sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

POR FALAR EM AMOR

É sempre bom falar em amor, a força motriz da vida, lembrando que, para mantê-lo vivo e ardente, em qualquer de seus aspectos, é preciso saber alimentá-lo!
Muitos encontram dificuldade de lidar com esse assunto. Marido e mulher, casais namorados, amigos em relação com semelhante. O que chama mais atenção, entretanto, e a relação hostil crescente entre pais e filhos.
Ontem, uma mãe abriu-me o coração e chorou...
Quantos queixumes de mães e pais sobre as relações com seus filhos. Sofrem calados, com choro engasgado e silencioso, porque seus filhos criados com amor já não os compreendem e, tampouco, conseguem retribuir em sua velhice, parte desse amor recebido.
Alguns filhos, depois de ‘desmamados’, pé na estrada e fazendo fortuna se sentem donos do pedaço, os últimos biscoitos do pacote e destratam seus pais, com palavras duras e atitudes, machucando-lhes a alma. Ferem-lhes o brio, taxando-os de incompetentes e acabados. Ignoram suas colunas arcadas e seus cajados. Não os deixam mais sonhar, como se o direito a sonhar só a eles pertencesse.
Filhos que através de quinquilharias, cestas básicas e ajuda financeira agem como se bastasse isso para substituir o amor e o carinho que só são capazes de brotar de dentro, através de calor de palavras, gestos e do ficar juntos.
Como é difícil compreender a importância de dizer em tempo: ‘EU TE AMO!’ e dar aos pais o espaço que eles merecem.
Nada na vida será mais importante do que Deus, os pais e a família. Tanto Deus, quanto os pais e a família querem um tempo para si, porque eles não podem e nem devem esperar!
Para viver o amor e pedir perdão o tempo sempre é curto.
A imprevisibilidade do amanhã vale como alerta sobre o deixar para depois o exercício do amor. Por mais razões que se possam ter na vida, deve-se dedicar um tempo para concretizar o amor através de gestos, palavras e atitudes concretas.
Amor sem ação se torna frágil.
J. Rubens Alves

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

EDUCAR DIFERENTE

Hoje, uma professora que exerce sua profissão com grande entusiasmo, manifestou preocupação quanto à educação dos alunos. Muitos colegas estão abandonando a profissão porque se acham incapazes de controlar e transmitir o conteúdo do ensino. Permanecem aqueles que realmente educam por amor.
Descreveu-me que está difícil para muitos professores, porque se consideram pressionados e achacados pelo comportamento delinquente de uma expressiva parcela de alunos.
É verdade! hoje muitos professores que conheço estão abalados e desencatados pela arte do ensinar.
Uma das razões seja, talvez, aquela de tentar abraçarem a maravilhosa profissão apenas como um trabalho que lhes traga o sustento, apesar de muitos entenderem que a remuneração não é compatível com a magnitude do trabalho: educar!
Existe outra razão, no meu entendimento, que esvazia a plenitude do 'ser professor', do 'ser mestre'.
Há poucos anos, os jovens tinham como fonte de informações somente a família, eis que careciam de tecnologia como rádio, tvs, internet, e celulares, etc...
Buscavam, então, nas escolas as informações necessárias que somente os mestres professores, depois dos pais, podiam transmitir.
O mundo mudou. Hoje os jovens tem acesso a infinitas informações, em pacotes globalizados, descarregados simultaneamente na web e redes de comunicação.
Os jovens buscam, assim, não mais informações, porque já as tem em quantidade excessiva, mas escolas e mestres que organizem e canalizem as informações que possuem.
Os jovens estão sedentos não em aprender, mas de alguém que lhes mostre um sentido para o farto material (bom e ruim) que já possuem.
Os jovens precisam hoje, de uma educação que lhes aguce o senso crítico, indique o foco de um ideal e modifique a cultura gratuita e viciada que recebem de farto material jogado, em baciadas, nos meios de comunicação e até nas próprias escolas, que sem critério algum, ministram seus conteúdos programáticos porque são obrigadas a fazê-lo, numa quantidade de dias fixados nos anos letivos. Simplesmente cumprem.
Os jovens, todavia, precisam mais. Precisam adquirir um senso crítico para analisarem, de forma diferente, o sentido das coisas temporais que os cercam!
Até mesmo o pensamento cristão de evangelizar significa, no fundo, modificar culturas e pensamentos. O ensinar é algo semelhante.
Muitos aspectos da educação precisam ser revistos sob outra luz!
J. Rubens Alves

sábado, 22 de janeiro de 2011

AOS PEQUENINOS TUDO

Muitos de vocês já devem ter assistido a esse maravilhoso e tocante video. Foi baseado em um fato real, acontecido na infância de Einstein, quando ainda chegava ao uso de sua razão.
Muitas coisas foram e são reveladas somente aos pequeninos e humildes de coração. Essas revelações surgem naturalmente via as intuições que, de certa forma são divinas!
Esse video sintetiza o que os textos publicados neste Blog procuram dimensionar e transmitir, mesmo quando trata de assuntos aparentemente corriqueiros.
Nas entrelinhas se encontram os segredos aos quais muitos buscam.

J. Rubens Alves

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

ENTUSIASMO

Impossível não associar a palavra "entusiasmo" com a infância e a juventude. Não há que se falar em crianças e jovens sem imaginá-los com brilho nos olhos, sorriso nos lábios e energia de ação. Uma combinação divina de ingredientes. Um sopro de vida, como a própria palavra significa na sua origem grega: "sopro divino".
Os que estiverem ao seu lado, sem brilho de vida no olhar, envelhecidos na feição e afastados do meio acredite, é hora de socorrê-los. Algo deve estar errado.
Aquele que possui entusiasmo ignora as marcas do tempo, supera obstáculos, transforma o meio, vencendo desafio após desafio. .
A pessoa entusiasmada acredita em seus sonhos, os torna realidade confiando na capacidade dos outros para com ela sonhar.

O entusiasmo provoca a união em busca de resultados e cria a cadeia de solidariedade diante da necessidade.

É divino ver tantas pessoas, feridas profundamente em sua existência, conseguirem se levantar e sonhar, somente pela força do entusiasmo de outras que se doam!
O entusiasmo é contagiante tal como o riso de uma criança.

J. Rubens Alves

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

IDÉIAS MALUCAS

Algumas vezes utilizei uma determinada pomada que meu oculista prescreveu para inflamação nas pálpebras. Nestes dias precisei da mesma pomada e fiquei surpreso ao ser informado que muitos medicamentos serão fornecidos somente com apresentação de receita médica. A medida, em breve, se estenderá para outros medicamentos considerados, até o momento, como inócuos.
A medida é até elogiável, porque inibe o uso indiscriminado de remédios. Juro, contudo, não consegui compreender muito bem a tal medida porque ali, defronte a farmácia, via uma padaria vendendo aberta e descaradamente bebidas alcoólicas, cigarros e outras porcarias.
Esta semana, entretanto, fiquei ainda mais indignado. O mesmo órgão que emitiu tais medidas de controle de medicamentos divulgou nos meios de comunicação, que pretende estudar e colocar em ampla discussão, a descriminalização das drogas. Isso mesmo, liberação não só da maconha, mas das drogas em geral.
É assustador encontrar tamanha divergência num mesmo Órgão Público, diante de assuntos tão preocupantes. Controla venda de medicamentos e não considera crimes a venda e o uso de drogas.
Esse Ministro de Estado, ao fazer essa declaração, ignorou simplesmente o mal que as drogas representam para os indivíduos, para as famílias dos viciados e para a sociedade.
Todos, inclusive este Ministro, deveriam conhecer melhor as estatísticas e o sério e árduo trabalho de entidades como ‘
AMOR EXIGENTE’. Para isso, bastará acessar o site http://www.amorexigente.org.br/. Quem sabe mudará de opinião.
Se um assunto dessa envergadura ganhar apoio entre a sociedade, será uma vergonha. Sem maiores comentários!
Vamos nos juntar e combater essa idéia maluca, de gente sem juízo...
J. Rubens Alves


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

POR QUÊ?


Chocados! Com certeza, todos que assistiram às cenas causadas pelas chuvas fortíssimas que castigaram nestes dias várias cidades do Rio de Janeiro e outros Estados, se deram conta do horror que é perder tudo em segundos. Perdas totais, a começar por tantas vidas, muitas de uma mesma família.
Mesmo os adeptos do lema ‘eu me basto’ sentem-se abalados diante de fatos que evidenciam a fragilidade humana diante da força da Natureza.
Não é fácil compreender as situações terríveis como essas. Por quê? Onde está Deus?
Na falta de respostas credita-se, então, uma parcela de culpa a Deus pelos contratempos, porque parece que Ele não ouve as súplicas e não se dá conta das mazelas.
É horrível e errôneo achar que Deus castiga, mesmo porque temos por herança a chancela de Filhos de Deus! A revolta acontece, todavia, porque somos limitados na compreensão plena dessa herança de que Deus é um pai e que participa da fragilidade humana, não castigando, mas educando pelo sofrimento que naturalmente existe e é, na maioria das vezes, causado pelo próprio homem através da inconseqüência de seus atos.
Da mesma forma, pela conseqüência da ação do homem, Deus também opera milagres e que são causa de alegria e regozijo.
Cada um deve tomar consciência do mal causado em suas ações de depredar a Natureza, construir em áreas de risco, invadir os quintais dos rios que são suas margens, desmatar e poluir o ar e as águas.
Aos mais simples de coração e que percorreram um processo de espiritualização é mais simples compreender que Deus educa para a vida, utilizando o sofrimento como uma escola para se chegar à justiça e à retidão de vida e a uma cultura mais apurada.
J. Rubens Alves

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

RESPOSTA A UM CÉTICO (PARTE 3)


Caro Internauta, o desconhecido Cético:
Ontem lhe perguntei o que é a Fé. Hoje tentarei lhe responder, com singeleza.
Em primeiro lugar quero lhe dizer o que a fé não é: a Fé não é um sentimento.
Você pode sentir que alguma coisa vai acontecer, e ela não acontece; mas, quando se tem fé que alguma coisa vai acontecer, ela acontece. Fé é justamente a capacidade e o dom de crer sobre aquilo que nossos olhos não vêem e nosso coração não sente.
De fato, em seu texto de resposta (primeiro e-mail que não ouso nem publicar) intencionalmente ou não, você, em todo teor, acabou por criar uma relação íntima entre fé e Deus.
Considerando seu texto, mesmo duro contra Deus e sua criação, assim mesmo, ele sugere que a fé é uma questão tão importante em nosso relacionamento com um provável Deus. Se é assim, é bom que ela seja um dom Dele, e também que esse dom seja repartido a cada um a “medida de fé”.
Não precisamos nos preocupar sobre se temos ou não temos fé, ou sobre sua quantidade, ou qual a medida de nossa fé.
Tudo o que temos de fazer é decidir aplicar a fé que possuímos, mesmo que seja 'um grão de mostarda' na direção certa.
A fé é uma questão da vontade. Da vontade de ter certeza sobre as coisas que esperamos, lá no nosso íntimo e convicção sobre fatos que não vimos nem tocamos.
A fé é como um sentido especial pelo qual percebemos se algo é verdadeiro e que não pode ser reconhecido pelos outros 5 sentidos que já possuímos.
Quanto a fé lhe respondi. Você terá que descobrir sua medida, ainda não experimentada por você. Aliás, a experiência de Deus também é única e íntima de cada um. A experiência de Deus de cada ser humano, nunca será igual a que você, certamente, ainda terá!
As religiões, comunidades ou grupos nos ajudam aexpressar a fé e a concretizá-la. Não basta ter fé, experiência de Deus e guardá-la para si. Se é dom, deve ser partilhada.
Para finalizar, o ser humano possui uma riqueza intocável: seu pensamento. Ninguém é capaz de penetrá-lo. O pensar é livre. Expressá-lo, seja de qual forma for, poderá enriquecer e transformar pessoas, culturas e outros valores, para um lado bom ou mal.
Não expresse nem materialize, seja por fala, escrita e ação, qualquer pensamento torpe, sem substância, sem fundamento, sem consistência e sim, unicamente os pensamentos bons, mesmo que derivado de dúvidas e incertezas e que servirão, ao longo de um processo, tal como esse que você está agora criando, para edificar, conforme a necessidade, mesmo que pessoal e, assim, transmitir graça e riqueza aos que ouvem ou lêem.
Por favor, reflita sobre essa resposta.
J. Rubens Alves

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RESPOSTA A UM CÉTICO (PARTE 2)


Caro Internauta, o desconhecido Cético:
Somos humanos, com a tendência a crer naquilo que é palpável, tal como a própria natureza. Nosso método é ver e, então crer, típico dos incrédulos. Eu mesmo, em muitas ocasiões fui um incrédulo, porém, nunca perdi esperança e esqueci de Deus.
O método de Deus é: creia e então verá. Temos que concordar, então, com a Palavra, que é a Bíblia à qual você tão desdenhosamente se referiu: ‘Bem Aventurados os que não viram e creram’. E esse trecho serve justificar porque tantos creram na encarnação por obra do Espírito (não de pomba, como simbólica e erroneamente alguns entendem).
É exatamente por isso que esse é um mistério que chega a ser cósmico e transcende nossa compreensão humana e só pode ser tangenciado através da intuição (capacidade que também possui algo de divino e transcendente).
Para ao menos sentir este mistério, o da concepção pelo Espírito Santo, é preciso analisar todo um contexto histórico da própria humanidade e não o fato isoladamente.
Concordo que a Bíblia foi escrita pelas mãos de homens, (cerca de 40 pessoas passando a mesma mensagem ao longo de 1500 anos...) mas certamente com uma inspiração que não é humana. Se você já estudou (não digo leu...) e refletiu sobre a Bíblia ou parte dela, (eu tive oportunidade de fazê-lo em meus estudos quando era ainda adolescente e ainda a tenho em minha cabeceira) tenho absoluta certeza que encontrará nela uma inspiração diferente, que transcende nossa compreensão.
E quanto a Fé? Afinal o que é a fé?
Minha resposta na postagem de amanhã.
J. Rubens Alves

domingo, 9 de janeiro de 2011

RESPOSTA A UM CÉTICO (parte 1)


Recebi um e-mail com questionamentos sobre a Fé.
Em princípio qualifiquei a mensagem como lixo eletrônico! Não identifiquei como contato seguro.
Ao abri-la, entretanto, considerei que o texto enviado merecia uma resposta objetiva e cuidadosa. Enviei assim em resposta, um PPS sobre religião e espiritualidade.
Resposta para temas dessa magnitude deve merecer outro tratamento que leve mais luz à sua compreensão de quem está carente em sua Fé.
A primeira dica do perfil do autor anônimo está no próprio texto do e-mail.
Considerei-a, em princípio, um texto amargo, duro e destituído de qualquer réstia de fé, esperança. Acolhi o texto com muita ternura e compreensão, porque o amargor, a desesperança e a incredulidade não estão em mim, mas no autor do texto. A fé é um dom que deve, porém, ser descoberto lá no íntimo de cada um.
Não é fácil, porque descobrir a medida de nossa fé, é um processo permanente de aprendizado e iluminação. Esse processo pode durar até o final da existência. Conheci alguns céticos e ateus que, diante de uma situação inusitada em suas vidas, descobriram a força da fé, em contraponto ao que expressaram durante toda a vida. Muitos outros casos verídicos fazem parte da História Universal. Há muitos corações congelados! Os textos, a partir de amanhã, serão a reprodução da resposta ao cético da WEB.
J. Rubens Alves

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MÃOS NA MASSA

Tantos amigos empolgados. A virada do ano trazia para eles tantas expectativas: novos rumos, outros empregos e, ainda por cima, um sorteio milionário de loteria que, antes mesmo de sair o resultado, já era reclamado por milhares de alucinados ganhadores.
Confesso. Senti-me, também, quase envolvido por esse clima. Precisei relutar bastante para manter a consciência e não embalar desbragadamente nessa onda. Afinal, as coisas não acontecem dessa maneira.
De fato, os fogos iluminaram o céu, todos festejaram e celebraram o novo ano, mas nenhuma fada madrinha desceu e transformou, num passe de magia, a vida de cada um. Tudo continuou da forma como estava. Todos, após a ressaca, de volta à realidade nua e crua.
Realidade: aventura que desgasta, mas que encanta e empolga. Tudo caminha, nessa linda aventura, de acordo com resultado de nossas ações, num longo processo de aprendizado.
Os milagres acontecem naturalmente pelo trabalho manual de Deus, feito através de nosso trabalho e de nosso suor. Mãos na massa!
J. Rubens Alves