domingo, 28 de maio de 2017

UM BALANÇO

Realizar um balanço para apurar os resultados.
É assim que se torna possível corrigir distorções e planejar as ações futuras. O sucesso depende dessa análise, sem maquiagem, de cada um dos detalhes administrativos, financeiros, e porque não, pessoais.
Cada um deve se propor a realizar um balanço de sua vida. 
Contabilizar o crescimento material é bom, mas não é o essencial. Se for considerado importante apenas o que foi acrescentado no patrimônio é sinal que o essencial está sendo relegado ao segundo plano. É, de fato, perigoso perder-se, ao longo da caminhada, o equilíbrio entre o ter e o ser.
A busca pelo ter não deve anular o ser, sob pena de sobrar apenas uma criatura alienada, insensível à própria vida, aos semelhantes e aos verdadeiros valores da vida!
Ser rico é contabilizar apenas crescimento material. Ser próspero é crescer antes de tudo como ser, via pela qual se acumula aquela ‘riqueza que a ferrugem não é capaz de corroer é a traça não come’.
J. Rubens Alves

quinta-feira, 23 de março de 2017

DNA DE DEUS

Existe um inconformismo com a crescente banalização da vida, do ser humano e da natureza. Essa realidade abrange o mundo inteiro, de uma forma ou de outra, seja em meio a miséria ou da riqueza, porque é determinada pela ação de poucos indivíduos que, apossados do poder, determinam a ordem das coisas para todos aqueles que não pertencem à sua hostes.
Infelizmente, os simples humanos sem poder, somam a maioria.
As pessoas vivem, por isso, também em sua maioria, frustradas por seus inexpressivos resultados na busca pela felicidade e paz duradoura que tanto almejam para suas vidas.
Essa frustração, aliada ao inconformismo de se sentirem excluídas do acesso ao seu crescimento, gera a violência, a angústia e a dor que imperam atualmente na vida da humanidade. 
Interessante que esse clima desvairado é imposto, como já dito acima, por uma minoria, se comparado a essa humanidade de bilhões de pessoas esquecidas que busca incessantemente o bem, a solidariedade e a paz. 
A minoria que se considera ‘dona do pedaço’ e se arvora ao direito de fazer o que bem entende, em detrimento do bem comum está presente não só de uma maneira incisiva em nosso País, mas de maneira cada vez mais acintosa em quase todos os países. 
Constata-se por tais ocorrências pelo mundo, de maneira melancólica, de que criaturas do mesmo Criador se encontram tão distantes entre si, longe da compreensão de sua origem única e divinal. Origem que cria afinidade biológica e espiritual firmados em código misterioso.
Origem que torna todos os seres humanos irmãos! 
De longe, essa relação não é algo de religioso inventado, mas com certeza, algo de mistério cósmico e Divino que simplesmente é revelado, ao seu tempo. 
Mistério tão grandioso inerente a todos, mas relação íntima compreendida apenas pelos simples e pequeninos que exatamente formam a maioria sofrida da humanidade.
Quando se compreender claramente a dimensão dessa relação de humanidade irmanada já não seremos somente criaturas de Deus, mas verdadeiros filhos de Deus, agindo como irmãos. 
Da mesma maneira como se traz no corpo o DNA que identifica as origens biológicas, todos são vitalmente marcados, também, em espírito pelo DNA de Deus, de forma indelével. 
Não se trata, esse maravilhoso detalhe, de uma escolha pessoal de cada um, porque foi Ele quem escolheu primeiro cada um como filho. Assim, para interromper o ato contínuo de atitudes ruins na humanidade, tornando-a mais esperançosa, justa e feliz, basta a cada um assumir mais sua condição primorosa de filho de Deus, aceitá-Lo de forma acolhedora como o Pai Amoroso! 
J. R. Rubens 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SOFRIMENTO E PERDA



Chocados! É assim que os seres humanos ficam diante de perdas, em especial, quando essas perdas dizem respeito a vidas, muitas de uma mesma família, ceifadas ora por atentados e guerras insanas, ora interrompidas por calamidades naturais. 
É assim, também, que ficam as pessoas sensatas diante das ações daqueles que se utilizando do poder saqueiam o bem comum de uma nação inteira, corrompendo e sendo corrompidos, sem o menor pudor.
Mesmo os adeptos do lema ‘eu me basto’ se sentem abalados diante de fatos que evidenciam a fragilidade humana diante da força da Natureza ou da insanidade de determinados atos do abuso do poder. 
Não é fácil compreender as situações terríveis como as que se têm conhecimento todos os dias. Por quê? Onde está Deus? são as questões duras que vêm à mente de todos os que vivem a vida de maneira simples e correta, em especial, na mente daqueles que ainda não sustentam a sua vida pela fé. 
Na falta de respostas para tanto acontecimentos chocantes credita-se, então, uma parcela de culpa a Deus pelos contratempos, tal como se Ele nem se importasse com tamanhas dores dos seres humanos. 
Parece até que Ele não ouve as súplicas diante das calamidades naturais e nem se dá conta das mazelas provocadas pelos poderosos, deixando que escapem ilesos de suas maracutaias. 
É horrível e errado achar que Deus castiga a todos deixando acontecerem essas malvadezas, pelo simples fato de que todos, bons ou ruins são, por herança, Filhos do mesmo Deus! 
O questionamento revoltado sobre a permissão de Deus sobre esses assuntos graves ocorre pela própria limitação de se compreender plenamente esse mistério de que Deus é um pai e de que Ele próprio participa da fragilidade humana, não castigando, mas educando através da agonia expurgada pela Natureza e ensinando modos corretos de vida através de sofrimentos causados, na maioria das vezes, pelo próprio homem, pela  inconsequência e ganância no agir. 
Não é fácil entender que, ao final, pelas consequências boas ou más oriundas da ação do homem, Deus também opera milagres que acabam sendo causa de alegria e regozijo.
Tão incrível isso porque esse Deus maravilhoso 'age em tudo por meio de todos' e transforma todos por meio de tudo! 
Antes de acusar Deus, portanto, cada um deve tomar consciência do mal causado em suas ações de depredação da Natureza e da consequência dos seus atos de puro egoísmo ao tratar com assuntos que dizem respeito ao bem comum, para evitar um ciclo vicioso de tudo aquilo que repudiam como mal a partir dos outros. 
Aos mais simples de coração e que já percorrem um processo de espiritualização é mais simples compreender que Deus educa para a vida, utilizando o sofrimento como uma escola para se aprender a justiça, conquistar a retidão de vida e de se tornar construtor de uma cultura mais apurada. 
J. R. Rubens