segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A VIDA POR UM SONHO!

Novamente o mundo está embalado rumo ao final do ano. E como esse ano passou rápido! Parece que as festas do final do ano anterior foram ontem.
Novamente a árvore de Natal sai do armário, os enfeites voltam para as mesas e as guirlandas para as portas.
E sempre que se aproxima o final de ano é possível sentir a agitação que domina as pessoas num vai-e-vem desvairado e descontrolado.
Essa agitação não é só para preparar as festividades da passagem de ano, mas grande parte dessa correria é porque as pessoas desejam terminar tudo o que deixaram por fazer ao longo do ano, como se isso fosse realmente possível.
Propósitos não cumpridos são verdadeira tortura. O deixar de fumar, o emagrecer, fazer ginástica e caminhadas, um curso não terminado e tantas outras metas fixadas na passagem do ano anterior, nesta época martelam a consciência de quem não as cumpriu.
Ninguém que ao menos se esforçou, entretanto, deve sentir-se aniquilado, afinal toda a existência será um contínuo processo de aperfeiçoamento. Um caminhar, passo a passo, que levará cada um a realizar seus sonhos.
Fixar metas e vislumbrar sonhos. A partir de então, será necessário apenas não desviar o foco desses pontos, tomando atitudes firmes e tempestivas quando necessárias.
Mesmo que as asas sejam pequenas para voar, a fé, com certeza, levará cada um a grandes alturas. A fé remove montanhas, se cada um fizer o que lhe cabe.
Deus acende luzes pelos caminhos a percorrer na medida em que se caminha, nem que seja um pequeno passo a cada dia.
Vale a pena lutar pelos sonhos, mesmo que pareçam impossíveis num certo momento!
J. Rubens Alves

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PODER, REALIDADE OBSCURA


Não gosto, com sinceridade, de discorrer sobre certos temas, em especial sobre poder e política certo que daí virá, tão somente, a certeza de que estes são caminhos obscuros.
Na vida temporal o dinheiro é necessário e quem põem as mãos nele, detém também o poder. Quem tem poder, sempre terá o dinheiro disponível.
Através do poder e do dinheiro, é possível realizar milagres na vida de outros que não tiveram a mesma oportunidade de acesso!
Quando falamos em mal uso do poder, quase sempre o pensamento vai diretamente aos governantes e políticos, porque o poder advindo do esforço e do empreendedorismo, diferentemente do poder público, quase nunca ofende nossa compreensão, porque é bem direcionado e consciente, exceto quando o poder privado se locupleta com o poder governante.
A realidade de hoje  indica que o povo, apesar de carente em sua bagagem cultural e crítica, anda sentindo algo de errado, porque já consegue ver e sentir, mesmo de maneira tênue, que muitos entre os poucos que conquistaram poder em abundância o fizeram, em sua maioria, também em relação ao dinheiro, se esquecendo da regra mais básica: colocar ao menos o poder em serviço dos outros. 
Como as pessoas, em especial os jovens, encontram dificuldade em se expressar e de se fazerem ouvir, concluem que a única maneira de se impor é quebrando materialmente tudo o que vê pela frente para atrair a atenção.
Enquanto isso, por esses dois detalhes, o poder e o dinheiro, muitos políticos e governantes se consideram intocáveis e donos do mundo. 
Tornam-se insensíveis ao clamor e à vontade do povo, agem mesquinhos no trato da coisa pública e esbanjam o que é do Povo nos seus interesses e anseios para ascender mais e mais ao poder. Mesmo quando pegos com a mão na arapuca e conduzidos à Justiça, ainda se mostram cínicos e debochados perante às Instituições e ao povo que os elegeu um dia. Povo que ora já reconhece erros sucessivos de escolha ou esgotado em sua paciência com seus representantes eleitos.
Convictos de sua condição privilegiada do ‘eu me basto’, encarnando-a como verdade, os que permanecem ativos no poder teimam em desmerecer a vontade soberana de todo um Povo e aqueles que enfiaram as mãos pelos pés acabam se sentindo imunes à punição de qualquer justiça, seja dos homens e a de Deus.
Ao invés de servir, a maioria dos escolhidos para a governança do País se contrapõem à sociedade do bem, da igualdade.
Rejeitam a luz e preferem andar pelos corredores da escuridão, simplesmente amam as trevas, porque é sob elas que podem tramar tudo e sobreviver à sua realidade obscura da politicagem.
Incautos, se esquecem de que ninguém fica para semente e cegos, vidrados em acumular riquezas, são incapazes de notar que NINGUÉM, ao partir dessa para a outra vida, jamais levou caminhão de mudanças, com aquilo que acumulou em bens, propriedades e contas secretas.
Vale simplesmente para eles que tudo mais continue indefinidamente, sem imaginar um termo a essa aventura descabeçada de nunca largar o osso do poder, visto que seu conteúdo já devoraram ao longo dos anos, perpetuando a 'política' aos filhos, filhas, sobrinhos e apadrinhados!

Mesmo sabendo a vontade de todo um Povo, contrária a gastos bilionários em ações e eventos supérfluos e desnecessários, insistem e realizam a sua vontade, acima da vontade do coletivo.
Os grandes pensadores e filósofos, há milhares de anos, ensinaram que a Política é um bem e é preciso vivê-la intensamente, mas sem apego demasiado ao que ela dispõe como regalias durante o percurso, sob pena de desvirtuá-la. Poucos, por sinal, aprenderam a lição.

“Todas as coisas boas concorrem para o bem” desde que elas, em sua natureza, sirvam para o bem. Acima de tudo, o bem coletivo.
Há uma 'Teoria dos Golfinhos' animais que podemos considerar os mais 'inteligentes' e sagazes já conhecidos, cuja sensibilidade surpreende. Até Golfinhos serviriam para cutucar a vida, os sentimentos congelados pela frieza do nosso momento atual. 
É um desafio à inteligência dos políticos e governantes aprenderem com esses seres maravilhosos, que encerram algo que enriquece o comportamento e a convivência em comunidade social. Assim como é um desafio ao povo descobrir que há uma maneira mais inteligente do que o vandalismo para vencer: o poder das urnas.
Para isso acontecer, todavia, esse mesmo povo deve se negar a ser tratado como mercadoria que tem um preço para ser comprado.
Mesmo assim, nesse mundo de tantas e tamanhas contradições, políticos, poderosos, ricos ou excluídos, uns e outros, partícipes desse convívio traiçoeiro, é necessário reconhecer que todos somos apenas os peregrinos dessa Terra! É preciso urgente baixar as guardas e a bola!
Ninguém vive para semente.
J. Rubens Alves

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

DONS E MILAGRES

Os milagres são como um trabalho manual de Deus. Acontecem quando cada um executa sua parte. 
É preciso semear para que haja a colheita dos frutos. 
Tudo, incluindo resultados das ações, vem em seu tempo. Há tempo para plantar e para colher. E quanto mais imediatismo é imposto nos resultados que se espera obter, tanto maior será o nível de angústia impregnando o ser. 
Em tempos atuais, com o avanço da tecnologia, seu virtualismo e seus sistemas viciados, o que mais se encontra ao redor são indivíduos infectados pelo imediatismo de resultados, que perdem a paz e desprezam seu maior dom, a vida, com a suposta intenção de ganhá-la. 
Esquecem-se de curtir a sua maravilhosa experiência humana. Criam-se expectativas e desejos que, por sua vez se transformam em problemas, todos nascidos e gerados de dentro para fora do ser. 
Obstáculos durante a existência inexoravelmente existem, todavia, os problemas são lúdicos, verdadeiras alucinações, típicas de indivíduos que se preocupam mais em "ter" do que com o "ser". 
Mais ainda, os problemas não existem fora da pessoa, mas são criados por ela mesma, conforme seu estado de espírito. 
Prova disso é que quando o indivíduo, auxiliado a tomar consciência de que os problemas não passam de criação da sua equivocada perspectiva de encarar o mundo, os semelhantes e a natureza, ele acaba eliminando as expectativas, boas ou ruins, e com elas detonando seus supostos problemas. 
Com certeza, cada um do seu jeito, com seus dons e aptidões, é uma continuidade da ação criadora de Deus neste mundo. 
Cada qual cria a partir dos seus dons, recebidos gratuitamente para que fossem, da mesma forma, partilhados e reinventados a partir do amor. 
Se, desta maneira, cada ser humano executar sua parte, os milagres acontecerão em profusão na sua vida e na vida dos semelhantes. Todos, mesmo sem saber, são eternos semeadores. 
Se o trabalho de semeadura for elaborado com sementes de coisas boas e com amor, o resultado será uma colheita de frutos amorosos. 
Essa reflexão nada mais é do que relembrar o dito que até hoje se faz presente: "Quem semeia ventos colhe tempestades" e colhe, também, problemas em sua vida e na dos outros. 
Essa consciência ajuda, por outro lado, na compreensão de que ninguém é dono do mundo e de suas coisas, apenas construtores deste mundo que apenas se transforma. 
E ‘se Deus, porém, não edifica a casa, em vão trabalham os construtores; se Deus não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela’. Vale ler e conferir os confortantes e belos salmos 127 e 128. Procure em sua Bíblia e reflita um minutinho sobre eles. 
É preciso reconhecer a outra realidade do ser humano, porque essa realidade em que presentemente vive não é verdadeira e eterna. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. 
Ao contrário, se o desejo de alguém for de permanecer na ilusão temporal, correrá o risco de tornar realidade aquele versinho antigo ‘caí no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo’, imaginando supostamente que o mundo gira ao seu redor quando, na verdade, o mundo nem mesmo sabe quem ele é! 
J. Rubens Alves

sábado, 17 de setembro de 2016

UMA DIETA QUE MOTIVA

Um dos textos mais acessados é este, abaixo, sobre "Uma Dieta Que Motiva", publicado em 2010.
Naquela época expliquei sobre a verdadeira Dieta dos 13 dias que eu recebera de meu médico, e que estava sendo modificada, ao longo dos anos.
Agora, após quase sete anos da primeira publicação, reproduzo o mesmo texto para todos aqueles que desejam manter a forma de uma maneira saudável.
Exorto a todos para que leiam todos os assuntos referentes a essa Dieta, pois isso auxiliará no esclarecimento. No arquivo do Blog cada um encontrará outras matérias esclarecedoras, inclusive, as sensações sentidas, dia a dia, durante os 13 dias. Vale a pena! 
Tudo começou quando vi publicada a intitulada 'Dieta da Usp', também de 13 dias, e decidi postar em meu blog a verdadeira Dieta dos 13 Dias da Clínica de Mayo - USA, divulgando, em comentário através do twiter, onde a dieta adulterada estava publicada, como uma mensagem de alerta, a quem pudesse interessar:
Estranhei em ver essa dieta, porque ela um plágio de uma dieta famosa, que conheci em meados de 1985 e que me foi passada por um amigo, grande médico Dr. Castor Jordão Cobra que nem mesmo era especialista em gastro, mas reumatologista.
Ele me apresentou uma Dieta de 13 dias que realmente funcionou nas ocasiões em que a fiz por completo (não adianta interromper, ou substituir os alimentos, pois se assim fizer, não perde o peso e volta a engordar, com efeito sanfona). De 74 KG de solteiro estava pesando 96 KG. Na primeira vez, seguindo à risca baixei meu peso para 89 KG. E não mais engordei para os 96 KG porque essa dieta realmente muda o metabolismo e o comportamento em relação ao comer.
Após a dieta, a sensação é tão maravilhosa que você passa a ser consciente diante dos alimentos.
A segunda vez, baixei para 84 KG. Na terceira, há dois anos, fixei meu peso em 79 KG, variando às vezes até 80 ou 81Kg, porém logo voltando aos 79 KG, com o simples controlar da alimentação.
Aconselho, entretanto, a quem fizer a verdadeira Dieta dos 13 dias (que não é essa intitulada da USP, porque tenho a original) sempre consultar antes o médico, pois sendo uma dieta desintoxicante, nos quatro primeiros dias a sensação é como se você tivesse se abstendo de um vício compulsivo, tal como beber ou fumar.
Antes de fazê-la você deve escolher uma época em que não haja festas ou tentações de transgredi-la.
A dieta, "da USP" apesar de ser parecida com a original, alteraram os alimentos, a quantidade, e liberaram o sétimo dia, que não pode ser como está. Também omitiram sobre o sal, que não pode ser utilizado nos ovos e nos tomates (pois sua combinação se torna açucares/Kal) e não disseram que você deverá tomar ao menos 2 litros de água por dia.
A cada 3 ou 4 anos faço essa dieta para desintoxicar tomando cuidado para não emagrecer além da medida.
É salutar fazer caminhadas, exercícios, grandes aliados na saúde, para após a dieta se manter bem em outros aspectos, fortalecendo a flacidez muscular.
Definitivamente, sigam este conselho: banir os sorvetes de massa industrializados e o uso de refrigerantes ou derivados. Com essas duas drogas em sua mesa durante as refeições, não existem dietas ou milagres. Adotem o açúcar tipo 'demerara' que é menos processado e orgânico, para adoçar sucos, café, etc... e o açúcar comum somente para doces e bolos. Além de economia em açúcar, vocês notarão várias mudanças, inclusive menos fermentação no estômago. Há vários pós (poeiras!) que destroem vidas, silenciosamente, mas, dois perigosos pós frequentam quase todas as mesas, à vontade, sem nenhuma discriminação: o sal e o açúcar!
Quanto a Dieta de 13 Dias original, aquela que estou divulgando, é ótima mesmo.
A Dieta dos 13 dias original que possuo cópia, veio de uma Clínica dos USA e divulgo abaixo.
Venho, durante todos esses anos, recebendo comentários e gostaria que continuassem publicando esses comentários no blog,  sobre a Dieta, sua experiência e sobre outros artigos publicados!
http://motivandocomespiritualidade.blogspot.com/
Aí está a Dieta Original que recebi há muitos anos e que, se bem feita, poderá resgatar muito a auto estima e alegria de quem não controla seu peso:

DIETA DOS 13 DIAS

Clínica Mayo ( USA ) - Desintoxicante

1º e 8º dia
MANHÃ - 1 xícara de café preto com 1 colher de açúcar
ALMOÇO - 2 ovos cozidos ( duros ) com espinafre e 1 tomate cru
JANTAR - 1 bife grande com salada ( pouco azeite e limão )

2º e 9º dia

MANHÃ - 1 xícara de café preto com 1 colher de açúcar
ALMOÇO - 1 bife grande com salada e 1 fruta fresca
JANTAR - 200grs de presunto cozido e 1 iogurte natural

3º e 10º dia
MANHÃ - 1 xícara de café preto com 1 colher de açúcar e 1 torrada
ALMOÇO - salsão cozido, 1 tomate, 2 ovos cozidos duros e 1 fruta fresca
JANTAR - 200grs de presunto cozido e 1 iogurte natural

4º e 11º dia
MANHÃ - 1 xícara de café preto com 1 torrada
ALMOÇO - 1 ovo cozido, 1 cenoura ralada, um pedaço de queijo tipo suíço
JANTAR - 1 latinha de salada de frutas e um iogurte natural

5º e 12º dia
MANHÃ - 1 cenoura raspada
ALMOÇO - 1 pedaço grande de peixe magro com limão e pouca manteiga
JANTAR - 1 bife grande com salada e salsão cozido

6º e 13º dia
MANHÃ - 1 xícara de café preto com 1 colher de açúcar e 1 torrada
ALMOÇO - um pedaço de frango com salada e uma cenoura raspada
JANTAR - 2 ovos cozidos duros e 1 cenoura raspada

7º dia
MANHÃ - 1 xícara de chá sem açúcar
ALMOÇO - um pedaço de carne grelhada e 1 fruta fresca
JANTAR - NADA

OBS : ovos , tomates e cenoura: sem sal. Os outros com pouco sal. Peixe magro: bacalhau , linguado e truta. Deve-se tomar 2 litros de água por dia. A dieta Clinica Mayo deve ser seguida a risca, durante 13 dias e no 14º pode-se comer normalmente. Se essa dieta for seguida a risca, perde-se de 7 a 8 kg., como muitos comprovaram. Além de desintoxicante, o metabolismo diminuí no organismo, podendo-se comer pão, açúcar e massas não engordando durante 3 a 4 anos, no mínimo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

SEMPRE POR PERTO

O dia dos pais está se aproximando e traz sempre a oportunidade para reflexões profundas sobre os relacionamentos familiares.
Quantas pessoas cruzam o caminho todos os dias esperando receber um olhar, um sorriso ou uma palavra que lhes cure feridas abertas.
Não é raro ouvir alguém, também, relatar algum acontecimento com os pais que marcou sua vida ou algum sofrimento que dilacera o coração, em especial da separação.
Quantas vezes se ouve a tão conhecida queixa "Que saudade de minha mãe", "Que saudade de meu pai"
Essas frases traduzem o sentimento que todos trazem em seu coração em relação aos pais que não mais estão próximos por algum motivo.  
Separação que dói mais  nas pessoas é aquela que lhes priva daqueles que lhe deram vida porque, em todas as ocasiões, um pouco mais ou pouco menos, a figura dos pais esteve presente, ora defendendo, ora incentivando e dando aquela força nas dificuldades da adolescência e juventude de cada um.
Chega um dia que todos se desligam, de certa forma, da proteção de seus pais, mas levarão consigo tudo que receberam deles, em especial, as grande lições e demonstrações de coragem no enfrentamento das situações adversas de suas vidas.
Muitos já não tem mais seus pais presentes porque partiram, inexoravelmente, desta vida, ou porque estão ausentes em vida vegetativa, pelas doenças do 'longo adeus', ou porque simplesmente resolveram sumir do mapa fugindo, talvez, da realidade assombrosa de uma existência não bem aceita e assumida.
A ausência que traz mais saudade, contudo, é a partida definitiva dos pais para outra dimensão, pois, em definitivo, os esconde em meio aos seus mistérios impenetráveis à limitada compreensão dos seres viventes na linha do tempo e espaço.
Independentemente da forma como essas pessoas se viram privadas de seus pais, nunca devem sentir tristeza por essa ausência, mas apenas agradável e serena saudade. 
Todos aqueles mais fortes, agraciados com a compreensão mais ampla dessas situações mais marcantes, devem estar sempre preparados para acolher, ouvir e aliviar os sentimentos dos semelhantes que sofrem pela separação de seus pais.
Ensinar-lhes a compreender que com tristeza afloram lágrimas que não lhes confortam e, tampouco, lhes devolvem com vida seus entes queridos. 
Motivá-los, todavia, a cultivarem a saudade no lugar da tristeza. Com a saudade afloram juntos outros sentimentos, valores e ensinamentos que sempre serão alternativa positiva ao longo da vida de cada um, que trarão consigo uma agradável sensação de proximidade com aqueles que tanto amaram, quando em vida.
Sobra ainda a oportunidade, para todos aqueles filhos que ainda têm ao lado a companhia dos pais, de reconhecer tudo o que eles são capazes de fazer em seu favor e benefício e cada filho, generosamente, sempre fazer tudo que seja preciso aos seus pais, não dando, em momento algum, jamais, lugar para remorsos e arrependimentos futuros!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

CONFUSÃO MENTAL

Lembro-me das longas e duras jornadas de trabalho de meu pai. Apesar de tanto esforço pouco conseguiu, além da educação sólida de seus filhos. 
Longos anos de trabalho para um resultado bastante humilde. 
Como o exemplo e testemunho de vida semelhante ao de meu pai, a maioria trabalha bastante, por anos a fio. Quase todos conseguem, ao longo de trinta a quarenta anos, apenas um pequeno patrimônio, longe das grandes fortunas, mas suficiente para oferecer certo conforto e uma aceitável qualidade de vida. 
Instalou-se nos tempos atuais, entretanto, uma mentalidade diferente daquela comum há poucas décadas, quando se aprendia que os bens deveriam ser conseguidos como frutos do trabalho e do suor do rosto.
A tecnologia, em especial a televisão, criou uma realidade virtual onde tudo é possível, de imediato, sem trabalho e sem esforço. 
As personagens de qualquer filme ou novela não precisam de tempo real para operar mudanças radicais em suas vidas virtuais. Conseguem, num piscar de olhos, lindas mulheres, carrões, riqueza, mansões. Na mídia da comunicação e entretenimento, basta estalar os dedos para ter o mundo nas mãos. 
As cenas são tão envolventes e bem produzidas que incutem na mente das pessoas não inoculadas para ilusões, que aquilo mostrado, apesar de falso, é a realidade. 
No mundo mágico da encenação, tão perfeita é a tecnologia dos efeitos visuais que prejudica a compreensão da realidade do tempo e espaço e os menos preparados, em especial os mais jovens caem nas armadilhas da ilusão. 
Os filmes e novelas embutiram em seus roteiros mensagens subliminares, o merchandising, despertando a doença do ter objetos de desejo do mundo consumista. 
Não bastasse, a mídia divulga e engrandece os grandes ídolos, não tanto por suas qualidades e dotes inegáveis, mas dando destaque na divulgação dos milhões de dólares arrebanhados em fantásticos e mirabolantes contratos. Fazem assim com os jogadores, artistas e outras expressões grandiosas. 
Resultado: os mais jovens ficam impacientes diante do tempo real, relativamente longo, para sua tentativa de conseguir a riqueza e os mesmos bens de consumo que seus ídolos o conseguiram em tão pouco tempo no seu mundo de ilusões. 
Não compreendem que é preciso trabalhar duro e aguardar suas oportunidades de construir seu patrimônio, tudo em seu tempo e possibilidades. Esquecem-se de que fazem parte de uma maioria não premiada por exceções ou por uma sorte grande. 
Cansam-se, então, de tudo isso e dessa espera obrigatória para alcançar outros patamares de prosperidade. 
Em profundo e incontrolável desejo, saem por esse mundo a fora, drogando-se, apontando armas para tirar do próximo tudo aquilo que não lhes pertence, porque essa é a única forma de se assemelharem aos ídolos do mundo irreal. 
Nunca se matou tanto, por tão pouco. Matam por dinheiro, por carros, por celulares. Matam por nada! Matam até pelo fundamentalismo inconsistente de uma crença. 
Basta assistir aos noticiários da TV para se acreditar que, efetivamente, se está vivendo numa era de confusão mental. 
Essa doença do imediatismo, verdadeira pandemia, requer atenção maior de educadores, de lideres, dos pais e de todos nós. 
A razão de tanta violência no mundo pode residir basicamente nesse pequeno detalhe: falta de capacidade perceber a diferença entre a realidade e a ilusão!  Mentes fracas e seduzidas por ilusões são armas potenciais escondidas na solidão de indivíduos mal formados.
É até mais fácil combater organizações do crime organizado e do terror que se aglomeram em células e instituições fisicamente identificáveis, do que evitar males causados por mentes isoladas e doentias, que agem unicamente pela força de seu instinto. 
Para compreender isso, basta um olhar sobre o que vem ocorrendo em vários países sob o pânico do terror isolado ou que vivem sob o terror de mentes que agem isoladamente pelo efeito de drogas ou mentes confusas pelas informações que assimilaram através das redes universais de comunicação.
Os detentores do poder sobre a mídia e da internet precisam entender esse perigo rapidamente e modificar a forma da comunicação, em especial na abordagem de assuntos sobre violência, tecnologias perigosas, exaltação de prazeres, apologia ao sexo e luxúria que apesar de se apresentarem como símbolos falsos de liberdade de pensamento, são apelos à libertinagem e grilhões de escravidão.
Tais recursos, que vem causando tamanha confusão mental, poderão esgotar, por completo, a capacidade de esperança, de sonho e de vontade que cada indivíduo carrega em sua essência!
J. Rubens Alves

segunda-feira, 30 de maio de 2016

TAREFA SIMPLES

É normal o questionamento sobre o sentido da vida e sobre qual é, de fato, a missão particular de cada um durante a existência. 
Todos, sem exceção, até os mais relapsos, os descontraídos e aqueles aparentemente ‘de bem com a vida’, em determinado momento se questionam sobre o que estão fazendo ou já fizeram ao longo da vida. 
O sentido das ações boas ou más, das glórias ou derrotas, realizações ou frustrações será predominantemente delineado em acordo com o grau da sensibilidade espiritual que cada um desenvolveu quando, por uma decisão puramente intrínseca, optou por se envolver e dar mais valor, ou não, pelas coisas materiais.
Aqueles mais comprometidos com as coisas materiais e palpáveis, sejam bons ou maus, aqueles que enxergam o bom êxito da vida tão e somente pelo grau de sucesso que podem alcançar terão, sem dúvida, dificuldade bem maior para encontrar esse sentido de vida que tanto incomoda e que, só quando encontrado, pode levar cada ser humano a uma plenitude que sacia a ansiedade que lhe é nata.
Assim, também, são aqueles que, de maneira extrema e sôfrega, se lançam desbragadamente a dedicar toda sua vida e seu ser ao materialismo estrutural de uma crença, religião ou filosofia de maneira cega, com a mente limitada que interpreta, tão somente de modo fundamentalista e ao pé da letra, as bases dessas estruturas, apesar de religiosas, criadas pelos homens. 
Tantos uns como os outros são nada mais que reféns, obrigados a cumprirem uma missão sem nexo e sentido. Uma missão que além de se tornar um peso por responsabilidades assumidas, em alguns casos não atinge o objetivo e traz frustrações. 
Deus não exige obras grandiosas de ninguém, isso porque respeita ilimitadamente a liberdade, também ilimitada, que concedeu ao ser humano para que escolhesse seus caminhos e desse o tom à sua vida. 
Os propósitos de Deus são bem outros. E para sua criação, esses propósitos divinos são desconhecidos e insondáveis. 
À criatura resta viver um dia de cada vez, preocupando-se apenas em viver bem o momento presente, sabedora de que suas ações terão, de certa forma, efeito fundamental no andamento do todo universal.
Até mesmo aquela dona de casa que, dia após dia, se submete aos limites ínfimos de sua cozinha preparando as refeições para seus filhos, estará cumprindo uma missão essencial para a vida. 
A grande verdade é que Deus age em tudo por meio de todos, através da obra diária de cada um, tal como revela um trecho da Escritura. 
Se assim é, no final de tantas ações praticadas, às vezes até sem nexo, será encontrado um sentido para cada uma delas. 
Todos, sem exceção, foram escolhidos e receberam como presente o dom da vida e a herança para a eternidade, independentemente dos seus feitos sobre esse mundo terreno. 
Para desfrutar dessa herança maravilhosa, ninguém precisa cumprir uma grande e presunçosa missão, nem marcar seu nome nos anais da História. A cada um bastará apenas cumprir a simples tarefa de viver plenamente cada dia e cada acontecimento de sua vida, compreendendo a singeleza desse mistério do viver com amor. 
O viver com amor implica, também, em cada um expandir o reconhecimento, a alegria e a esperança pelas outras criaturas colocadas à sua disposição, sejam elas igualmente humanas, ou as outras criaturas animais, vegetais e minerais. Elas são vida! 
Amar, em suma, o microuniverso ao redor: essa é a simples tarefa de cada um
Amar toda criatura, deixando a marca pessoal na majestosa história do Universo, assinalando um pequeno ponto na linha tênue que separa cada um da eternidade. Simplesmente amar.
Amar sem questionar sobre acontecimentos que são incompreensíveis ao entendimento e nem, tampouco, minimizar a grandiosidade da vida ou a bondade de Deus, por causa da miséria, injustiça e da dor presentes no mundo.
Executar essa simples tarefa é efetivamente participar com cumplicidade do grande Mistério Cósmico que compõem a relação do Divino com suas Criaturas que são, afinal, todos nós! 
J. Rubens Alves

segunda-feira, 25 de abril de 2016

MILAGRES SILENCIOSOS

  O Pai do Céu concedeu mais um amanhecer grandioso. O céu, magnificamente azul e sem nuvens, convidando para caminhar. Eu aceitei o gracioso convite. 
  Caminhar, além de fazer bem para o corpo, faz bem para a mente e para o espírito, porque é um momento especial entre você e você mesmo cooperando para o encontro do Deus que habita em mim, em você e em cada um. 
  No percurso, de cerca de oito quilômetros de caminhada que, em ritmo rápido dura aproximadamente uma hora, me coloquei na postura de entrega à vontade de Deus, isto é, na condição de instrumento para que o Pai do Céu, através de meus olhos, de meu nariz, de meus ouvidos, enfim, através de todos os sentidos do meu ser, sentisse a Sua criação nesse dia exuberante. 
  Quando nos propomos agir dessa forma, sempre acontecem coisas maravilhosas, tal como ocorreu, nesta manhã esplendorosa de domingo. 
  Logo no início, em meu caminho, o Pai do Céu colocou um casal amigo, que há muito não via. Na singeleza do abraço e sorriso trocados, conseguimos renovar alegrias e energias saudáveis, que alimentam a alma. 
  No decorrer de uma caminhada, Deus nos concede tantas riquezas: o sol, a brisa, as pessoas, o murmurinho. Em tudo, sentimos a ação divina maravilhosa, através da qual somos inseridos gratuitamente em Sua plenitude. 
  No meu caminho, uma senhora empurrando a cadeira de rodas com seu filho tetraplégico, aparentemente com trinta anos. 
 Apesar da aparente crueldade de sua missão, a mãe caminhava alegremente conduzindo a cadeira de rodas com seu filho, desfrutando com ele as delícias daquela manhã de sol, comprovando que o Pai faz brilhar o sol sobre todos, sem distinção. Basta acolher. Tudo está à disposição de todos. Alguém não é menos do que ninguém. Ninguém é maior do que alguém. 
  Distinguir a bondade do Pai numa situação dessa pode parecer antagônico e sob olhar da razão humana, incompreensível. 
  O Pai do Céu neste instante, contudo, revela aos mais atentos que os “seus pensamentos não são os nossos pensamentos” e que Ele, o Pai, age em tudo por meio de todos, mesmo numa situação dolorida.
  A caminhada me reservava ao seu término, outra experiência marcante no  dia, quando me dirigi ao hipermercado para comprar maionese para o almoço. 
  O dinheiro que levara no bolso foi pouco, o suficiente para aquilo que eu me propunha. 
  Naquela hora da manhã havia poucas pessoas no hipermercado.
  Escolhi meu pedido, mas ao olhar ao redor, notei um maltrapilho, em todos os sentidos. Percebi que seus sedentos olhos percorriam os vários alimentos expostos na vitrine. Ninguém lhe dava a mínima, inclusive os atendentes. 
  Sem pestanejar, fui ao seu encontro. Miseramente trajado unhas espantosamente grandes e sujas, cabelos desdenhados, sem qualquer asseio e um olhar de animal acuado, talvez porque sentisse naquele instante, que não fazia parte daquele ambiente, considerando a repulsa natural que provocava pela sua aparência desditosa.
  Aproximei-me perguntando a ele sobre o que precisava. Com a cabeça baixa e apenas levantando o olhar, num grunhido baixo e grave manifestou que desejava algo para comer. Disse-lhe, então, que escolhesse tudo o que estava com vontade de comer. 
  Mesmo assim, com a liberdade de escolha, entre dezenas de iguarias, apenas apontou para o simples arroz branco. Encorajei aquele desafortunado a escolher mais alimento e timidamente escolheu, talvez nem bem sabendo do que se tratava, um pouco de batatas, linguiça, almôndegas e molho.
  Por tão pouco, vislumbrei um lampejo nascendo de seus olhos tristes e fugidios. 
  Perguntei onde morava e ele me respondeu “ali”, como se ali fosse algum lugar que definisse alguma morada. Mal sabia que ele mesmo era a própria morada de Deus! 
  Exatamente essa ignorância da própria essência é que leva o ser à desesperança e à condição de maltrapilho. 
  Convidei o infeliz com um gesto para que caminhasse ao meu lado até o caixa, em verdade a porta da frente do hipermercado por onde entram e saem, indistintamente, toda sorte de pessoas, certamente mais afortunados mas, talvez, tão maltrapilhos quanto o ser ao meu lado. 
  Desejei que ele sentisse, ao menos por breve ou único momento, a bela sensação de dignidade em sair dali com alguma coisa que não precisara mendigar. 
  Nesse momento, me lembrei da limitação de dinheiro que levara comigo na caminhada. E se não fosse suficiente para pagar tudo? Sem dúvida, deixaria ali as minhas coisas para priorizar aquilo que o jovem faminto escolhera. 
  Para surpresa, o total da conta coincidiu exatamente, mesmo em centavos, com o valor que levara comigo. Não precisei complementar e tampouco recebi troco. Se casualidade ou coincidência não sei dizer. 
  Creio, todavia, que se cumpria ali, mais uma vez, a vontade do Pai, permitindo que acontecesse o milagre de um sorriso naquele desconhecido maltrapilho que cruzou casualmente meu caminho me permitindo, consequentemente, viver a maravilhosa experiência do agir simplesmente por amor! 
  Certamente a bondade e maravilhas do Pai acontecendo e operando milagres silenciosos em nossas caminhadas pela vida! 
J. Rubens Alves

sexta-feira, 25 de março de 2016

FELIZ PÁSCOA





A Verdadeira História da Páscoa Contada Por Crianças... Lindo!

O MAIOR MISTÉRIO


Reconheçamos: quantos mistérios rondam nossas vidas, sem podermos compreender sua razão e o seu sentido!
Mistérios do universo, da natureza. Mistérios sobre a vida e sobre a morte. Mistérios do porque estamos aqui e onde estaremos amanhã.
A curiosidade de desvendar esses mistérios, ao mesmo tempo em que inquieta, nos motiva para a busca contínua por respostas.
O maior mistério, contudo, já foi desvendado para todos, sem exceção: o da volta para nossa origem, junto de Deus.
O que antes era impossível por uma falha de percurso, o mal, foi resolvido definitivamente pela Ressurreição de Jesus. Ele viveu a nossa condição humana em todos os detalhes, menos o mal e reconstituiu definitivamente, o caminho de volta, vencendo o abismo da morte.
Na Páscoa, celebramos com alegria este presentão que recebemos de Deus através de seu Filho. Sabemos que nossa passagem para a Vida está garantida. A morte, tal como a conhecemos, já não é mais um abismo, mas uma porta pela qual passamos.
Assim, não precisamos mais ter medo do futuro por aquilo que nos aguarda, porque vivemos a alegria deste presente: a garantia para a Vida!

Somos predestinados à Eternidade, essa é a maior revelação desse Mistério Pascal, não porque desejamos, mas porque fomos escolhidos para isso, não um nem outro, mas TODOS!!
Nessa passagem da morte para a vida, de modo glorioso, advém uma luz nova, uma esperança que alimenta e reanima a humanidade.
Ser filho de Deus, antes uma hipótese, loucura e heresia, é uma realidade após o grande mistério da morte e ressurreição de Jesus.
Nem é preciso compreender o grande Mistério Pascal para dele participar. É preciso apenas aceitá-lo e viver longe de tudo o que possa conduzir ao calabouço da escuridão.
Nesta Páscoa, mesmo não entendendo bem o mistério dessa tal passagem da morte para a Vida, vamos aceitá-lo, simplesmente, como outro presente que o Pai do Céu derramou sobre cada um de nós, propondo-nos viver sob a Luz que brilhou para todos, sem distinção de raça, cor, formação ou posição social.
Feliz Páscoa, repleta de luz. Que os ares dessa revelação envolvam a todos e suas famílias!
J. Rubens Alves