simples e pequeninos que exatamente formam a maioria sofrida da humanidade.
Quando se compreender claramente a dimensão dessa relação de humanidade irmanada já não seremos somente criaturas de Deus, mas verdadeiros filhos de Deus, agindo como irmãos. 
Da mesma maneira como se traz no corpo o DNA que identifica as origens biológicas, todos são vitalmente marcados, também, em espírito pelo DNA de Deus, de forma indelével. 
Não se trata, esse maravilhoso detalhe, de uma escolha pessoal de cada um, porque foi Ele quem escolheu primeiro cada um como filho. Assim, para interromper o ato contínuo de atitudes ruins na humanidade, tornando-a mais esperançosa, justa e feliz, basta a cada um assumir mais sua condição primorosa de filho de Deus, aceitá-Lo de forma acolhedora como o Pai Amoroso! 
J. R. Rubens 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SOFRIMENTO E PERDA



Chocados! É assim que os seres humanos ficam diante de perdas, em especial, quando essas perdas dizem respeito a vidas, muitas de uma mesma família, ceifadas ora por atentados e guerras insanas, ora interrompidas por calamidades naturais. 
É assim, também, que ficam as pessoas sensatas diante das ações daqueles que se utilizando do poder saqueiam o bem comum de uma nação inteira, corrompendo e sendo corrompidos, sem o menor pudor.
Mesmo os adeptos do lema ‘eu me basto’ se sentem abalados diante de fatos que evidenciam a fragilidade humana diante da força da Natureza ou da insanidade de determinados atos do abuso do poder. 
Não é fácil compreender as situações terríveis como as que se têm conhecimento todos os dias. Por quê? Onde está Deus? são as questões duras que vêm à mente de todos os que vivem a vida de maneira simples e correta, em especial, na mente daqueles que ainda não sustentam a sua vida pela fé. 
Na falta de respostas para tanto acontecimentos chocantes credita-se, então, uma parcela de culpa a Deus pelos contratempos, tal como se Ele nem se importasse com tamanhas dores dos seres humanos. 
Parece até que Ele não ouve as súplicas diante das calamidades naturais e nem se dá conta das mazelas provocadas pelos poderosos, deixando que escapem ilesos de suas maracutaias. 
É horrível e errado achar que Deus castiga a todos deixando acontecerem essas malvadezas, pelo simples fato de que todos, bons ou ruins são, por herança, Filhos do mesmo Deus! 
O questionamento revoltado sobre a permissão de Deus sobre esses assuntos graves ocorre pela própria limitação de se compreender plenamente esse mistério de que Deus é um pai e de que Ele próprio participa da fragilidade humana, não castigando, mas educando através da agonia expurgada pela Natureza e ensinando modos corretos de vida através de sofrimentos causados, na maioria das vezes, pelo próprio homem, pela  inconsequência e ganância no agir. 
Não é fácil entender que, ao final, pelas consequências boas ou más oriundas da ação do homem, Deus também opera milagres que acabam sendo causa de alegria e regozijo.
Tão incrível isso porque esse Deus maravilhoso 'age em tudo por meio de todos' e transforma todos por meio de tudo! 
Antes de acusar Deus, portanto, cada um deve tomar consciência do mal causado em suas ações de depredação da Natureza e da consequência dos seus atos de puro egoísmo ao tratar com assuntos que dizem respeito ao bem comum, para evitar um ciclo vicioso de tudo aquilo que repudiam como mal a partir dos outros. 
Aos mais simples de coração e que já percorrem um processo de espiritualização é mais simples compreender que Deus educa para a vida, utilizando o sofrimento como uma escola para se aprender a justiça, conquistar a retidão de vida e de se tornar construtor de uma cultura mais apurada. 
J. R. Rubens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A VIDA POR UM SONHO!

Novamente o mundo está embalado rumo ao final do ano. E como esse ano passou rápido! Parece que as festas do final do ano anterior foram ontem.
Novamente a árvore de Natal sai do armário, os enfeites voltam para as mesas e as guirlandas para as portas.
E sempre que se aproxima o final de ano é possível sentir a agitação que domina as pessoas num vai-e-vem desvairado e descontrolado.
Essa agitação não é só para preparar as festividades da passagem de ano, mas grande parte dessa correria é porque as pessoas desejam terminar tudo o que deixaram por fazer ao longo do ano, como se isso fosse realmente possível.
Propósitos não cumpridos são verdadeira tortura. O deixar de fumar, o emagrecer, fazer ginástica e caminhadas, um curso não terminado e tantas outras metas fixadas na passagem do ano anterior, nesta época martelam a consciência de quem não as cumpriu.
Ninguém que ao menos se esforçou, entretanto, deve sentir-se aniquilado, afinal toda a existência será um contínuo processo de aperfeiçoamento. Um caminhar, passo a passo, que levará cada um a realizar seus sonhos.
Fixar metas e vislumbrar sonhos. A partir de então, será necessário apenas não desviar o foco desses pontos, tomando atitudes firmes e tempestivas quando necessárias.
Mesmo que as asas sejam pequenas para voar, a fé, com certeza, levará cada um a grandes alturas. A fé remove montanhas, se cada um fizer o que lhe cabe.
Deus acende luzes pelos caminhos a percorrer na medida em que se caminha, nem que seja um pequeno passo a cada dia.
Vale a pena lutar pelos sonhos, mesmo que pareçam impossíveis num certo momento!
J. Rubens Alves

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PODER, REALIDADE OBSCURA


Não gosto, com sinceridade, de discorrer sobre certos temas, em especial sobre poder e política certo que daí virá, tão somente, a certeza de que estes são caminhos obscuros.
Na vida temporal o dinheiro é necessário e quem põem as mãos nele, detém também o poder. Quem tem poder, sempre terá o dinheiro disponível.
Através do poder e do dinheiro, é possível realizar milagres na vida de outros que não tiveram a mesma oportunidade de acesso!
Quando falamos em mal uso do poder, quase sempre o pensamento vai diretamente aos governantes e políticos, porque o poder advindo do esforço e do empreendedorismo, diferentemente do poder público, quase nunca ofende nossa compreensão, porque é bem direcionado e consciente, exceto quando o poder privado se locupleta com o poder governante.
A realidade de hoje  indica que o povo, apesar de carente em sua bagagem cultural e crítica, anda sentindo algo de errado, porque já consegue ver e sentir, mesmo de maneira tênue, que muitos entre os poucos que conquistaram poder em abundância o fizeram, em sua maioria, também em relação ao dinheiro, se esquecendo da regra mais básica: colocar ao menos o poder em serviço dos outros. 
Como as pessoas, em especial os jovens, encontram dificuldade em se expressar e de se fazerem ouvir, concluem que a única maneira de se impor é quebrando materialmente tudo o que vê pela frente para atrair a atenção.
Enquanto isso, por esses dois detalhes, o poder e o dinheiro, muitos políticos e governantes se consideram intocáveis e donos do mundo. 
Tornam-se insensíveis ao clamor e à vontade do povo, agem mesquinhos no trato da coisa pública e esbanjam o que é do Povo nos seus interesses e anseios para ascender mais e mais ao poder. Mesmo quando pegos com a mão na arapuca e conduzidos à Justiça, ainda se mostram cínicos e debochados perante às Instituições e ao povo que os elegeu um dia. Povo que ora já reconhece erros sucessivos de escolha ou esgotado em sua paciência com seus representantes eleitos.
Convictos de sua condição privilegiada do ‘eu me basto’, encarnando-a como verdade, os que permanecem ativos no poder teimam em desmerecer a vontade soberana de todo um Povo e aqueles que enfiaram as mãos pelos pés acabam se sentindo imunes à punição de qualquer justiça, seja dos homens e a de Deus.
Ao invés de servir, a maioria dos escolhidos para a governança do País se contrapõem à sociedade do bem, da igualdade.
Rejeitam a luz e preferem andar pelos corredores da escuridão, simplesmente amam as trevas, porque é sob elas que podem tramar tudo e sobreviver à sua realidade obscura da politicagem.
Incautos, se esquecem de que ninguém fica para semente e cegos, vidrados em acumular riquezas, são incapazes de notar que NINGUÉM, ao partir dessa para a outra vida, jamais levou caminhão de mudanças, com aquilo que acumulou em bens, propriedades e contas secretas.
Vale simplesmente para eles que tudo mais continue indefinidamente, sem imaginar um termo a essa aventura descabeçada de nunca largar o osso do poder, visto que seu conteúdo já devoraram ao longo dos anos, perpetuando a 'política' aos filhos, filhas, sobrinhos e apadrinhados!

Mesmo sabendo a vontade de todo um Povo, contrária a gastos bilionários em ações e eventos supérfluos e desnecessários, insistem e realizam a sua vontade, acima da vontade do coletivo.
Os grandes pensadores e filósofos, há milhares de anos, ensinaram que a Política é um bem e é preciso vivê-la intensamente, mas sem apego demasiado ao que ela dispõe como regalias durante o percurso, sob pena de desvirtuá-la. Poucos, por sinal, aprenderam a lição.

“Todas as coisas boas concorrem para o bem” desde que elas, em sua natureza, sirvam para o bem. Acima de tudo, o bem coletivo.
Há uma 'Teoria dos Golfinhos' animais que podemos considerar os mais 'inteligentes' e sagazes já conhecidos, cuja sensibilidade surpreende. Até Golfinhos serviriam para cutucar a vida, os sentimentos congelados pela frieza do nosso momento atual. 
É um desafio à inteligência dos políticos e governantes aprenderem com esses seres maravilhosos, que encerram algo que enriquece o comportamento e a convivência em comunidade social. Assim como é um desafio ao povo descobrir que há uma maneira mais inteligente do que o vandalismo para vencer: o poder das urnas.
Para isso acontecer, todavia, esse mesmo povo deve se negar a ser tratado como mercadoria que tem um preço para ser comprado.
Mesmo assim, nesse mundo de tantas e tamanhas contradições, políticos, poderosos, ricos ou excluídos, uns e outros, partícipes desse convívio traiçoeiro, é necessário reconhecer que todos somos apenas os peregrinos dessa Terra! É preciso urgente baixar as guardas e a bola!
Ninguém vive para semente.
J. Rubens Alves