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A BELA E A FERA: UMA REFLEXÃO

Celine Dion & Peabo Bryson - Beauty And The Beast (HQ Official Music Video) Esta bela canção deu vida e sentimento à Bela e a Fera, ...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

LAVA A JATO


Nestes tempos, o cidadão comum é surpreendido, cada vez mais, pelas divulgações de casos de escândalos envolvendo membros de governos, políticos e empresários em negócios não muito limpos ou pelo menos imorais, não só no Brasil, como em várias partes do planeta!
As cifras milionárias envolvidas nesses negócios espúrios de troca de favores, cartel, protecionismos e propinas assustam e deixam atônitas as pessoas comuns, que penam para viver em acordo com leis mal elaboradas, em geral para minorias e, ainda, sobreviverem com os ganhos honestos de seus trabalhos.
Para aqueles que transitam por esses desvios perdulários, absurdamente os fins justificam os meios e, por isso mesmo, não se importam em delapidar o Estado em seu favor, ferindo éticas, esquecendo valores e prejudicando instituições.
Verdadeiros ratos de porões que passam sua vida a tramar e urdindo sobre qual a melhor maneira de inflar os patrimônios pessoais, lançando mão das artimanhas que lhes vem na imaginação.
Nem é preciso lançar um olhar profundo para encontrar pessoas que se sentem imbatíveis por terem acesso ao poder e ao dinheiro.
A ambição descontrolada torna os viciados em ganância, verdadeiros cegos que já não visualizam, com clareza, os caminhos sombrios e tortuosos por onde se embrenham. 
Esse desejo de obter mais e mais poder e acúmulo descomunal de riquezas leva seus protagonistas à perda do bom senso e da sensibilidade transformando-os em ladrões de casaca.
Tornam-se audaciosos a ponto de dar continuidade aos crimes, mesmo quando já são caçados pelas investigações.
Trata-se de um processo vicioso que visa, única e exclusivamente, a manutenção da engrenagem dos negócios sórdidos em benefício próprio.
Com ares de pessoas sérias, se envolvem somente com aqueles que lhes servem de engrenagem e se encaixam em seus propósitos escusos, de tal maneira, que se torna quase impossível, por sua vontade própria, retornar à consciência e ao estado normal de vida.
Aqueles cidadãos normais que, graças a Deus ainda são a maioria, diante de toda essa imundície que atinge muitas nações, em especial a nossa nos últimos meses, sentem-se inconformados, ofendidos e desolados.
É uma sensação de humilhação. Ela brota da enxurrada de descalabros políticos, do desgoverno, violência e dos crimes decorrentes da falta de leis severas que aniquilem de vez a impunidade.
Aos que se incluem na soma dos normais, resta ainda muita esperança, pois ela sempre será a última a ser delapidada.
Mesmo diante do mais repugnante, ninguém deve se deixar envolver pela falsa ilusão de que tudo está perdido e permitir-se afogar nessa pobreza de espírito instalada na Nação, decretando morte prematura dos sentimentos generosos e solidários presentes em si e em cada um que ainda acredita na Justiça, ainda que tarda e, às vezes, falha.
Tenham uma certeza: aqueles que só pensam em ganhar a vida com base nessas ações desonestas e imorais como as que estão sendo regurgitadas pela "Operação Lava a Jato" no Brasil, cedo ou tarde, acabarão perdendo a própria vida, porque essas não são e nunca serão as verdadeiras essências que a alimentam.

Tudo o que os ladrões de casaca um dia tramam e negociam, escondidos na escuridão dos porões, noutro dia, próximo ou mais distante, será proclamado abertamente, para que todos possam ver e ouvir.
Isso ocorrerá quando forem pegos de surpresa pelas garras daquela verdadeira Justiça que não verga diante do poder e do dinheiro.
Será um passo para transpor a barreira do mal que separa a criatura do do Bem Maior. Em frente, sempre!
J. Rubens Alves

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DECIDIR PELO BEM

Sempre se apresentam duas alternativas para a maneira de ser, isto é, o modo de agir do ser humano. 
As tendências atuais, fincando suas bases em um pragmatismo simplista, induzem cada indivíduo a fazer uso de sua razão, porque os resultados visados não são outros senão os lucrativos, aqueles que trazem certa paz temporal, quase sempre passageira. 
Ao utilizar a razão (entenda-se nesse caso razão como evidências reais) para decidir sobre suas práticas, os indivíduos ficam expostos às leis que regem o mundo temporal e prático, pois estas influem diretamente no resultado social. 
Quando, porém, é utilizado o coração (entenda-se neste caso o coração como amor), para a tomada de decisões, não se fica dependente da lei, porque essas decisões são fundamentadas em práticas de virtudes, em especial na mansidão gerada pelo amor.
Baseando-se num texto de Paulo de Tarso aos Gálatas, compreende-se que a razão trata das coisas do tempo e do espaço e o coração trata com as coisas do espírito. 
Refletindo desta forma, a razão apresenta desejos contrárias aos do coração, e vice-versa. 
Da mesma maneira, constata-se que todas as decisões tomadas a partir da razão ficam passivamente sujeitas às leis comuns, porque essas decisões são puramente materiais e, obviamente, sofrem influências naturalmente carnais. 
As decisões assim tomadas, conforme alude o texto aos Gálatas, são respingadas pela libertinagem, inveja, bebedeira, inimizades, idolatrias, intrigas, iras, discórdias, feitiçarias e demais fraquezas.
Esses caminhos sujeitam o ser humano às punições, decorrentes dessas ações, emanadas pelas leis dos homens. Essas fatalmente se desdobram em outras obras más. 
Diversamente, as obras e ações originadas pelas decisões do coração se sustentam em obras de amor, alegria, paz, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, temperança, sinceridade e outras virtudes que elevam para outro patamar o ser humano em sua plenitude. 
Com certeza, ações como essas não se sujeitam às leis divinas, nem tampouco às leis dos homens, pois delas é impossível verter sequer um filete de mal. 
Contra as coisas e ações do coração (amor) não existem sanções previstas em lei porque elas, em momento algum, cooperam para a maldade e declínio de um indivíduo ou do coletivo. 
Decididas as questões cotidianas da existência humana pelo lado do coração (amor), com certeza abrem-se portas para momentos de verdadeira paz, pois assim já não prevalecem os desejos perigosos da razão. 
Torna-se possível herdar parcialmente, ainda em terra, o Reino de Deus que se baseia na prática do amor, da justiça e da paz. 
Todo aquele que tentar proceder dessa maneira, agindo e decidindo um pouco mais pelo coração, sentirá uma grande diferença em sua vida e nos resultados que obterá em consequência dessa decisão.
Nesse sentido prosperará, em todos, sentimentos de esperança de que o mundo pode e deve se tornar melhor, sem as delinquências, maldades, agressões e idealismos espúrios que poluem e degeneram o ser humano, a natureza e as instituições!
J. Rubens Alves

quarta-feira, 20 de maio de 2015

DESCONECTAR



Impossível você não notar ao redor a quantidade de pessoas falando ao celular, sem ao menos se darem conta do local onde estão, ou sobre o assunto que tratam sem o mínimo pudor. 
Incrível, até nas igrejas há sempre alguém transgredindo a sacralidade do local e, mesmo no momento mais sublime da celebração, está mais preocupado com suas ligações e recados.
Nas agências bancárias, pessoas na fila de atendimento não se dão conta que, ao falar em voz alta no celular deixam, em público, parte de suas vidas e intimidades de cunho familiar, financeiro e, vejam só, intimidades amorosas. Caem, sem perceber, no ridículo!
Ficam completamente desnudos, sem perceber que, ao seu redor, outras pessoas estão ouvindo tudo o que dizem nos malditos aparelinhos que se multiplicaram na base de dois para uma pessoa, em média!
A tecnologia é ótima, traz benefícios inimagináveis, mas quando mal empregada, distancia pessoas e divide famílias. 

Esse distanciamento é o efeito produzido pelos laptops, televisões e celulares mal e excessivamente utilizados.
Em cada cômodo da casa, cada um se fecha e isola em suas alucinações com esses aparelhos.
Os riscos de acidentes se multiplicaram, segundo pesquisas recentes, com pessoas sendo atropeladas quando atravessam as ruas e avenidas, com os fones conectados aos celulares.
Além de proporcionarem riscos de invasão na privacidade, os celulares viciam jovens e adultos aos jogos virtuais  e servem aos bandidos que, até mesmo do interior das prisões, continuam a praticar crimes e golpes. 
Tal como o excesso de comida, tal como as dependências químicas, o uso incontrolável desses recursos torna-se uma doença, um vício.
O pior de tudo, a parafernália dos tempos modernos e da tecnologia avançada contribui para as divisões familiares e a sua deterioração
Para não se perder o controle sobre essas maravilhas da modernidade, é preciso buscar uma disciplina sobre seu uso e o tempo que se emprega na sua utilização.
É impossível, é verdade, voltar no tempo para um controle efetivo sobre essas tecnologias que servem tanto ao bem quanto ao mal.
É possível, contudo, cutucar o senso crítico que resta ao ser humano e levá-lo a refletir sobre esse assunto, aparentemente, tão normal e corriqueiro! 
Os mais iluminados, com seu exemplo e exortação, têm obrigação de incentivar as pessoas ao seu redor a se livrarem dessa dependência maléfica e mostrar-lhes os benefícios da desconexão...
J. Rubens Alves

domingo, 5 de abril de 2015

O GRANDE PAPAI

Certo dia conversava com um amigo. Além de profissional talentoso em Odontologia e conhecedor de muitos segmentos da cultura, ele possui uma visão simples da existência, considerando maravilhoso todo ser humano que faz da vida, uma experiência individual de Deus e um sinal de fé simples e singela. Na compreensão deste meu amigo, simplesmente devemos crer, aceitar Deus e a maneira como Ele se manifesta a cada um, sem ficar buscando grandes respostas aos questionamentos existenciais. Deve-se aceitar Deus e Seu projeto, especial para cada um, não escolhendo o que fazer ou filtrando ações, segundo conclusão própria, mas simplesmente, vivendo-se de acordo com a fé que se possui, os acontecimentos de cada dia. Mais ou menos ele queria dizer que, a base da vida cristã está no ato de escolher Deus e não suas obras. Sem perceber, esse amigo refletiu o pensamento de François X. N. Van Thuan, Cardeal Arcebispo de Saigon, um iluminado em suas revelações, recebidas durante o período em que permaneceu prisioneiro no Vietnan quando, com sua simplicidade de estilo e linguagem, partilhou em um livro, essas experiências e reflexões práticas sobre a vida e atitudes do ser humano e que servem para qualquer povo crente em Deus, independentemente se católico, cristão. François diz: “Escolher Deus e não as obras de Deus. Esta é a base da vida cristã, em qualquer época. E é, ao mesmo tempo, a mais autêntica resposta ao mundo de hoje. Sei que minha vida é uma sucessão de opções, a todo instante, entre Deus e as obras de Deus. Uma opção sempre nova, que se transforma em conversão. Maria (por exemplo) escolheu Deus, abandonando os seus projetos, mesmo sem compreender plenamente o mistério que se estava realizando em seu corpo e em seu destino. A partir daquele momento, sua vida se tornou um ‘sim’ sempre renovado. Sim que se atualiza sempre na mesma escolha: Deus e não as obras de Deus”. Essa opção encerra nossa escolha pelo amor, porque Deus, em sua essência é Amor. Esse meu amigo, também, me surpreendeu ao dizer que, além de considerar Deus como Papai, tal como Jesus ensinou, ele sente esse Deus como um Pai extremamente afetuoso e brincalhão! E isso ele justificou dizendo que Deus é tão brincalhão que deixou a marca de Seu sorriso e de Sua alegria em vários animais: na girafa, no macaco, no papagaio, no elefante, no cãozinho bagunceiro e em tantos outros animais da criação. Afinal, todos eles alegram a vida e não deixam de arrancar ao menos um sorriso da cara carrancuda de Seus filhos amados! É verdade: Deus é Pai, bondoso e brincalhão, porque deixa seus filhos livres, buscando seus caminhos, sejam quais forem até que, em alguma hora extrema e grave, se manifeste mais claramente, para acabar com o recreio demorado da vida! J. Rubens Alves

domingo, 18 de janeiro de 2015

DIETA, MAS SEM RECLAMAR

Apesar de centenas de artigos publicados que trazem reflexões de situações vividas no cotidiano das pessoas promovendo nas entrelinhas alguma motivação, um dos assuntos, entretanto, mais procurados por leitores do mundo todo neste Blog é a DIETA DOS TREZE DIAS!!
É um alento saber que muitos, se preocupando consigo mesmos, com sua aparência, com sua saúde buscam alternativas que possam minimizar os efeitos de uma má alimentação, do sedentarismo, da compulsão pela comida que, invariavelmente, culminam com a obesidade.
Mais que alento é uma alegria saber que as pessoas buscam estar bem, pois isto é um indício de que as pessoas amam sua vida, seu corpo, pois este é um princípio básico da Lei do Amor: "Amarás ao próximo com a ti mesmo".
De fato, como se pode amar o próximo quando, com gestos compulsivos e sem a devida temperança, se desrespeita o próprio corpo ingerindo quantidades enormes de comida e bebida, na maioria das vezes sem a natural qualidade.
O corpo, nestas situações extremas de perda de controle sobre a vontade, se torna semelhante a uma lata de lixo, onde se deposita, sem o menor critério, todo o tipo de guloseimas.
Se para o lixo doméstico se tenta praticar a coleta seletiva, quanto mais cuidado se deve ter com o corpo?
É duro dizer e mais duro ainda ouvir: mas os gulosos, os compulsivos por alimentos, chegam a dedicar mais cuidados aos seus bichinhos de estimação do que consigo mesmos, visto que para aqueles, cercam de cuidados de não lhes dar qualquer coisa para comer, mas somente rações e alimentos selecionados. Os alimentos proibidos aos animaizinhos, entretanto, são ingeridos por muitos adultos e, pior ainda, ingeridos por suas crianças!!
Daí os males destes tempos, de tantas pessoas com humores indefinidos, tristes consigo mesmas, caídas em depressão, pois quando acordam para seu verdadeiro estado mórbido, não conseguem admitir que o acúmulo de gordura em seu corpo foi armazenado durante longos dias, meses ou anos.
A verdade é que não haverá milagre que os tirem rapidamente dessa alarmante situação, de uma hora para outra. Será preciso, sim, munir-se de força de vontade, regras de vida e paciência, porque o processo 
(seja ele natural, clínico ou medicamentoso), de emagrecimento para o seu peso original,  será tão árduo e talvez longo. O sacrifício deverá ser encarado como um processo novo em suas vidas e, sabe-se muito bem, que todo processo exige um foco, uma continuidade, perseverança, até que se possa atingir os objetivos.
As pessoas que buscam novamente ficar de bem consigo mesmas, com sua saúde, sua aparência e seu bem estar, deverão aprender encarar em suas vidas, cada situação de tensão e problema de maneira única e isolada, para que não ocorra a somatização de todas, porque uma das causas da compulsão é exatamente a falta de capacidade de isolar e encarar um problema de cada vez. Essa falha administrativa de suas experiências diárias gera a ansiedade, início de tudo!
Assim, certamente se pode dizer que o sucesso em retornar para uma vida saudável será equilibrando, além da carga de seus desejos (sejam eles quais forem), a sua vida espiritual, porque, afinal, o ser humano só é pleno quando equilibra seu espírito e sua matéria, ao mesmo tempo.
Com o estresse do dia a dia está cada vez mais comum encontrar pessoas que passam da alegria ao desespero, num piscar de olhos. Inferno e paraíso num só instante. Isso porque o mundo, que tanto se transformou pela tecnologia, condiciona à somatização dos problemas e das situações em um só compartimento, na sua essência, na sua psique. Ninguém dispõe do mínimo tempo para analisar cada situação de maneira independente.
Daí, a razão de tantos comportamentos compulsivos: comer rápida e demasiadamente, beber em excesso, fumar desbragadamente e lançar impropérios sobre a própria vida e sobre a de todos os outros que estejam ao redor.
Por isso mesmo, ao partilhar a Dieta dos 13 Dias, o Blog apresenta muitos artigos para que o leitor clareie suas idéias e abra sua mente para assuntos bons.
Para extirpar esses vícios que são um mal para a vida, não basta fazer dieta dos 13 (nem de 130 dias!!!). Qualquer dieta quando for feita com má vontade, reclamação pelo que se tenha de seguir não atingirá resultados positivos. Antes é preciso ficar de bem consigo mesmo e com a vida, ao menos um dia.
O vídeo da Girafa é mesmo peculiar e leva a refletir quantas vezes o ser humano se porta como ela, quando se vê afundando em suas próprias iniciativas. É bom assistir, abaixo.
Analisando as situações diárias no relacionamento com pessoas, sejam quais forem, as reações são parecidas com a da Girafa.
Nota do autor: Tal como sempre é feito, é bom esclarecer que quem lhes escreve não é nutrólogo ou especialista na área médica, apenas uma pessoa que ao longo dos anos procura manter o equilíbrio e a temperança de vida, partilhando com quem esteja a procura, a Dieta dos Treze Dias, arquitetada pela Clínica Mayo (USA) e a qual recebeu de um amigo médico, há muitos anos, e que lhe fez muito bem nas ocasiões em que dela se utilizou para controlar peso.
Sobre esse assunto há muito conteúdo nos arquivos do Blog.

J. Rubens Alves

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

GRANDE REVELAÇÃO

   
É quase Natal. Tempo que inspira, comove e abranda os corações endurecidos num passe misterioso, tempo que contagia de forma sobrenatural as pessoas pelo mundo afora. 
Existem, sim, mistérios cósmicos além da capacidade humana, impossíveis de compreensão, mas passíveis de serem sentidos por essa mesma natureza humana, tão limitada e frágil, desde que cada um esteja disposto a abrir o seu ser para acolher a Revelação intuitiva sobre esses mistérios. 
O mesmo ocorre com a compreensão da ação do Espírito Santo na vida das pessoas. Esse também consiste em mistério verdadeiramente cósmico na sua magnitude que, somente cada um por si só, numa experiência verdadeiramente única e individual, poderá assimilar e viver intensamente.
O poder e dons infundidos pelo Espírito de Deus nas vidas das pessoas podem ser melhor compreendidos quando elas resolverem se livrar das amarras, das futilidades da realidade temporal e transcenderem verdadeiramente, com todo o seu ser, em busca das coisas do Alto cujas verdade e revelação chegam através de acontecimentos, aparentemente sem importância, que sobrevêm a cada novo dia em suas vidas. 
Exemplo maior é Jesus: muito ensinou seus discípulos dando-lhes autorização para curar o corpo e a alma, expulsar demônios, pregar o Amor a toda a criatura...
Todas essas coisas novas, contudo, não aconteceriam se Ele, como exemplo primeiro, não se despisse de sua natureza humana, praticasse tudo isso e subisse de volta ao Pai para que, assim, o Espírito fosse infundido na rude natureza humana.
Jesus sempre falava do Fogo Divino, o Espírito Santo capaz de despertar a paixão profunda: o AMOR, princípio e fim, tão necessário para que tudo funcione sustentado na base da justiça e da paz. 
É assim, nesse tripé essencial de amor, justiça e paz que se pode sustentar a perfeição da vida humana, para que ela seja inserida, por sua vez, sem máculas, à perfeição do Cosmo e do próprio Deus, energia que tudo sustenta por sua força e vontade. 
Tudo o que é Perfeito, tudo o que é Belo e Bom maravilhosamente é inspirado na paz advinda da prática da justiça que, por sua vez, se origina da prática do Amor incondicional. Por isso que, quando se pratica efetivamente as ações com base nesse tripé, se alcança o Reino de Deus, porque simplesmente Deus é o Amor.
Quando Jesus ensinava que cada um deve “simplesmente fazer a vontade do Pai”, que o importante é “ser perfeito como o Pai” e que “o Reino de Deus está próximo”, na verdade estava revelando um grande mistério: que o Reino de Deus é, antes e tudo, um estado de espírito de cada ser humano que pode ser conquistado através da prática da prática do amor, visto que este só gera a justiça e a paz. 
No instante que se compreende esse mistério tão grandioso, ao mesmo tempo facilmente acessível pela revelação, se transcende a natureza humana imperfeita e rancorosa criando-se à volta um universo do Belo, do Bom e do Perfeito.
Amor: a Chama que incendeia e sem a qual ninguém pode espalhar o fogo sobre a Terra porque “sem mim (Amor) nada podeis fazer”. 
Se o dom do Amor não estiver também sobre e dentro de cada um, acima da vontade pessoal, impregnando plenamente o estado de espírito, todas as outras atitudes temporais das pessoas se tornam rotineiras e sem entusiasmo algum. Tudo não passa de gestos, palavras e atitudes glaciais. E todos sabem que nenhuma faísca, nem mesmo a de Deus, gera combustão no gelo. 
O mundo aí está querendo modificar corações. Oferece ensinamentos estranhos, pensamentos, filosofias, críticas e teorias sem qualquer traço do fogo do Espírito que gera o Amor. 
Nada, porém, do que o mundo oferece produz combustão não tendo a ver com o amor do Espírito que é do Alto, Justo e Perfeito. Aqueles que tentarem crescer e testemunhar como homens, em dimensão humana, não conseguirão cumprir a missão, porque o pensamento do mundo os vencerá, sendo mais astuto que todos eles. 
É necessário se mover e agir na dimensão Divina onde o inimigo não pode perseguir e destruir a determinação humana de agir. Somente nesta dimensão, inspirados pelo Espírito Divino, é possível viver o Amor e transformar a humanidade, mesmo que seja a humanidade mais próxima de cada um. 
O Espírito Santo traz força e alegria operando, contudo, com propósitos eternos que vão muito além e transcendem a vontade e interesse humanos. O Espírito de Deus se faz presente para incendiar os corações com um fogo incomparável. 
O dom desta Chama incandescente inspira para o cumprimento do mandato divino, transferido a cada um: “Ide por todo o mundo e anunciai o Amor a toda criatura". 
Agora é um tempo muito especial: é NATAL. Tempo da grande novidade do nascimento do Deus-Amor entre a humanidade. Tempo que inspira viver o agora, como se fosse a última hora antes da vinda do Senhor, apressando o anúncio do Amor, através de cada um com sua própria existência. “Despertai, a vinda do Senhor está próxima...”. É Natal. 
É tempo de renascer, de despertar e tomar posse do Dom do Espírito Santo deixando-se consumir pelo Fogo Divino com grande paixão, através do Amor! 
FELIZ NATAL
J. RUBENS ALVES

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A CASA DA MÃE JOANA

Vivemos hoje no país das vantagens, dos mimos (leia-se corrupção!) onde tornou-se normal tirar Daquilo que é de todos e ferir o bem comum. 
De fato, o senso crítico e a aceitação dos valores essencialmente verdadeiros de vida, de família, de ética e de direito, entre tantos outros estão, no decorrer do tempo, sendo alterados, esquecidos e escamoteados com novos valores, apresentados como novas doutrinas, como se um bem fossem. 
Tal fenômeno ocorre pela fraqueza do ser humano diante do "gozo" que sente ao poder vislumbrar oportunidades e tirar vantagens, sejam elas quais forem ou de que envergadura representem ao coletivo, mesmo que elas produzam prejuízo ao outrem. 
O seguidores da seita do "tudo posso" agem dessa forma pelo prazer de ganhar e obter um pouco a mais, nem que esse pouco se trate de migalhas ou que fira aquele que está mais próximo. 
Certamente esse vício não é uma doença, que traz comoção, mas verdadeira fraqueza dos solapadores.
Afinal, para ser inteiramente incólume e correto nos dias de hoje, requer um grande esforço e um treinamento constante, considerando que, até por osmose, corre-se o risco de ser contaminado pelas práticas que se são 'ejaculadas' pelos que gozam com essas pequenas vantagens e seguem a doutrina do "possuísmo"! 
Assim abreviando, visto que poderíamos discorrer mais profundamente, através de páginas e mais páginas, tentando compreender o atual momento, sob um foco mais filosófico e cristão, a sórdida política que aí está e que se apresenta desnuda nestes dias que antecedem o segundo turno, nada mais é do que um reflexo do que a maioria do nosso meio é, age e procede
Os políticos que tanto nos escandalizam nada mais são do que a criação à imagem e semelhança do próprio povo. 
Eles simplesmente se comportam e agem da forma como aprenderam em seu meio, em sua família, em sua escola em algum tempo atrás, quando um dia foram como todos nós, crianças, adolescentes e protótipos de cidadãos. 
A única diferença entre eles e a maioria do povo, trabalhador e honesto, é a índole e o caráter que aceitaram acolher em sua vida.
E os jovens de hoje, que se familiarizam com essas práticas serão, algum dia, semelhantes a estes, se também aceitarem conformadamente tais referenciais.
Para os políticos que aí estão falta o principal: Testemunho. 
Suas palavras são ocas e suas obras vazias de conteúdo. Ataram, por longos anos, pesados fardos sobre os ombros da Nação e que, nem com um dedo, tentam movê-los, tão extasiados pelos prazeres do poder.
Enfim, em relação aos dois candidatos que aí estão e entre os quais teremos por consciência e 'obrigação' (porque o voto é absurdamente obrigatório!!!), apenas um lembrete: Temos a fome e vamos fazer uma macarronada para abrandá-la mudando nosso ânimo. 
Os molhos prediletos que gostaríamos de usar para essa macarronada estão em falta, não os temos na prateleira. 
Contamos com apenas dois molhos de procedência duvidosa cujo rótulo colorido e vistoso até nos seduz e engana. 
Seus ingredientes, entretanto, são indigestos... todavia temos fome. Então, para não desfalecermos sem nutrientes, nos resta escolher o ingrediente menos ruim e menos prejudicial para nossa saúde, fazer nossa macarronada e seguir em frente, mesmo que no final sejamos surpreendidos por uma bela indigestão ou dor de barriga. 
Servirá de consolo o fato de que tentamos mudar nosso momento. 
Ah! lembrar apenas que nos últimos anos nossos governantes tiveram PODER (muito, diga-se de passagem!) e não AUTORIDADE. AUTORIDADE é bem diferente de PODER diante do bem coletivo. 
A falta de visão e discernimento sobre esses dois pontos marcantes e essenciais presentes apenas em grades estadistas, faz com que o Brasil esteja totalmente fora de rumo, sem objetivos e na contra mão dos tempos e passando essa fase de desarranjo, como se fosse a casa da mãe Joana! 
J. Rubens Alves

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

SENSIBILIDADE

A razão é sempre a mesma para todos: as preocupações diárias. Ora isso ora aquilo e lá se vai o tempo, perdido e corroído. 
Um breve descuido basta para a impregnação do ser com energias negativas que, além de serem infrutíferas, destroem as bases da paz interior e o afasta de tudo o que é prazeroso. 
Basta afrouxar a vigilância e as forças interiores ficam exauridas e o brilho da própria luz se esvanece. 
Como alguém pode iluminar outras pessoas quando sua própria luz está enfraquecida? 
Quando se percebe essa sobrecarga de preocupações, prudentemente é preciso dar uma freada em tudo, atividades e decisões, e refletir assim: O problema existe? É solucionável? Se é simples que seja resolvido, caso contrário siga-se adiante abandonando-o às forças do Universo, pois se não há solução prática, humanamente viável, de nada valerá uma só lágrima, ou uma lamentação. 
Para nada adiantará ficar girando ao redor de qualquer situação. 
E, para seguir adiante, para resolver ou não qualquer situação adversa, é preciso ser forte, caso contrário, ficar-se-á à beira do caminho. 
Se faltam as forças para se vencer essas situações e contradições, coisas bem pequenas bastam para derrubar a pessoa em todo seu estado de ser. 
As pequenas contrariedades, se forem somatizadas e não administradas de forma correta, serão suficientes para derrubar estruturalmente qualquer um que não estiver devidamente preparado. Assim, a caminhada se torna longa, sem brilho, sem entusiasmo e, por isso, vem a angústia e a vontade de desistir. 
Como se evitar essas ciladas e se transpor de forma vitoriosa as peças pregadas pela vida temporal e evitar que a chama interior se apague? 
Para reavivar e manter chama interior bem incandescente, coisas simples são suficientes. E, por isso mesmo é importante manter sempre ativa e viva a sensibilidade, pois através dela é que facilmente se alimentará o brilho dessa luz. 
A sensibilidade é um dos dons maravilhosos que o Divino concedeu a todo os seres humanos, porque através dela é que se pode sentir as intuições que enlevam e mantém o ser consciente de sua tênue ligação com a Origem, com sua verdadeira Realidade que não é, certamente, a realidade temporal. 
O ser humano mantém apenas uma esmaecida lembrança de sua verdadeira origem, não consegue lembrar-se bem de onde veio e para onde deve ir mas, bem lá no seu âmago sabe que há Algo bem maior que sinaliza constantemente. 
Essas respostas, essas intuições que equilibram todo o ser só podem ser esclarecedoras na medida em que cada um manter sua sensibilidade aguçada e com as portas abertas para recebê-las de forma acolhedora. 
Existem tantas coisas simples que fazem bem a cada um e aos outros, que também precisam de combustível novo para a chama interior, ou seja a chama da sensibilidade
Essa chama de vida começa a diminuir quando se caminha pela existência sem perceber o Belo e o Bom que está a circundar todo ser humano, sem exceção, lembrando que o Belo e o Bom são a expressão mais evidente de Deus
Cada um precisa buscar entendimento e conhecimento profundo de si mesmo para entender tudo que lhe diz respeito e, a partir de então, compreender seu entorno, o mundo, a realidade temporal, inclusive suas contrariedades e sinas, compreendendo que elas são fugazes e passageiras. 
O conhecimento interior é que provocará as mudanças marcantes que tanto se almeja e poderão, real e plenamente, transformar o Ser com nuances e reflexos de perfeição, tal como a possui o Belo e o Bem
Transformação que é essencial primeiramente para si mesmo, sem querer que o outro e o mundo mudem segundo a imposição de critérios individuais e que lhe são pertinentes. O máximo que se pode fazer diante dos outros é exortá-los e convidá-los, também, a reavivar a chama da sensibilidade, despertando-os para a verdadeira e valorosa riqueza.
Ter sensibilidade é sentir que parte de Deus se individualizou sob a identidade de cada um. 
E, se cada um buscar dentro de si, encontrará o Céu. E com certeza, lá não há lugar para lágrimas e angústias. 
Definitivamente, o Reino dos Céus, "que está tão próximo" é singelamente um estado de espírito. "Quem tem ouvidos, ouça!" 
J. Rubens Alves

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A MEDIDA DO AMAR

Como seria bom e salutar se, nestes tempos de tanta instabilidade no plano mundial, Algo ou Alguém conseguisse unir os corações em torno de um único desejo: amar mais.
O caminho seria, talvez, a capacidade de cada um em fixar os seus ideais onde se encontram as verdadeiras alegrias que são, por si mesmas, frutos provenientes do Amor.
É possível amar mais? Qual é a 'capacidade volumétrica' do amar?
Uma maneira muito singela em responder essa questão é simplesmente relembrar que cada um é a sua própria medida do amor: "Amarás ao próximo como a ti mesmo"!
Esta verdade revelada há mais de dois mil anos por Jesus de Nazaré é penetrante como uma faca e fecunda as pessoas até hoje, ensinando de maneira direta e sem rodeios que, da mesma forma e medida com que cada um se ama (plenamente em corpo e espírito), será esta a sua mesma capacidade de amar o outro. 
O amor externado só para cumprir obrigações solidárias, realizar gostos pessoais, livrar-se de pressões ou satisfazer caprichos, acaba não sendo autêntico, nem verdadeiro e, por cima, anula a beleza e espontaneidade do amor verdadeiro, porque a sua manifestação se torna obsequiosa e aduladora,  maculada por interesses e condições.
Então, olhando dessa forma, essa medida de amor poderá ser comparada ao Universo que é infinito ou limitada ao tamanho de uma casca de noz, ou até menos!
O verdadeiro amor, quando incondicional e desinteressado, transborda em seus limites e se torna infinito, tanto para quem o doa, quanto para quem o recebe.
Quando qualquer ação individual, tanto de quem dá quanto de quem quem recebe o ato de amor, faz o Ser anular-se diante de gostos que parecem necessidades, significa que se perdeu a verdadeira capacidade de amar!
Amar é saber distinguir estes detalhes sutis e, se for preciso, saber até dizer um 'não' sem machucar!
Da mesma forma, quem recebe um ato de amor, não pode se considerar capaz de medir a forma ou extensão com que ele está sendo expressado.
O volume recebido de amor será medido com a mesma medida de amor que o receptor cultiva e usa dentro de si e por si mesmo.
Tais cuidados devem ter tanto aquele que pratica e emana o amor, quanto aquele que recebe e acolhe o gesto de amor.

Somente o egoísmo anula o ato de amar, pois o transforma em instrumento de domínio, escravizando aquele que se doa ou aquele que recebe os frutos do amor.
É dessa maneira que cada um compreenderá que, quem se doa com sinceridade, está se entregando em seu limite e, portanto, dele não exigirá mais nada.
Simplesmente aceitará e receberá, com gratidão, aquilo que recebeu do outro. Se exigir mais, estará anulando, de forma egoísta, aquele que o amou.
Parece um exercício difícil, mas a reflexão sobre a medida de amar e de ser amado, pode ser o início de mudanças radicais na postura e modo de cada um viver um novo processo de amorização da própria vida e da vida dos que estão mais próximos.
J. Rubens Alves





domingo, 29 de junho de 2014

A ESPERANÇA VIVE


Brevemente se iniciará a corrida pelas urnas em frenética busca pelo voto do povo hoje ainda embebido e extasiado pela magia da Copa do Mundo, em estado de profunda letargia.
Nunca as pessoas duvidaram tanto de instituições e de pessoas poderosas visto nestas faltar, acima de tudo, a verdade.
O sucesso de quem comanda e se agarra ao poder, na maioria das vezes, vem através da injustiça, da usura, do prejuízo aos mais fracos e indefesos, do abuso e cinismo no agir, não importando  pessoas e valores.
Os mesmos que duvidam de instituições e das pessoas que detém o poder, devem igualmente discordar e duvidar dos pequenos grupos quebradores de vitrines, agências bancárias e saqueadores de comércio porque, certamente, eles compõem um grupo orquestrado na manipulação das pessoas buscando, da mesma forma que os grupos legalmente instituídos - só que por vias da violência - a única coisa que pode saciá-los: o poder sem limites!
Diante de tudo aquilo que já se assistiu ao longo da vida e da História, em especial nos últimos tempos, pode-se afirmar que, cedo ou tarde, aquele que faltou com a verdade, que progrediu pela injustiça e usura, enriqueceu à custa dos mais fracos e indefesos, ou oprimiu por meio da violência, pagará um preço altíssimo pela verdade que transgrediu ou escondeu e pelo mal que cometeu através de suas ações.
Ninguém que vende uma imagem mentirosa escapará no futuro de experimentar do próprio veneno. Seus galhos murcharão e não produzirão mais flores ou frutos, nem em suas gerações futuras.
Essas afirmações não são proféticas, porém, resultado de reflexão singela sobre casos passados ao longo da História, através dos quais ficaram marcadas personagens que agiram de maneira fria e bestial, simplesmente em prol de seus interesses de ganância e poder.
Maximiliano M. Kolbe, missionário símbolo do ‘holocausto de amor’ dizia: ‘Ninguém no mundo pode mudar a verdade. Somente o que podemos fazer, quando a encontramos, é abraçá-la e aceitá-la. O grande conflito de hoje é um conflito interno.
Existem, de fato, tantos conflitos e ocupações de exércitos pelo mundo inteiro, que provocam grandes desastres.'
Essa afirmação nos indica que existe, antes de tudo o que se tem visto, outro conflito mais próximo.
Trata-se de um conflito entre dois pontos inconciliáveis no profundo de nossas almas: o bem e o mal, o ódio e o amor, o bem comum e o bem próprio. Em outro aspecto: escolher entre ética e pilantragem, entre o poder e o servir.
De que maneira, pois, valeria dizer sobre uma vitória na política (em especial na que se vê por aqui), uma vitória no campo de batalha nas avenidas das grandes cidades, no trabalho, no relacionamento social, se permanece o conflito no profundo da alma sobre a identidade de cada um, sobre a sinceridade no relacionamento dos reais interesses que cada um cultiva em seus corações, ou do comportamento daquele que se tornará um  mandatário de um País?
Como se pode ser feliz quando se passa uma imagem que não é a verdadeira através da mídia? Quando se perde a noção dos valores reais e, às vezes, a noção do valor absoluto que a vida realmente encerra?
É impossível dois sentimentos tão opostos, duas caras, conviverem sem conflitos mesmo que, por combinações mágicas!
Por algum tempo podem ludicamente enganar até aqueles que, de maneira quase pura, são autênticos, de cara limpa e, ainda por cima, se esforçam para manter seu caráter intocável.
O tempo revelará, conforme seus caprichos, aquele que usou de artimanhas e falsidades para tentar iludir todo um povo que, por natureza, é puro de coração, amante da vida, da solidariedade e, acima de tudo, apaixonado por tudo o que seja verdadeiro.
Mesmo quando as coisas parecem confusas e desalentadoras, todos deverão acalentar em seus corações a esperança por um País mais justo e humano, no qual prevaleçam o respeito à vida, à liberdade e à igualdade ao acesso às benesses que o governo tem proporcionado a poucos privilegiados.
O tempo para mudanças radicais está próximo, quando cada um com o coração e a consciência devidamente amoldadas pela verdade, se encaminhará às urnas, onde serão partícipes de uma batalha sem violência e sem guerrilhas.
Com a esperança que é viva e a vontade de mudar a mentalidade, tanto própria quanto daqueles mais próximos é que uma vida mais plena de harmonia florescerá com amor, paz e alegria à qual faz jus este lindo e grande Brasil!
J. Rubens Alves

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A PORTA

Para que você alcance a plenitude de vida é preciso aprender a esvaziar-se. Antes de tudo, você deve tirar de seu interior coisas novas e velhas. Só é possível transformar-se na medida em que se esvazia.
Como é possível acolher conteúdo novo se dentro de você não há mais espaços, todos eles ocupados por preconceitos e verdades discutíveis? Se você refletir, nem há mais espaço para Deus.
Só é possível saciar-se de um Espírito novo ou acolher o semelhante e outras revelações, se houver disponibilidade de espaço dentro de você!
E esta porta de entrada e saída, pela qual se acolhe ou se rejeita, possui somente a fechadura de um lado: dentro de você, o único com poder de abri-la.
Se você decidir por não abri-la, ninguém será capaz de transpô-la. Tudo que é novo e símbolo de mudança e transformação será incapaz de penetrar e produzir seus frutos, sem sua permissão. Até mesmo Deus respeitará sua decisão.
Se não houver, de sua parte, uma resolução forte e um real desejo por transformação do ser (do viver), então você continuará a conviver entre o inferno e o paraíso, sem condições de jamais alcançá-lo. Mesmo em condições de aumentar sua longevidade física, continuará a envelhecer dentro de seus limites e de suas mazelas.
Não basta desejar mudar. Mudar não implica em grandes sacrifícios. Muitas vezes, uma camada de verniz muda a aparência, mas só superficialmente. É preciso, porém, querer transformar-se. Transformação é algo bem mais profundo, porque mexe com estruturas do saber, do conhecimento pragmático e tecnológico. Em contrapartida, faz brotar e crescer um ser mais espiritualizado e humanizado dentro de você.
Essa combinação de mais humanismo e espiritualidade produzirá grandes mudanças que aplainarão seus caminhos eliminando, inclusive, as imperfeições sociais porque, na maioria das vezes, elas são frutos da ganância e da falta de amor aos semelhantes, incrustados despercebidamente no seu íntimo.
Alimente, pois, a esperança por períodos melhores em sua vida e na dos semelhantes, acreditando no potencial dessas transformações de natureza espiritual e humana.
Com essa consciência você não correrá o risco de ver o convívio com o vertiginoso progresso tecnológico fugir de seu foco principal: o próprio homem em sua plenitude!
J. Rubens Alves

sexta-feira, 28 de março de 2014

SÍNTESE

Em síntese: Aquele que o Mal pratica às escuras e às escondidas se torna vilão e carrasco de si mesmo, pois no seu íntimo, ele mesmo se julga, se condena e, por fim, penaliza todo o seu ser. Enfim, se corrói por dentro, indefinidamente, ignorando que tudo, bem ou mal, benção ou maldição, retorna como eco!! 
J. Rubens Alves

quarta-feira, 5 de março de 2014

PALAVRAS ANTIGAS PARA UM TEMPO ATUAL

 Muitos gostariam de se expressar sobre tudo quanto está acontecendo escancaradamente, em clima de escárnio e deboche, no âmbito do poder, da política, da justiça. 
A verdade é que faltam as palavras certas, que traduzam o que a razão e o coração sentem.    
É bem propício, nestes tempos de repugnância e amargor figadal, o texto proferido, em 1918, por Rui Barbosa e relembrado nas redes sociais nos últimos dias que sacia, em parte, a sede de cada brasileiro em expressar seus sentimentos, sem o ímpeto de quebrar e destruir o que vê pela frente.
Ao menos, faz corar aqueles que, investidos de algum poder, ainda assim possam cultivar o mínimo de caráter e vergonha.
O grande Barbosa (o Rui), há quase cem anos expressou seus sentimentos machucados, tanto quanto os nossos atualmente, tal como se escrevesse para o outro Barbosa de nossos dias (o Joaquim): 
   "Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. 
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade, a demasiada preocupação com o 'eu' feliz a qualquer custo, buscando a tal 'felicidade' em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. 
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos 'floreios' para justificar actos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre 'contestar', voltar atrás e mudar o futuro. 
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer... Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. 
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.   Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo! 'De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'. (Rui Barbosa - 1918)!
Apesar de ressentidos com tamanha anomalia no primor pela verdade, o transloucado desvio da ética trocada por benesses, da falência do caráter comum nas pessoas de bem, ainda é um consolo saber que ainda resistem, valorosa e heroicamente, muitas grandes e corajosas pessoas que não se calam, a exemplo de grandes "Ruis".
Na existência é importante não deixar rastros disformes, mas uma história bem escrita e de cara limpa!  
J. Rubens Alves

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

ESPÍRITO DE NATAL



   Um velho dito popular diz que "uma só andorinha não faz o verão"! O mesmo não se pode dizer sobre o Espírito de Natal: o Espírito Natalino é como um vento que sopra e chega a todos, dependendo de cada um abrir suas portas para acolher.
   O verdadeiro Natal, encerra todo um aspecto espiritual e simbólico do grande Amor de Deus para com todos, que se encarna em nossa frágil humanidade para reconstruir todo um caminho de volta para o lugar de onde pertencemos.
   Antes disso foi preciso que Ele encarnasse como todo ser vivente e vivesse toda a experiência que cada ser humano experimenta.
   O Natal não se limita somente aos aspectos materiais e comerciais impostos, pois a sensibilidade e o amor que todos sentem vontade em partilhar neste dia não dependem, nem um pouco, do ato de dar presentes, mas  das atitudes solidárias e fraternas que todos podem ofertar àquele que lhe estiver mais próximo.
Assim, não haverá sentido encontrar número tão grande de pessoas reclamando que o Natal desses tempos está mais triste.
Essa falsa visão pode vir a partir de pessoas desencantadas com as situações, com os relacionamentos, com a falta de recursos financeiros adequados, enfim, desencantadas com a vida.
E tudo isso, com certeza, não se associa ao verdadeiro Espírito de Natal que é a graça do Deus entre todos nós. Do Deus que é de paz e de prosperidade.
Quem não acolhe essa presença de Deus cotidianamente em sua vida, em sua casa, com certeza, não será capaz de abrir mão de tantas coisas pequenas, resumidas em preocupações banais do somente ter e possuir.
Que o Menino Deus esteja presente em cada moradia, em meio a cada família neste imenso mundo a perder de vista, no coração de cada pessoa esteja onde estiver. 
Que o Menino Deus, em especial, esteja com cada um dos milhares de leitores que acessam esse Blog ao longo do ano.
Nos unamos, em espírito, eu, você e e cada um, ao estilo de um grande instrumental elevando cânticos de agradecimento por tudo o que o Senhor Deus aprouve nos ofertar como presente, sobretudo o maravilhoso dom da VIDA!!!! Amém!
FELIZ E SANTO NATAL!!!!
PRÓSPERO ANO NOVO!!!!
BOAS FESTAS!!!
J. Rubens Alves


domingo, 22 de dezembro de 2013

PEQUENAS COISAS

É maravilhoso professar o amor pela vida,  manifestando a alegria por tudo o que ela oferece. 
Se vivemos é porque fomos escolhidos para receber esse dom supremo. 
Assim, é necessário viver com intensidade e temperança porque  tudo o que a vida proporciona é bom, desde que tudo seja vivido com equilíbrio e bom senso.
Essa demonstração amorosa pela vida poderá ser prejudicial se o ser humano cair na tentação de apegar-se a tudo o que existe de bom, a todos esses detalhes maravilhosos da vida, desejando que tudo continue indefinidamente, sem compreender que, em algum momento, haverá um termo a essa aventura. Afinal, não há como querendo evitar o inevitável.
A ingenuidade de viver tudo o que a vida oferece, como se não existisse nada além dessa dimensão material, torna o ser humano egoísta e pequeno demais, vulnerável diante de outras realidades que compõem a existência, como por exemplo, o estar frente a frente com o fim da vida e do mundo.

Quando se faz menção a essas duas realidades, morte e fim de mundo, mesmo em forma de boatos ou de previsões escatológicas, as pessoas apegadas demasiadamente aos bens materiais e às delícias maravilhosas da existência se sentem desnorteadas e sem sustentação.
Deixar-se envolver por essa ingenuidade, de que nada nesta vida é passageiro, é prejudicial. 
Enganar-se nesse pensamento certamente é permitir-se afogar ainda nesta vida, perdendo-se nela própria.
É fazer da própria vida uma morte prematura, mesmo que seja uma “pequenina morte” ao se angustiar pelo porvir desconhecido, ou buscando alternativas de se safar do inevitável fim.
Viver plenamente, através das pequenas e renovadas experiências que simplesmente acontecem porque devem acontecer, conduzem o ser humano à sensação de paz e felicidade.
Muitos perdem a vida, seu sentido e sua felicidade correndo atrás de coisas grandiosas, enquanto a sabedoria indica que nas pequenas coisas é que se ganha plenamente vida!
J. Rubens Alves

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

AÇÃO DE GRAÇAS


Hoje é dia de Ação de Graças. Poucos se lembram disso. Somos verdadeiramente gratos com Deus pelo dom da vida, da lucidez, da saúde e tantos outros?
Quantos presentes e bênçãos de Deus são ignorados porque não vêm embalados como gostaríamos?
As necessidades são muitas. Seja quem for poderia mencionar, num piscar de olhos, seus desejos e suas necessidades.
A preocupação com elas é tão grande, que nem se repara quantas riquezas e dons são recebidas a cada dia.
A atitude mais comum, ao longo dos dias é a lamúria e queixa pelos desejos não realizados, afinal desejos não realizados são contrariedades que incomodam.
O que vale agir impetuosamente, vendo frustrada uma vontade, um gosto e dominado pela cegueira da ambição ser ingrato com a Providência que, apenas aparentemente, não satisfez uma aspiração?

Nós escolhemos o que desejamos, mas quem decide é Deus e, tenhamos certeza, Ele só concederá se o que escolhemos é bom para nós. 
Se alguém duvida disso é só analisar quantos fatos aconteceram em sua vida sem que ao menos compreendesse o motivo no momento e só, após muito tempo, percebeu ter recebido um verdadeiro livramento de Deus, através daquele fato em sua vida!
Se a primeira atitude diante de uma contrariedade é revolta, sem mesmo procurar um significado mais profundo para o episódio, há o risco de apagar-se a chama viva da fé e esperança que está dentro de cada um e que se revela aos outros pelo brilho emanado através da serenidade. É isso: quem possui fé é sempre sereno, em qualquer circunstância.
Deve-se sempre analisar com profundidade cada episódio da vida, mesmo os mais adversos, como oportunidade única de demonstrar esperança e fé incondicional à vontade de Deus, sabedores de que um pai que ama sem medida cada um de seus filhos, nunca desampara nenhum deles.

Deus é um Deus do presente, pois Ele mesmo se auto denominou: "Eu sou Aquele que é". 
Quem vive do passado exprime amargura e sofrimento, porque o sofrimento reside sempre em recordações do passado em especial se elas estão impregnadas de mágoas e ressentimentos.
Deus é um Deus presente e do presente e não do passado; é o Deus da serenidade e não da agitação e da brutalidade; é Deus da prosperidade e não da avareza; é Deus de amor e não do ódio.
Se hoje é Ação de Graças vamos agradecer, reconhecendo cada instante vivido, como a maior riqueza e como maior dom da divindade. 

Uma das formas de agradecer é viver plenamente o presente momento!
J. Rubens Alves

terça-feira, 24 de setembro de 2013

MEDO EXAGERADO


Pense bem: o que está acontecendo com a sua generosidade? Você não sabe muito bem qual o motivo, mas com certeza percebe que a cada dia você se retrai e perde o hábito de ser generoso!
Em muitas situações você não é mais aquela pessoa que sempre tomava a frente quando o assunto era ajudar e praticar gestos generosos! Quando é possível foge também de situações que possam exigir comprometimento de qualquer espécie. Quando o assunto, todavia, envolve a disponibilidade de algum dinheiro, aí a coisa pega!
Você tem medo de quem vem à sua porta, porque não distingue se quem vem é um pobre, um vigarista ou ladrão.
Na verdade, só para consolo, essa sensação nos dias atuais não toma conta só de você, mas domina as pessoas de um modo em geral, porque o mundo não nos dá mais garantias sobre os resultados que geralmente esperamos sobre nossas ações.
Para acontecer, a generosidade implica sempre o envolvimento de alguém com uma outra parte, que pode ser uma pessoa, uma entidade. Generosidade é um gesto de amor!
O gesto de amor implica em abrir nossas portas sem receio a um pedido inesperado e imprevisível. Ser generoso nos dias de hoje passa a ser uma aventura, porque certamente deveremos doar e abrir mão daquilo que não havíamos previsto, porque a própria humanidade se tornou imprevisível.
Quem já não cometeu um gesto de discriminação e desconfiança em relação a alguém desconhecido, maltrapilho que se aproximou para pedir uma ajuda ou apenas orientação? Levantemos a mão...
O fato de ser generoso é tão comprometedor que, facilmente, provoca reflexo de defesa e de reação de pânico.
Geralmente raciocinamos: se eu abrir minha porta para partilhar (seja o que for!!!), não sou eu pelo meu acolhimento generoso que vou impor minhas condições àquele que vem a mim, mas será ele talvez que me mudará e modificará o curso de minha vida!
Então, barramos nossa porta para o visitante e perdemos a oportunidade de embarcar nessa aventura de acolhimento que significa aceitar o que é diferente, aceitar o outro, aceitar seja o que for.
Cabe a cada um vencer corajosamente as fobias, libertando-se das correntes do medo e, com atitude transformadora, renascer para a vida mais generosa e plena de amor!
J. Rubens Alves

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

EU ACREDITO


Procuro entender a situação de nosso País: De um lado, bando de pseudos governantes e políticos que não sabem onde está o próprio nariz. 
De outro lado milhares, centenas de milhares de brasileiros descontentes, obviamente com razão, porque ninguém consegue digerir tamanha porcaria que por aí está. 
Cheguei apenas a uma conclusão básica: A indigestão faz sentido! A maioria é alvo de descaso, sempre tratada com deboche e desdem. 
Em verdade, esse País tem governo instituído, excesso de poder entregue aos despreparados e nenhuma autoridade! Nenhuma!! 
Falta neste País AUTORIDADE que é bem diferente de PODER! Quem tem e abusa do poder, é só conferir, não é capaz de enxergar além de seu próprio umbigo e só busca seus interesses pessoais.
O País ainda resiste, não pelos carcamanos já bem manjados pelo povo, nem graças aos "Politiqueiros" e, muito menos, pelas ações dos "Corporativistas que mantém descaradamente seus pares condenados nos mandatos parlamentares Câmara". 
O Brasil não resiste tampouco pelos "Expoentes travestidos de toga". Alguns bons podem até tentar cooperar outros, porém: que vergonha! 
Tenho certeza, também, que o País não vai mudar por ação daqueles mascarados que depredam e não respeitam os limites de liberdade de pessoas de bem, porque de liberdade não entendem absolutamente nada. Se entendessem e liberdade e justiça, teriam consciência que máscara é para bandidos que agem na escuridão ou para os atores que vivem em fantasia alimentando as ilusões nos palcos iluminados. 
O País resiste sofrido e aos solavancos, apenas pelo esforço do povo consciente e trabalhador que mantém sorriso e alegria, apesar das lágrimas que derrama todos os dias, ao ganhar o pão com o suor do rosto. 
Sobrevive o País por força daqueles que, com cara lavada e exposta para quem desejar vê-la, denunciam, se manifestam e resistem para não integrarem a massa pardacenta e insonsa. 
Rejeitam compor essa massa de peso morto que atola esse País nas areias movediças da involução, porque ainda lhes resta o bom senso e a sensatez. 
ENTÃO, para não ser voz que clama no deserto, é preciso mudar muita coisa. 
Mudar cada um a partir de si mesmo, ao seu redor, modificando cultura e costumes viciados nos maus modos. Cuidar de si e dos outros mais próximos com singelos atos de solidariedade. Cuidar do que pertence a todos, mesmo que não se tratem de bens de "padrão Fifa". Cuidar, acima de tudo da Natureza!
Transformar a cultura limitada do povo que se rende a cânticos de sereias (leia-se de políticos, governantes e sistemas estabelecidos) e às ações de assistencialismo de bolsas e mais bolsas (quase vazias...) que na essência e objetivo só servem para capturar e aprisionar o ser tão carente de substância humana, espiritual e voraz pela igualdade. 
Essa igualdade tão almejada, que deve ser compreendida não em escala do TER, mas de igualdade do SER: no tratamento solidário, humanitário e, em especial, na Justiça imparcial. 
As leis nesse País, nos últimos anos, estão sendo elaboradas para minorias, não importam para quais grupos e suas ideologias, mas que tragam conforto e dividendos políticos.
Tudo isso enquanto estarrecidos, milhões e milhões de brasileiros, honestos, transparentes, trabalhadores, afetos às leis de Deus e dos homens assistem, todos os dias, desmandos e injustiças que ferem o fundo do ser e do entendimento inteligente! 
Perdem o tempo aqueles que ficam a ouvir discussões menores, claramente manipuladas pelas grandes mídias e grandes instituições preocupadas apenas em abarrotar seus bolsos e alforges.
Permanece, contudo, a esperança de um País melhor se a juventude que aí está, se conscientizar de sua missão transformadora!
J. Rubens Alves 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

FELICIDADE REALISTA



Procuro  publicar apenas textos próprios. Este texto, contudo, é de Mário Quintana e tão apropriado como reflexão em nossos dias que abro exceção para reproduzi-lo:
"A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade."

Mário Quintana

domingo, 21 de julho de 2013

O PESO DA FÉ


A falta de motivação está impregnando as pessoas  e influindo no seu viver.
O grau de motivação em baixa faz com que as pessoas caminhem pelas ruas de cabeça baixa, fazendo-as esquecer de olhar para o alto, para o céu.
Algumas práticas podem manter a motivação viva, desde que se tornem regras de vida, entre elas, a plena confiança em Deus e a fé em suas promessas. A fé é um dom que motiva e renova as esperanças no ser humano.

É preciso  abrir o coração e dialogar francamente com Pai, que tudo conhece, e dirigir-lhe os pedidos, sejam eles quais forem, com fé, confiança e esperança, na certeza o Pai atenderá cada um, em cada necessidade.
As dificuldades, especialmente as materiais, minam a motivação das pessoas e a sua autoestima e, por isso, muitos esquecem de se fortalecer através da fé.
Há algum tempo, fui convidado para promover motivação em um grupo de mães de família com grandes necessidades financeiras, consideradas excluídas mas, no decorrer da conversa, percebi que não conseguia estabelecer a comunicação ideal com aquelas sofridas mães. Nunca, antes, enfrentara um grupo tão apático. Por quase uma hora não arrancara um só sorriso daquelas faces enrugadas pelo sofrimento.
Resolvi, então, despertar a motivação daquelas pobres mulheres mostrando o que era possível conseguir a partir da prece sincera dirigida a Deus. Era preciso sensibilizá-las através da fé.
Contei-lhes a estória conhecida de uma pobre senhora que, igual a elas, trazia um visível ar de derrota em seu semblante. Sofrida, entrou no armazém, cujo dono era conhecido pelo seu jeito grosseiro. Pediu-lhe fiado alguns mantimentos, explicando que o marido estava muito doente sem poder trabalhar  para o sustento dos sete filhos pequenos.
O dono do armazém, grosseiramente, pediu que se retirasse do estabelecimento.
Pensando na necessidade da sua família, ela implorou: "Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que o tiver...". A súplica, porém, não quebrou o gelo do coração do comerciante.
Um freguês, que acompanhava a conversa entre os dois, aproximou-se do dono do armazém e pediu-lhe que entregasse o necessário para aquela mulher, pois ele pagaria a conta de tudo o que ela levasse.
O comerciante, querendo livrar-se da mulher dando-lhe o mínimo de alimentos, pediu que ela fizesse uma lista dos mantimentos que precisava, e colocasse sobre a balança, e ele liberaria os mantimentos conforme o peso da lista.
A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança. Todos ficaram admirados quando o prato da balança desceu, rápida e pesadamente com o papel colocado pela humilde mulher.
Completamente pasmo com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado: "Eu não posso acreditar!" 

O freguês sorriu e o dono da mercearia começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança para fazer contrapeso. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais. O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido.
Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, pois não era uma lista de compras, mas uma oração que dizia: "Meu Deus, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em suas mãos".
O homem deu, no mais completo silêncio, as mercadorias para a pobre mulher que agradeceu e deixou o armazém.
O freguês pagou a conta dizendo que valera cada centavo! O comerciante, só mais tarde pode reparar que a balança havia quebrado, compreendendo que Deus atende aos pedidos que lhe são feitos com fé.
Quando acabei de contar essa simples estória, percebi que havia voltado o sorriso e a esperança daquelas pobres mulheres se renovara, porque elas sentiram que só Deus, como Pai, sabe o quanto pesa fé de um filho angustiado.
J. Rubens Alves

sábado, 22 de junho de 2013

AMOR DE PAI


Em alguns momentos, é muito difícil sair das situações complicadas devido a natural fragilidade do ser humano.
Incrível é que a mesma fragilidade pode conduzir a pessoa ao extremo egocentrismo, pelo qual tenta se prevalecer sobre os outros atingindo aos mais próximos ferindo, em cadeia, aos outros não tão próximos.
Na falta de respostas para as adversidades da vida credita-se, então, uma parcela de culpa a Deus pelos contratempos, porque parece que Ele não ouve prontamente as súplicas.
Sabe-se, lá no fundo, que é preciso manter a fé e a esperança, mas a condição humana, como já foi dito, é só fragilidade, impaciência e imediatismo.
O pensamento mais horrível é achar que Deus castiga, porque aprendemos que Deus é Amor, que Deus é Pai! 

A limitação da natureza humana, entretanto, não permite assimilar facilmente a herança da condição de filhos de Deus. Da mesma forma em que não assume essa herança divina, o ser humano fragilizado não capta a noção de que um bom pai educa seu filho corrigindo-o através de suas próprias atitudes. Basta cada um lembrar-se de como quantos tombos levou para aprender a andar de bicicleta, sempre aos olhos do pai!
Isso mesmo: Deus é um pai que participa da fragilidade humana e educa pelo sofrimento que existe no percurso da existência. Tanto sofrimento assim é causado pelo próprio homem através da inconsequência de seus atos.
Para os que são simples de coração e já vivem em processo de espiritualização, é fácil assimilar que Deus, como Pai, educa para a vida utilizando o sofrimento, causado pelo próprio filho, tal como esse mundo fosse uma escola para se chegar à justiça e à retidão de vida.
E isso faz sentido, porque ao aprofundar a reflexão, para quem sofre importa menos explicar as causas do sofrimento, além do que dar um sentido ao sofrer.
Os momentos críticos da vida, deste modo, podem adquirir um sentido de aprendizado e purificação.
Ensinamentos pelos quais Deus refina o ser humano como a prata, tal como a seguinte narrativa,  recebida de um anônimo. 
Ela é linda e lança luz ao inconformismo diante de situações que incomodam:
“O versículo bíblico (Profeta Malaquias 3:3, que narra o refinamento do ser humano pelo fogo, tal como é feito com a prata), intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e a natureza de Deus.
Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.
Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assisti-lo trabalhar. Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.
E assim foi. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar.
Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso segurá-la bem no centro da chama, onde é mais quente para se queimarem, assim as impurezas.
A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, nos segura em situações 'quentes' e pensou novamente no versículo: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'
Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.
O ourives respondeu que sim; não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas tinha, também, que manter seus olhos na mesma o tempo em inteiro que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.
A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: 'Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?'
Ele sorriu e disse: 'Ah, isso é fácil... É quando eu vejo minha imagem nela.”
Se alguém está sentindo o calor do fogo em sua vida, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre seu ser: Ele vai ficar cuidando e olhando você até que veja Sua imagem refletida na sua! 
J. Rubens Alves

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CONVIVER

Ninguém vive só! A constatação é maravilhosa, mais ainda, na medida em que se aprende a arte de conviver com o semelhante, apesar de tantas diferenças individuais. 
É muito mais alegre a vida daqueles que buscam a harmonia e a convivência respeitosa com os semelhantes. É simples de compreender: através da união  se aprende, se compartilha dons e todos saem fortalecidos.
A inspiração divina já instrui que, 'apesar de todos serem diferentes em suas capacidades e dons, todos pertencem à mesma origem, mesma natureza e, como membros todos formam um só corpo'. 
Através do convívio, da união, os obstáculos são superados com mais tenacidade e coragem.
É preciso que cada um busque o quanto puder, na singeleza de atitudes, aliar forças e energias novas para superar as limitações e obstáculos inerentes à natureza humana. 
O conviver com outros, em pequenas células primeiramente a partir da família e depois na sociedade, na comunidade, em grupos de trabalhos humanitários ou de oração, é que fortalece e empurra cada um, individualmente, alimentando a esperança de chegar nalgum lugar. 
O convívio humano e fraternal conduz sadia e serenamente para a celebração da vida e à longevidade de forma lúcida e plena.
Vale muito viver compartilhando dons e a alegria do viver! 
J. Rubens Alves