sábado, 31 de dezembro de 2011

MUNDO MELHOR

Cada final de ano provoca no ser humano um pouquinho de frustração por tudo o que não foi realizado. Na véspera do novo ano, maiores são os sonhos, as propostas e promessas que cada um faz para si mesmo, invocando as forças de Deus, da magia do momento e até de lendárias simpatias sobre o vestir, o comer e outras superstições.
Em geral, todos os sonhos e desejos para o próximo ano se resumem em frases “quero ser diferente, desejo ser melhor, não fazer o mal”
Passada a euforia das festas e das comemorações a realidade, contudo, mostra que as coisas continuam sempre como eram, senão piores.
Não basta somente sonhar ou desejar. É preciso atitude e ação para realizar todas as propostas e promessas.
O mundo será um pouquinho melhor quando cada um não apenas desejar ou apenas se propor a não praticar o mal em sua vida e na dos outros, mas quando cada um, efetivamente, realizar o bem em sua vida e na vida dos outros.
Uma breve reflexão sobre esse aspecto vai revelar que o ato de fazer o bem é muito maior, pleno e supremo do que o ato de não praticar o mal, pois quem pratica o bem, nunca será capaz de pensar em praticar o mal. Não basta não praticar o mal. É preciso praticar o bem, pois só assim é que se rompe o círculo vicioso do mal.
Nessa passagem de ano será maravilhoso se cada um se propuser a praticar simplesmente o bem ao longo de todo o ano que se inicia.
A vocês que seguem e acompanham esse Blog, desejo um ano de realizações em suas vidas, tudo em acordo com a vontade de Deus, visto que a vontade de Deus é perfeita e sábia.
Que o mundo acorde um pouquinho melhor pela ação benéfica de cada um de vocês.
Feliz 2012 e Boas Festas!

J. Rubens Alves

sábado, 24 de dezembro de 2011

É NATAL!

Todos os anos sentimos grande alegria em partilhar entre nós uma grande novidade: Jesus vai nascer!
E hoje, Natal, isso é realidade, Ele já está entre nós!
Que Ele encontre um lugar no meio de cada um de vocês, de sua família, de sua vida.
Ele se torne o centro de sua atenção, porque 'onde está o seu tesouro, aí estará o seu coração'.
Que Jesus nasça, todos os dias, em seus corações e em suas vidas, ao longo do próximo ano, em contínuo natal, porque se isso se tornar uma realidade, não esporádica e anual, este mundo nunca mais será o mesmo.
Ele será pleno de amor, por uma simples razão: DEUS É AMOR!
Desejamos a todos boas Festas, com votos augurais de saúde, felicidades e verdadeira paz com Deus.
Que ao longo do ano que se aproxima, sejam resgatados os melhores e mais perenes valores, e que eles todos residam em seu coração!
Orem muito, e que essas intenções sejam universais. Orem, em especial, por sua saúde, porque essa vida é o maior e mais precioso dom de Deus. Sejam estes momentos de amor, reflexos de Deus em suas vidas.
Felicidades, Boas Festas, mas especialmente um Santo Natal!
J. Rubens Alves

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

RESPONDA, POR FAVOR

Como acontece sempre ao final de cada ano, ao longo de quase doze anos, acompanhei minha esposa ao centro de São Paulo para as compras de Natal que supririam o estoque da sua pequena loja, um combinado de livraria e enfeites.
Ela sempre fez questão de manter, ao máximo, as origens religiosas do Natal, oferecendo aos seus clientes na época das festas, acima de tudo, presépios e outros motivos religiosos da ocasião, que lembrem o verdadeiro significado do Natal.
Depois de percorrer muitas empresas, o resultado foi triste, resumindo-se a pouquíssimas peças, porque o grande volume de mercadorias nas distribuidoras era de peças estilizadas em motivos natalinos, figuras desconhecidas e grande quantidade de papais-noel, de todos os tipos, formatos e estilos.
Por esses dias recebi, também, por e-mail, uma mensagem de Natal, onde a trilha sonora dava destaque ao Noel, cantando suas proezas e poderes, a ele se referindo como o Velho Noel lá do céu, promovendo a figura alegórica do velhinho, ao patamar dos deuses.
Em nenhum momento, qualquer referência a Jesus, o Filho de Deus, encarnado na humanidade, nascido para solucionar um caso mal resolvido entre as criaturas e refazer, a partir de então, para cada uma delas, o caminho de volta para a eternidade. Um projeto, divinamente trabalhado, culminando depois, no maior mistério de todos os tempos: o Pascal, da Vida vencendo a morte e que, aos poucos, perde espaço para o relativismo diante da vida, dos valores e doutrinas duvidosas.
É uma triste realidade: cada vez mais Jesus é esquecido em sua própria festa, cada ano o significado de sua encarnação e nascimento é diluído em outras estórias e realidades.
Mesmo com a tecnologia, a rapidez dos tempos e a grandiosidade de informações, a originalidade e a verdade nas histórias devem ser preservadas.
Não é preciso se esquivar das alegrias que essa época do Natal proporciona. É necessário somente retornar às origens e resgatar o significado e importância dessa época, redescobrindo a beleza dessa história de amor de Deus com a humanidade.
Como seria bom, entretanto, se cada um se propusesse nesse Natal a recolocar no devido lugar, no centro das festividades, em lugar de destaque em sua vida, na família, em sua casa a principal personagem dessa festa esplendorosa.
Essa experiência divina não acontecerá se cada um ficar apenas expressando seus augúrios natalinos através de mensagens postais e digitais, mas, será milagrosa se essa presença de Jesus se manifestar através de gestos concretos de amor, a quem quer que seja, porque Ele é em si, a plenitude do Amor. Natal é uma festa de amor.
R.S.V.P. (Repondéz S'il Vous Plait), responda por favor, confirmando sua presença nessa Festa de Natal.
Se cada um fizer sua parte, Ele também confirmará presença!
J. Rubens Alves

domingo, 4 de dezembro de 2011

A RAIZ DOS MALES

Através de meus textos, gosto instigar cada um dos leitores a refletir sobre valores e situações comuns do cotidiano. Isso desperta, ao menos em alguns, a vontade de aguçar a sensibilidade para decidir o que é bom ou não para sua vida como um todo, em especial no aspecto espiritual.
Por exemplo, tento alertar sobre a quantidade sem fim de doutrinas e pensamentos estranhos que são despejados, todos os dias, em nossa mente pela mídia através de seu marketing e por pessoas despreparadas que se dizem “de Deus”, para corromper a mente humana e induzi-la à compulsão pelos desejos loucos e perniciosos, que levam o ser humano para a perdição e ruína.
Outro dia refletia com Paulo de Tarso, amigo de longa data que muito admiro, sobre essas intenções maldosas de alguns grupos que tornam os homens e mulheres obcecados pelo orgulho que os conduzem morbidamente para a inveja, para as contendas, insultos e suspeitas tão corriqueiras em nossos dias.
Os homens, então com a mente corrompida e privada da Verdade, se embrenham por esses caminhos e por outros, para alcançarem lucros fáceis. Aqueles que se utilizam de meios escusos para enriquecer, tais como a usura e a corrupção caem na fatal armadilha do apego à matéria. Esquecem-se que nada trouxeram ao mundo como tampouco nada poderão levar.
Afinal, a cobiça pelo dinheiro é a raiz de todos os males (inclusive doenças e fatalidades), e aqueles que se deixam levar por ela, se extraviam da fé verdadeira se atormentando com muitos sofrimentos e pensamentos que conduzem ao estresse e ao desespero, quando não à morte.
Tornam-se pessoas sem esperança e sem vida! E, além de tudo, se tornam responsáveis por tantas outras pessoas que arrastaram consigo por suas práticas enganosas.
A propósito, esse velho amigo Paulo de Tarso, que tem idéias e palavras tão atuais, escreveu sobre isso aproximadamente há mil e novecentos anos. Para quem desejar conhecê-lo, também, é só acessar 1Tm 6,2c-12.
J. Rubens Alves

domingo, 20 de novembro de 2011

PALAVRAS E GESTOS

Como é grande a responsabilidade daquele que, de alguma forma, exerce influência no pensamento, no comportamento e na vida das pessoas. Governantes, políticos, religiosos, escritores, professores e tantos outros com capacidade de influenciar.
Grande maioria desses expoentes profere grandes discursos de suas ‘tribunas’, capazes de convencer e arrebatar com sua rica verborréia, grandes multidões de pessoas simples e desacostumadas ao uso de seu senso crítico para analisar o conteúdo e as reais intenções.
Não é bom fazer parte daquele grupo de escribas e fariseus ao qual se referiu o Mestre: “Pois colocam fardos pesados e difíceis de suportar, nos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los”
Quantos governantes e políticos impõem ao povo esses fardos pesados e deles se livram legislando em causa própria...
Quantos dirigentes religiosos, da mesma forma, imputam pesadas penas e peso de conduta e delas eles próprios se esquivam por comodidade.
Há os que falam tanto em nome de Deus, suas coisas e preceitos, abençoam e ungem, mas, no momento de mostrar suas ações concretas demonstram o contrário ao que apregoam. Cegos guiando outros cegos.
Governando, impondo mãos, ungindo e ensinando, porém, mais em conformidade com suas doutrinas pessoais, do que com a Verdadeira Doutrina.
Suas palavras são vazias porque não passam de palavras sem as ações e sem obras concretas.
A obra de Deus se realiza através de ações concretas, testemunhos vívidos e não com as palavras e gestos vazios.
As palavras são enriquecedoras se baseadas em ações que testemunham o que é dito.
É bom, por isso mesmo, dar uma pausa, e refletir sobre aquilo que se fala e escreve e sobre a responsabilidade que advém dessas manifestações, mesmo que revestidas de simplicidade, porque elas possuem a força de motivar e provocar mudanças positivas, ou de arrasar ainda mais o ser humano já debilitado.
J. Rubens Alves

domingo, 6 de novembro de 2011

ESCREVER SEMPRE


Difícil é medir, com precisão, o quanto os textos aqui publicados ao longo do ano, tocam e motivam todos aqueles que visitam o Blog.
O número de acessos, em apenas doze meses, precisamente desde dezembro de 2010, beira a casa dos 25 mil visitantes, somados os três contadores. Acessando o controle reservado das estatísticas, sessenta por cento desse número de acessos, são de leitores que retornam espontaneamente ao Blog para acompanhar os novos textos e tantos outros arquivados.
Então, diante disso, é um compromisso continuar com a publicação desses textos, não muito longos, mas que cooperam com o aguçamento do sentido crítico de cada um dos leitores, diante de tantas situações corriqueiras, sempre invocando esforço contínuo ao respeito pela vida, dom maior de Deus, e o respeito pelos semelhantes.
“Se eu me calar, as pedras falarão”, indica a responsabilidade de cada um de nós perante o mundo, porque todo aquele que tiver algo de bom, ou um recado do Bem a partilhar, deve agir como profeta, alertando e admoestando.
O único cuidado: ser coerente com aquilo que diz demonstrando, com ações, que as palavras vão bem além do discurso vazio.
Eu digo, mas também faço tal qual aconselho.
Quando demoro em postar algum texto, sobre qualquer assunto, recebo indicações de que muitos ficam em sentido de espera. Obrigado!
J. Rubens Alves

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O EXEMPLO

Como é grande o número de jovens comprometidos com a delinqüência e envolvidos com a violência em todo o mundo. O que intriga, entretanto, mais do que a violência que é fruto do mergulho cego no mundo das bebidas e das drogas, é a agressividade gratuita, a falta de educação e de respeito ao meio e às suas regras.
Não há como não se questionar: hoje já não existem filhos como antigamente, ou são os pais que deixaram espaços vazios na vida de seus filhos?
A educação, nos moldes que se concebe socialmente, até que está sendo ministrada de forma desejável. Falta ultimamente, porém, algo muito valioso que corrobora aquilo que se passa através da educação. Algo que se perdeu ao longo dos anos, devido ao certo relativismo ao comportamento, todo alterado pelas falsas propostas trazidas pela maioria das mídias que incutem que pai é o ‘amigão’ do filho, e vice e versa. Esse algo é o que deve acompanhar a educação e se chama EXEMPLO! Exemplo é o mesmo que testemunho de vida. Testemunho daquilo que se transfere pela educação.
O filho, desde pequeno, observa e assimila mais do que as palavras, o bom exemplo de vida de seus pais.
Pode em princípio, não compreender muito profundamente o valor daquilo que vê e guarda em seu subconsciente e em seu coração mas, com certeza, um dia fará uso de tudo o que herdou de exemplo.
Jovens que não tem o exemplo, além da educação serão, no futuro, pais que também não darão exemplo de vida para seus filhos.
Para compreender bem isso, bastará uma reflexão sobre as palavras do Mestre a respeito: “Por seus frutos conhecereis a árvore. Porventura se colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz maus frutos.”.
De fato, o fruto cai sempre próximo a sua árvore. Ele poderá ser bom ou mau fruto, dependendo apenas da sua origem!
J. Rubens Alves

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ABRIR MÃO

Certo homem, na hora da dificuldade financeira pela qual passava, lembrou-se de um amigo muito rico, dono de muitos negócios e resolveu procurá-lo para pedir-lhe um empréstimo. Após inúmeras tentativas conseguiu agendar um encontro viajando até outra cidade, esperançoso de ver atendido seu pedido de ajuda, pois se tratava de valor irrisório diante de tamanha fortuna do amigo.
Esperando ser recebido em sua casa, primeiramente estranhou que contrariamente o encontro fosse marcado em outro local, longe de sua residência onde ostentava carros importados e outras riquezas. Mesmo assim, tomou a coisa como normal e para lá se dirigiu confiante.
Seu ânimo ficou  abalado quando o amigo e a esposa chegaram com muito atraso em um carro popular, trajando sandálias de dedo e com roupas marotas nada convencionais ao estilo costumeiro.
Atônito diante de comportamento tão teatral, falso e mesquinho, o pobre homem necessitado ouviu um choroso não, que poderia ter sido dito com naturalidade e franqueza. Nunca vira antes uma encenação tão vulgar para o 'amigo' dizer-lhe um simples ‘não’!
Tal narrativa espelha muito bem a realidade. Muitos, ou melhor, poucos possuem muito. Desses poucos, muitos regateiam e choram em tudo, na hora de ajudar aqueles que precisam de uma ajuda, de um empurrãozinho. Existem, ainda, aqueles que dividem pequenas migalhas, atirando-as para saciar a fome daqueles que implora. Chega a ser cômico do que é capaz uma pessoa gananciosa e presa aos bens materiais, quando se trata de desprender-se e ajudar.
Seria espetacular se aqueles que receberam mais em poder e riqueza se conscientizassem profundamente sobre aquilo importante que lhes é efetivamente essencial e, gratuitamente, abrissem mão do supérfluo que também lhes foi confiado por Alguém Maior.
Atitude generosa gera alegria e, sobretudo a paz, evitando males que podem alastrar-se indefinidamente pelas conseqüências da ganância e da avareza.
Ainda bem que existem, ainda, muitos que são capazes de tirar a própria camisa para cobrir o próximo.
J. Rubens Alves

domingo, 18 de setembro de 2011

A INDIFERENÇA

Aqueles com um pouco mais de idade, com certeza, se lembram de grandes e polêmicos debates, sobre tantas questões pertinentes à vida: sobre a própria vida, sobre moral, sobre Deus.
O que mais escandalizava eram os debates com ateus e suas agudas argumentações sobre a existência de Deus.
Mesmo assim, esses despertavam a reflexão e, por tabela, aumentavam ainda mais a fé daqueles que se mantinham fiéis às suas convicções espirituais.
Hoje não se acompanham mais esses debates ardentes e nem mesmo há uma quantidade de eminentes pensadores que venham em público expor seus pensamentos.
Muitos foram ofuscados por outros pensadores mais superficiais e inócuos que se restringem analisar situações financeiras, econômicas e políticas que regem o mundo. Surge, aqui e acolá, apenas algum pensador para exalar um pouco de substância aproveitável.
Atualmente não se encontram nem mesmo grandes ateus – o último foi Sartre – que defendia pensamentos e teorias chocantes sobre sua descrença em Deus.
O que espanta, entretanto, é que entre muitos, em especial entre os que dizem pensadores, predomina uma indiferença maléfica e contagiante. Incomoda exatamente a indiferença que reina por esse mundo afora.
Não há pior coisa do que a indiferença. A indiferença demonstra que não existem mais o temor, o respeito e a acolhida ao que realmente importa e seja essencial.
A indiferença é o sinal de que a maioria dos humanos fechou-se em si e por si, considerando-se o centro de tudo, convicta de que cada um se basta e em si e em sua porção. Inclusive os grandes avanços e o fascínio pelas grandes descobertas levam o homem a adotar essa falsa crença naquilo que não é perpétuo. A vida se amoldou ao virtualismo tecnológico e à ilusão de auto suficiência produzida pelas criações humanas.
Não é mais necessário algo ou alguém além de si e assim, o próprio Deus deixou de ser a essência da criação e da vida. O homem perde, cada vez mais, a capacidade de pensar e refletir se tornando indiferente aos grandes mistérios da existência.
Todos devem se precaver para não se tornarem reféns, também, dessa indiferença reinante no mundo, porque ela é a causa da morte prematura do ser que pensa.
‘Penso, logo existo’, deve ser o fundamento para rebatermos de frente essa investida de indiferença em relação a tudo, em especial às coisas de Deus que muitos, e certamente grande parte da mídia, desejam disseminar entre todos nós. Quantos menos pensarem melhor será para muitos grupos e instituições.
Pessoalmente, preferiria mais os ateus aos indiferentes. Ao menos deles resultavam bons debates e a motivação para pensar e refletir!
J. Rubens Alves

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LIRAGLUTIDA


Sempre em nosso Blog, desde que publicamos pela primeira vez a Dieta dos 13 Dias, procuramos motivar as pessoas com problemas de peso e compulsão pela comida, a combaterem esses males com uma atitude de vida, fortalecida na consciência de que a vida é, e sempre será, o maior dom que cada um recebeu de Deus.
Não vale a pena entupir-se de medicamentos e submeter-se aos sacrifícios de dietas sem sentido, que só cooperam para outros males ainda maiores e abalam a saúde.
Todas as transformações e mudanças comportamentais, dentre elas a temperança no comer, dependem mais da força de vontade e da reeducação mental do que remédios e outras drogas.
Quando se consegue um equilíbrio entre o corpo e o espírito, dificilmente haverá necessidade de se recorrer aos médicos e terapeutas para a cura da obesidade.
E mesmo que isso seja necessário em casos extremos será preciso, juntamente com uma dieta saudável, mudar os hábitos da vida sedentária e adotar uma vida espiritual mais fortalecida.
Agora, não bastasse tudo o que já existe por aí em matéria de drogas, soluções e dietas milagrosas que só servem para iludir e enganar pessoas em troca de somas grandiosas, agora é a vez dessa droga de nome difícil, estar sendo inadvertida e precocemente indicada para a perda de peso, até mesmo por endocrinologistas, mesmo sem aval do laboratório fabricante e das agências de saúde no mundo inteiro.
A liraglutida, fabricada por um laboratório Dinamarquês e comercializada pelo nome de Victoza, é um atidiabético, criado para combater os males do diabetes tipo 2 e segundo o laboratório só deve ser utilizado para esse fim.
Diante de publicações em mídia de grandioso alcance, no Brasil e no mundo, ‘promovendo’ em reportagem de capa os supostos milagres que a droga pode operar em matéria de perda de peso, o Blog se sente na obrigação de alertar para os perigos que ela pode oferecer para a saúde, pois que atuam diretamente sobre órgãos que comandam a produção de insulina. Não somos médicos ou especialistas, simplesmente nos preocupamos com sua saúde e sua vida, colocadas em risco por apologias a medicamentos.
Não se iludam com drogas para emagrecimento. Busquem sempre orientação médica e nutricional sérias, se de fato precisarem delas. Tomem atitude de vida, imponham-se regras de vida que possam cumprir com sua força de vontade.
Se vocês realmente desejam mudar, vocês podem e são capazes disso.
Busquem equilíbrio entre o corpo e a mente, alimentando seu estado espiritual.
Vocês podem escolher entre muitos barcos para sua existência. Não entrem, contudo, no barco furado de promessas e métodos que possam prejudicar, ainda mais sua saúde e sua auto estima. Antes de seguir qualquer palpite, busquem esclarecimentos com profissionais sérios.
E como sempre dizemos: vale mais uma dieta balanceada que não prejudique nem agora e nem no futuro, a saúde de vocês! Palavra de quem testemunha isso.
J. Rubens Alves

terça-feira, 30 de agosto de 2011

COMO MUDAR



Muitos jovens em nosso país, muitos mesmos, se declaram desanimados com os rumos da justiça, com a desigualdade social e com a cultura acanhada do povo em geral.
Falam até em deixar nosso país em busca de novas perspectivas de emprego, com esperanças de acesso às oportunidades de sucesso.
Esses jovens, não aceitam o protecionismo e a impunidade. Não aceitam o comportamento cínico da classe política, que pinta e borda nos arroubos pelo poder. Os jovens se consideram discriminados, excluídos e injustiçados. Perdem o gosto pela nacionalidade. Sentem náuseas por tudo.
Em parte os jovens têm razão. Essa desilusão é assunto sério e precisa de atenção.
Em verdade, não se deve criar nesses jovens a ilusão de que todos possuirão o mesmo nível de vida, o mesmo volume de dinheiro; de que todos serão iguais em riqueza, desenvolvimento, tal como muitas instituições, que abominam a desigualdade social, tentam fazer crer, através de seus discursos utópicos. Esse tipo de igualdade não existiu em tempo algum nem em outro lugar.
Não se pode, todavia, alimentar o pessimismo daqueles que acreditam que esta situação não tem conserto, que todo trabalho e esforço serão sempre inúteis, sem esperança, estando todos condenados, tal como aconteceu no mito do herói grego Sísifo, obrigado a carregar eternamente sobre as costas, uma gigantesca pedra montanha acima. Ao chegar ao topo, ele deixava a pedra rolar ladeira abaixo, para novamente carregá-la ao topo, num ciclo eterno.
É preciso pensar nessa igualdade como oportunidades iguais a todos para acesso ao que exista de melhor. Sem conchavos, sem pistolão.
Se os sistemas não proporcionam condições de alimentar dias melhores todos, especialmente os jovens, como verdadeiras células vivas poderão ser elementos modificadores de cultura, de pensamento e comportamento.
A humanidade se modifica em seu comportamento através da cultura e do pensamento.
O estoque de novas conquistas para os jovens exige primeiro uma profunda reestruturação dos sistemas políticos, sociais e psicológicos.
Na reestruturação fundamentada na ética, na justiça, estes sistemas implementarão, através de educação continuada, a modificação de cultura que todos almejam: aquela de que todos, sem distinção, merecem as mesmas oportunidades de acesso, seja ao que for.
Tudo muito semelhante ao que sempre tratou os Evangelhos. Por incrível que pareça, pode-se concluir que enriquecer o pensamento e modificar a cultura de um povo é, também, uma forma de evangelizar!
J. Rubens Alves


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

TEMOR E MEDO


Outro dia colocava, para um amigo, meu ponto de vista sobre medo e temor. Uma coisa é medo, outra o temor. Tentava explicar-lhe que, quando ainda pequenos, nossos pais ensinavam o temor a Deus e às suas coisas. Naquele tempo se sentia mais temor a Deus do que medo pelas coisas do mundo. Hoje é o inverso.
Assim, quando se manifesta o medo por algo, se demonstra a própria impotência de lidar com situações inusitadas. É como confessar a fragilidade interior e certa covardia. O medo não implica respeito. Hoje, se sente mais medo do que respeito. Finge-se o respeito apenas para que as coisas não se compliquem.
Já o temor, este sim, implica respeito. Sente-se temor diante da grandiosidade e magnitude, tal como se apresenta Deus diante de cada ser vivente ou diante dos mistérios do Universo. Interessante que o temor, não causa insegurança nem a sensação de fragilidade diante do ser.
Hoje, diante de tudo o que está aí rondando a vida, existe uma humanidade medrosa, que se encolhe e se fecha diante das vicissitudes geradas por ela própria, em conseqüência da falta de temor a Deus e à sua justiça.
Aquele que cultiva o temor a Deus e pratica sua justiça é incapaz de planejar praticar atos que produzam medo e prejuízos ao próximo e à vida.
Esse pequeno detalhe, do temor a Deus, falho na educação desde a infância até a juventude é que instiga a humanidade a ser pretensiosa demais, cheia do sentimento do ‘eu me basto porque sou mais’, conduzindo-a por caminhos de insanidade e violência no trato com vida e ao próximo.
Sem o temor a Deus, o homem não é capaz de enxergar além do próprio umbigo e caminha para a própria destruição.
J. Rubens Alves

domingo, 14 de agosto de 2011

ALGO ALÉM

Vale refletir. Qual o motivo de tantas pessoas tão frustradas, mesmo possuindo muito, tendo poder, o mundo e a fama aos pés? A distância entre o ser humano e o plano Espiritual frustra.
Ao que não supera estas limitações de entendimento espiritual, sobram sentimentos pequenos de impotência, de infelicidade, de tristeza, de solidão. A fragilidade do ser humano atrasa sua posse como herdeiro da condição de filho de Deus.
Na verdade, há algo muito maior entre a vida e o que verdadeiramente o íntimo do ser tende a alcançar. Algo muito Superior, sobre o qual ainda o ser humano não consegue ter uma idéia muito clara, mas que em alguns instantes, vagos relances lhe proporcionam sensação de plenitude e de intenso amor. Algo Superior, fonte de grandiosa felicidade, de intensa paz e de uma inexplicável sensação de bem-estar.
Estar só, em recolhimento, torna possível o vivenciar de todas estas sensações, pois se consegue ascender a um plano espiritual mais elevado.
Através de união em um grupo, de outra forma, é possível fortalecer a capacidade de sua energia espiritual, em especial quando se é iniciante no caminho da espiritualidade. O simples fato de permanecer em estado de união e oração, pode trazer certeza da presença Divina em nosso meio, porque onde dois ou mais estiverem reunidos, o Senhor estará no meio deles.
Todos fazem parte de um plano grandioso, muito maior do que a existência individual, em si e por si. Os inscritos no Livro da Vida são escolhidos antes do próprio nascimento para a condição de eleitos e herdeiros. Herdeiros de um Reino de amor, justiça e paz, disponibilizado para todos. Neste Reino não há espaço para medos, tristezas e dores e frustrações.
Para o ser humano manter alto grau de motivação e alegria pela existência, o melhor será fixar como objetivo final, a conquista deste Reino.
O erro humano é recusar a posse dessa herança. É satisfazer-se com ilusões que o mundo oferece. Promessas passageiras que conduzem à desilusão, tristeza e depressão. Perder-se na vida por tão pouco...
J. Rubens Alves

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

E A DIETA?

Muitos seguidores do Blog escrevem falando da satisfação que sentiram em fazer a Dieta dos 13 dias.
É uma alegria saber que através de uma simples dieta, sem remédios e sem muito sacrifício (diga-se, são apenas 13 dias!!), podemos levar realização para aqueles que se dispõem a fazê-la certinho.
Sempre afirmei que para isso é preciso estar bem e feliz consigo mesmo, com a cabeça voltada para os assuntos e coisas boas.
Não adianta buscar ajuda de ninguém se cada um não estiver predisposto a mudar seus hábitos, as regras relaxadas de sua vida por outra regra de vida voltada para o seu ser total: corpo e espírito.
Para a motivação e saúde do Espírito ajudam as práticas do bem, do amor e do perdão. Essa última é a mais difícil. O recolhimento interior periódico que auxilia na ruptura de tudo quanto é angustia nesse mundo estressado, mesmo que esses momentos sejam mínimos no início. Eles são essenciais, pois nos elevam até Deus. “Todo aquele que me aceitar, nele farei minha morada”. Como será bom estar mais próximo de Deus e suas coisas.
Auxiliam também as boas leituras, bons filmes, música, a arte e muitas outras opções que resumem o Belo. No Blog procuramos só publicar textos e vídeos dessa natureza. Compreendemos que o Belo, na essência, traduz o próprio Deus.
Para a saúde do corpo também é necessário mudar os hábitos e buscar tudo o que há de mais sadio e natural. É importante abandonar práticas dos glutões, que comem demais sem ao menos sentir o gosto de cada coisa que comem. É preciso se desintoxicar de tanta porcaria ingerida todos os dias, na pressa que nos impõe o mundo agitado.
Devemos sentir o gosto de cada coisa, de cada alimento. Devemos optar para beber mais água e sucos naturais. Colocar uma regra de comer e beber com muita calma e vagar, mastigando bem e sentindo gosto.
Essa Dieta ajuda muito nessas mudanças de hábito e acaba sendo um prêmio para quem a faz corretamente.
Parabéns a todos vocês que acessam esse Blog e encontram uma réstia de luz para suas vidas. É sinal de que compreenderam que o homem é aquilo que pensa e o que come.
J. Rubens Alves


terça-feira, 2 de agosto de 2011

SOMOS CAPAZES

É louvável a execução do Hino em várias ocasiões, em especial antes dos jogos dos campeonatos esportivos.
Nunca se viu antes, contudo, tanta vulgarização com nosso Hino Nacional, tantas vezes, com arranjos discutíveis, por conjuntos e solistas duvidosos em sua capacidade e compostura para tão grande honra.
Quando se ouve falar em abertura de Jogos Olímpicos e Copa do Mundo no Brasil, arrepia. Pelo que é exibido nessas ocasiões, só de imaginar, sente-se vergonha do que poderá ser idealizado.
Como vai ser? Ruboriza a face só em pensar. Haverá, sem dúvida, o abuso de brasilidades, de exibições avacalhadas, sem sentido e graça? Espaço para cantores de axé deixando-se de lado artistas e grupos excelentes e valorosos que o País ostenta no seu lado erudito?
Viu-se uma mostra no sorteio realizado para a Copa do Mundo, no último dia 30 quando, apesar da tecnologia empregada na iluminação e rica preparação do espaço, foi recheado de apresentações de gosto duvidoso para a ocasião. O resultado foi a monotonia que tomou conta do evento apresentado para representantes do mundo inteiro.
Ao contrário, servindo de exemplo, a cerimônia dos Jogos Mundiais Militares, no Engenhão, com abertura e encerramento maravilhosos, assistiu-se a uma interpretação emocionante do Hino Nacional com Wagner Tiso, Arthur Moreira Lima, João Carlos de Assis Brasil, Nelson Ayres, Amilton Godoy e Antonio Adolfo tocando juntos ao piano.
Que essa apresentação sirva de inspiração para aqueles que serão encarregados de preparar as cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas e Copa do Mundo, porque serão os responsáveis de passar ao mundo um Brasil rico e mais culto, sem abusar de temas que foram e são ainda a sina do povo brasileiro.
Pode ser que assim, mostrando a nova e desconhecida faceta artística e cultural, os brasileiros não sejam mais considerados somente um país das bananas, de índios, de cobras, de balangandãs e outros folclores ricos, porém lúdicos.
Assistir a um momento cultural e enriquecedor como essa apresentação dos pianistas, por exemplo, impulsiona para um degrau acima das danças de famosos, das novelas cotidianas, do BBB e do vulgar com que a mídia brasileira alimenta o povo!
J. Rubens Alves

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ARSENAL PERIGOSO


Sempre digo que os avanços da vida moderna interferiram muito na vida do ser humano. Os valores verdadeiros foram preteridos e deram lugar a falsas verdades e ensinamentos.
Muitos crescem num mundo fantasioso e irreal, no qual não se definem bem a os limites entre o certo e o errado, o bem e o mal.
As informações e novidades são tantas que é impossível assimilar tudo o que é oferecido. É, certamente, mais difícil do que antigamente administrar a vida cotidiana com todos esses avanços, pois se auxiliam na rapidez dos dados, prejudicam com a opressão que produzem sobre o ser humano.
O homem se tornou escravo do seu próprio tempo e de suas criações.
Claramente as instituições de ensino básico e fundamental, que deveriam trabalhar preferencialmente o lado humano dos jovens, estão perdidas em suas atividades fins.
Os educadores, antes verdadeiros mestres que repassavam aos seus alunos a bagagem rica de seus ensinamentos e informações suprindo-lhes as carências que traziam de seus lares e comunidade, indicando-lhes opções e caminhos novos, estão às voltas com um problema que parece insolúvel: o excesso de informações que os alunos trazem de fora para dentro das escolas.
Em suas surradas mochilas predominam não mais os tesouros contidos nos livros, mas parafernálias que encurtam o caminho para os resultados mais simples distanciando-os, cada vez mais, da normalidade dos jovens de antigamente.
É necessário reaprender a educar. Mais do que repassar informações aos jovens é preciso ensiná-los a administrar o excesso que já possuem, adquiridas sem critério algum, com seus arsenais tecnológicos.
J. Rubens Alves

terça-feira, 26 de julho de 2011

PEQUENA DICA

Estouram mundo afora, aqui e acolá, de tempos em tempos, casos escandalosos de roubos, desvios de verbas, apropriação indébita, propinas e outros mais, praticados por muitos que ocupam notáveis posições em instituições públicas ou privadas.
A freqüência desses casos é tão grande que parecem normais e corriqueiros, aos olhos dos menos atentos, ainda mais quando se tem a impressão de que é a impunidade que prevalece, para a maioria deles.
Tudo isso, em geral, produz tristeza, desalento e um clima de desesperança naquele que trabalha e leva a vida comum ao ser vivente.
A abordagem desses assuntos é delicada e desagradável, sendo que apenas alguns órgãos de imprensa, justamente aqueles que alcançaram o nível invejável de independência e soberania se propõem trazer à luz, esses casos tramados e executados na escuridão, independentemente das conseqüências que possam sofrer.
Diante dessas destemidas revelações, aí sim, se deve ficar com a vigilância redobrada e estar sempre de sobreaviso com relação a esses indivíduos que, supostamente, deveriam estar onde estão para trabalhar em prol do bem comum.
São pessoas que querem convencer de que estão ali para servir e, entretanto, na verdade só querem tirar vantagens da credulidade daqueles que se iludem com suas mensagens.
“Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens”.
Disfarçam-se colocando uma “capa” de humildade e mansidão para se parecer com os verdadeiros defensores da coisa pública, da ordem e do direito, mas na realidade, são ferozes destruidores, cujo intuito é tirar proveito dos imaturos, dos instáveis e dos ingênuos que lhes dão ouvidos e os seguem.
“Pelos seus frutos os conhecereis”. Mesmo parecendo convincentes pelas suas palavras e pela sua falsa aparência, eles se revelarão pelo seu procedimento.
E só para orientar os que se afligem com tamanho cinismo dominando o mundo, uma pequena dica: Os que realmente são de Deus dão bons frutos. E estes frutos são: “amor, honestidade, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, justiça, mansidão, domínio próprio”. Entre estas coisas não sobrevive o Mal.
J. Rubens Alves

segunda-feira, 18 de julho de 2011

LINDA AVENTURA

Nunca se falou tanto em união conjugal. União de toda natureza. No entanto, o que deveras está ameaçado é o matrimônio secularmente instituído. Levados pela onda da relativização dos valores, acompanhando o corrente modismo do viver só e independente, muitos homens e mulheres já não levam tão a sério o matrimônio.
Aqueles que se propõem a esse compromisso sabem, muito bem, que o sucesso dependerá do não olhar para trás, não levar saudade, costumes ou pertences de outros tempos.
Não haverá o eu, mas o nós e, por incrível que pareça, cada qual respeitando a individualidade do outro.
Não é fácil, por isso mesmo, entrar nessa linda aventura do matrimônio, porque é impossível imaginar até onde Deus quer levar cada casal, que amorosa e destemidamente se uniu. Apesar dos sonhos, a vida a dois reservará suas surpresas e mistérios. As lágrimas se alternarão entre alegrias e tristezas. Duas taças, a mesma bebida.
Resta sempre a esperança que no percurso, Deus também colocará à disposição, todos os instrumentos e meios para salvaguardar a união daqueles que acreditaram e se uniram pelo amor.
Quando o assunto é amor, não existe pressa e nem tempo certo. Exigirá sempre a paciência.
O casamento é semelhante a um campo a ser arado e regado importando trabalhar, o contínuo semear. Semear sempre!
Cuidando com amor, esse campo acolherá as sementes. Os frutos virão, com certeza, em tempo certo!
Então, se compreenderá que uma obra divina se realiza aí também, no meio de dois que concordaram em caminhar juntos.
J. Rubens Alves

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PRIVILÉGIO ESQUECIDO


“Fique só com o lado bom da vida...”, “Nada mais simples, adesivo contraceptivo...”, “Contraceptivo de emergência previne gravidez com 100% de eficácia”, “Preocupe-se com contracepção somente uma vez no mês...”, “Contracepção injetável trimestral...”, “Evite a gravidez sem efeitos colaterais”...
Estas são apenas reproduções de frases e apelos de marketing sobre produtos de contracepção que ilustram panfletos distribuídos, aleatoriamente, em alguns consultórios médicos.
Colocados, ou até mesmo jogados sobre mesas e divãs, sem o menor escrúpulo e cuidado, ficam à disposição de qualquer paciente que passa a ter acesso às “maravilhas” de como evitar filhos.
Deixando de lado qualquer discussão sobre aspectos da medicina sobre esses produtos, seus eventuais benefícios ou a necessidade de tratamento através deles sem querer, da mesma forma, enveredar por argumentações éticas ou religiosas sobre o assunto, simplesmente é bom tomar o fato como ponto de reflexão.
Qual é a intenção daqueles que promovem este tipo de divulgação, ignorando outros efeitos que pode causar. Quais reações daqueles que se vêem diante deste farto material de propaganda contraceptiva?
Ultimamente certas correntes querem impor uma nova ordem de pensamento e de princípios. Como ainda os bons costumes sobrevivem e a família ainda resiste aos novos climas, os grupos interessados lançam mão da mais ávida tática de propaganda.
Como quem não quer nada, dóceis e solícitos, difundem idéias contrárias à vida, ao bom senso, a ética, à dignidade através de seus apelos de comodidade, liberdade.
Procuram passar a idéia de que, para a mulher moderna, o normal é a extinção do seu maior dom: o de conceber para vida. Tudo sem efeitos colaterais!
Os efeitos colaterais pela quebra de princípios, pela indiferença à vida e relativização da natureza dos atos, obviamente, só aparecerão muitos anos à frente.
Com grande dificuldade, muitas organizações sérias procuram difundir em todo o mundo, outros meios de controle de natalidade, defendendo o direito à vida, rejeitando veementemente o aborto conscientizando, de maneira honesta e a partir de uma visão ética, sobre esses assuntos.
Com grande facilidade, em sentido contrário, usando todo o poder financeiro e de dissuasão, grupos poderosos não pensam além de seus interesses, difundindo, como bem entendem, os caminhos mais fáceis para a contracepção.
Esse tipo de investida pode levar ao falso pensamento de que não é mais um privilégio ser mãe, neste mundo tão prático e cheio de soluções para tudo, inclusive para anular o desejo mais sublime que repousa no coração de cada mulher: o de ser mãe!
J. Rubens Alves

domingo, 3 de julho de 2011

APENAS UMA LINHA


Apesar do grandioso esforço, como é difícil manter o nível alto de motivação, tão necessária para a modificação profunda do ser humano.
Sem motivação verdadeira, a vida se torna um tédio, porque nada é bom e aprazível. Se existir comprometimento profundo do ser humano somente com as coisas temporais que ofuscam a sua sensibilidade espiritual, com certeza faltar-lhe-á a luz.
Existem, é verdade, muitas tentativas de imprimir-se motivação à existência com doses de misticismo e religiosidade, às vezes procuradas em lugares errados.
Essas tentativas, assim, ficam restringidas aos atos mais corriqueiros de expressão de fé porque confunde-se espiritualidade com religião.
Devido a essa tênue linha que separa a religião da espiritualidade, o ser humano fica ainda mais confuso.
Basta olhar ao redor para se perceber, cada vez mais, a distância entre o ser e a sua verdadeira Fonte de vida e santidade.
Isto se deve às limitações humanas em compreender uma coisa e outra, em suplantar a sua condição dimensional de matéria e a dependência física de crer somente naquilo que pode ver e tocar. Limitações da própria natureza do ser.
A vida na matéria não é ruim, todavia, tolhe o homem na essência enquanto parte inseparável do plano Divino.
A sensação de desconforto é maior porque, não podendo ignorar essa atração pelo transcendente, o homem percebe toda sua dificuldade em ascender para mais perto de Deus como simples humano, não podendo ser plenamente completo.
Por isso, muitos nunca estão satisfeitos consigo mesmo, com seu jeito de ser, com sua vida, com seu peso, com sua aparência, com seu trabalho e com suas qualidades, sejam quais forem.
Para ser feliz é preciso aprender a superar essa linha tênue que separa cada ser humano de tudo o que seja Divino.
J. Rubens Alves

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ENTRE CÉU E INFERNO


Quantos avanços extraordinários em campos tão diversificados, especialmente na ciência médica que, associada às outras áreas, trouxe métodos e medicamentos novos conseguindo debelar a dor, curar e prevenir doenças, prolongando a expectativa de vida e retardando o relógio do envelhecimento do ser humano.
Tudo muito lindo e auspicioso. Verdadeiro céu.
Nunca se sentiu, entretanto, uma sensação tão aflorada de que todos estão condenados a um trabalho tão inútil e sem esperança. Essa sensação nasce na evidência das dificuldades enfrentadas, do aumento da fome e da miséria provocadas pelos mesmos avanços que trouxeram tanto bem. Panorama desanimador. Verdadeiro inferno.
Se o homem criou tantas novas alternativas ao longo destes milênios, por que se distanciou cada vez mais da felicidade? Por que poucos têm muito e muitos tão pouco? Quem possui pouco consegue viver? Quem possui muito consegue desfrutar?
Por que agora, com a criação de tantos mecanismos tão perfeitos para manter a vida mais saudável, com bem estar, prazer e longevidade, grande parte da humanidade ficou tão exposta a desigualdades que levam à miséria, à fome, a conflitos e à morte tão prematura?
A resposta para esses questionamentos esteja, talvez, na incapacidade do homem em utilizar seu senso crítico tão enfraquecido pela insensibilidade ou, por não mais possuir a capacidade de indignar-se diante da miséria e da injustiça.
Muitos, talvez, incluídos aí nós mesmos, perderam a capacidade de serem ternos e solidarizarem-se, porque se encantaram com os acenos do mundo e seus valores novos, centrados fundamentalmente no racionalismo e no consumismo. Valores que contaminam quase todos com o delírio da posse total, criando uma falsa consciência do poder e da riqueza.
Ou, ainda, porque essa consciência aprisione cada um dentro da individualidade, deixando o ser humano extremamente solitário, mesmo percebendo quantos estão em sua volta esperando um olhar ou um gesto de solidariedade.
Para que o estoque de todas novas conquistas seja benfeitor e produza o bem, é preciso acontecer antes uma profunda reestruturação dos sistemas políticos, sociais e psicológicos porque, ao que parece, até agora a humanidade, nos resultados concretos, demonstrou ser mais fácil inventar o progresso do que administrá-lo.
É da administração sadia, transparente e honesta, fundamentada na ética, na justiça, que estes sistemas implementarão, através de reeducação continuada, a modificação de cultura.
É bom lembrar que evangelizar, antes de tudo, é promover a mudança de cultura e de mentalidades.
Sem essa primordial mudança, o homem continuará a conviver entre o inferno e o paraíso, sem condições de jamais alcançá-lo. Mesmo em condições de aumentar sua longevidade, o ser humano continuará a envelhecer dentro de seus limites e de suas mazelas. A esperança permanece por dias melhores!
J. Rubens Alves

quarta-feira, 15 de junho de 2011

VASOS DE BARRO


Tales de Mileto foi um filósofo, no período antes de Cristo, considerado um dos sete sábios da Grécia.
Certa vez, quando perguntado sobre vários assuntos filosóficos, deu nove respostas sábias para cada uma delas. Sobre o que considerava como a maior dificuldade da vida, ele respondeu com simplicidade: “Conhecer-se a si mesmo”.
Se até mesmo um sábio admite dificuldades em lidar consigo, o que será do ser humano comum, mais propenso para o seu lado animal do que para o espiritual!
Diante de qualquer contrariedade esquece tudo de bom que aprendeu, o seu lado majestoso de ser espiritualizado e pratica suas ações com um toque de instinto. Daí as palavras profundas do Mestre: “O espírito é forte, mas a carne é fraca”.
O mais valioso conhecimento vem do e pelo Espírito.
O progresso na vida espiritual acontece no tempo certo para cada um e de diferentes formas. Através de sinais, de maneira suave ou brusca, de acordo com os próprios acontecimentos da vida real. E se esse sinal for devidamente compreendido se transforma para cada ser humano, em prêmio intransferível de ascensão ao nível mais elevado de espiritualidade.
Quando ocorre essa transformação, passa-se a valorizar o amor e o conhecimento, deixando-se para um segundo plano, outras preocupações e quinquilharias da vida temporal. É eliminada, dentre outros elementos prejudiciais, a agressividade diante dos próprios medos que se faz respingar em tudo e em todos.
Assume-se o controle pelo rumo da vida utilizando-se, verdadeiramente, do livre arbítrio. A vida retoma seu valor absoluto. A alegria consistirá em se fazer tudo por amor transformando cada dia numa etapa pela busca incansável e insaciável da Espiritualidade maior.
Descobre-se um mistério cósmico. Descobre-se que o ser humano é um vaso de barro que carrega um tesouro em si: o próprio Deus.
J. Rubens Alves

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O QUE VOCÊ DIZ

Convido você a refletir por um momento. Perceber como sua vida está cercada de acontecimentos turbulentos, expressões de desesperança. Como você é alvo de linguagens puramente materialistas que injetam pensamentos negativos e temores sem fim para sua existência.
Mesmo sendo pessoa de fé, também você é vítima desse clima negativo, produzido por várias situações: a pressão dos sistemas que regem a sociedade e a sua vida, as mídias (especialmente a televisão!) que todos os dias, ao longo do ano, bombardeiam com audácia seu lar e sua família.
Se não bastasse, até seus amigos mais próximos, já contaminados pelo negativo, só sabem abrir a boca para falar de coisas tristes e negativas.
Então, se você perceber que os pensamentos e palavras negativas de seus companheiros mais próximos lhe fazem mal, é bom saber que existe, ainda, uma maneira mais prejudicial de você se tornar uma pessoa negativa e viver sem alegria e paz: é através de seus próprios pensamentos e de suas próprias palavras.
Ninguém faz mais mal a você do que você mesmo! Mais do que qualquer agente externo, você pode ser a causa de suas angústias e sofrimentos e tristeza.
Isto mesmo! Você precisa reconhecer que existe muito poder em seus pensamentos e em suas palavras. Tanto para o bem como para o mal. “Eu garanto, se alguém disser... e não duvidar em seu coração e crer que se fará o que diz, assim será com ele” diz a Palavra de Deus.
Se a Palavra de Deus fala assim, você deve crer que, de fato, receberá aquilo que disser por que Deus honra as promessas de sua Palavra e Ele não mente.
“Você terá aquilo que diz”. Esta é uma promessa impressionante que vem dessa Palavra.
Salomão, o rei conhecido pela sabedoria, disse “Aquele que guarda a sua boca e a sua língua, livra sua alma das angústias”.
O que você crê e diz, portanto, pode trabalhar como uma espada de dois gumes: pode influir em seu favor ou contra você, dependendo do que você disser.
Então, sabendo disso, vale o empenho desmedido para tentar corrigir essa anomalia tão crônica no ser humano: falar aquilo que não é necessário, de forma imprópria e destituída de esperança, fé e sentimento. Se a vida parecer vazia tente preenchê-la de sentimentos e coisas boas, bastando para isso aceitar o que é disponibilizado no dia a dia.
E agradecer. Agradecer muito por tudo o que você é e possui.
J Rubens Alves

domingo, 5 de junho de 2011

SINFONIA A DOIS

Não existe união ou parceria sem harmonia, compasso, criatividade e ritmo. Tal como numa orquestra, tantos são os instrumentos, cada qual com suas características, mas afinados e no conjunto são capazes de arrebatar com sua musicalidade perfeita. É preciso sempre um arranjo diferente para reinventar uma composição.
Casamento também é assim: marido e mulher formam uma orquestra na qual cada um, apesar de tão diferentes e de suas individualidades, deve aprender a ser afinado. Se já houver filhos, estes também devem entrar no conjunto harmonico dessa orquestra.
Conheço muitos casais, entre eles jovens casais que, pouco tempo depois de fazerem juras eternas diante de Deus e dos homens, já estão frios no relacionamento, cansados de viver juntos e envelhecidos nos sonhos do amor.
Quantos motivos levam a esse desgaste na união conjugal! Casais que vivem adiando muitas coisas para mais tarde, em troca de conseguir um acumulo maior de bens e condição de vida melhor são os mais afetados com essas crises. Tudo o que há de mais sublime entre o casal fica para depois. Não sobra mais tempo do estar juntos, do fazer carícias, do dialogar, do consumar o amor. Não há mais tempo e espaço para filhos e família. Tudo adiado em nome do crescimento patrimonial.
A mentalidade é trabalhar muito, acumular o máximo. Esse esforço desregrado causa cansaço físico e desgaste mental. Esse fado agiganta diferenças, promove distanciamento e causa separação.
Há casais que, ignorando a imprevisibilidade do amanhã, já não saem para passear, para fazer um programa diferente como um almoço, um cinema ou um jantar.
São das variações de tons, notas e contratempos que nascem as grandes sinfonias. Essas pequenas variações do dia a dia sustentam o casamento. São elas que fortalecem as raízes do casamento, o caule da família garantindo, por sua vez, folhas, flores e frutos belos e saudáveis.
É preciso reavivar sempre a chama do amor. Casamento precisa ser reinventado, a dois, todos os dias.
Casamento com novas notas, melodias e arranjos tornar-se-ão grandes sinfonias.
Antes que eu esqueça, é bom lembrar: casamento precisa de Deus no seu centro, porque uma ótima orquestra sempre depende de um excelente Maestro. Mesmo que Ele não seja visível!
J. Rubens Alves

domingo, 29 de maio de 2011

FAÇA O QUE QUISER


Vocês poderão achar loucura, mas a partir de hoje decidi que vou fazer o que quiser. Isso mesmo! Vou fazer o que quiser.
Depois de refletir sobre certa frase, tomei essa decisão sem precedente em minha vida e mais, faço o mesmo convite a você: a partir de hoje faça o que você quiser! Liberar geral.
Para praticar, porém, esse nível de liberdade plena, há uma condição imposta na mesma frase que eu e você vamos ter que assumir: Temos que amar!
Amar incondicionalmente. Essa é a razão para tanta liberdade.
A frase que provocou essa escolha é de Santo Agostinho que dizia: “Se você ama, faça o que quiser!”
Ele tem toda razão. Concluí que se eu e você e todo mundo colocarmos o amor em nossa vida, como primeiro e único referencial, então poderemos liberar geral, praticar o que quisermos.
O segredo está aí para eliminar em nossa volta, por conseqüência no mundo, toda a maldade, violência.
Afinal o amor não pressupõe nunca o mal. O amor quando preenche os espaços barra a entrada e permanência do mal.
Se amamos, então poderemos fazer tudo o que quisermos, porque todas as nossas ações serão obras e frutos do amor. Nossas boas e positivas energias serão sempre voltadas para o bem.
É impossível para aquele que ama praticar o mal.
O Mestre dos mestres dizia: “Quem me ama segue meus mandamentos”.
E esses mandamentos Ele resumiu em : “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”
Amar a Deus acima de tudo que há e existe. Amar a nós mesmos, nossa vida e o que somos, porque nessa medida é que amaremos ao próximo.
Decidi! Vou buscar essa liberdade. Vou fazer o que quiser nesse espírito de amor.
Você também decida. Faça o que quiser. Antes, você vai ter que amar!
J. Rubens Alves

sexta-feira, 27 de maio de 2011

FELICIDADE SIM


Por acaso sabemos o que é a felicidade? Onde ela pode ser encontrada? Em grande parte, depende somente de nós a resolução de ser feliz ou infeliz?
Abrão Lincoln dizia que as pessoas seriam felizes, desde que resolvessem sê-lo. É verdade! Ser feliz, também depende de uma decisão, de uma atitude.
Se começamos a dizer que tudo vai bem, que a vida é boa, e escolhermos o caminho de ser feliz, de fato, a felicidade, que é um estado de vida, virá sobre nós, ou melhor, emergirá de nosso ínterior.
A criança, em si, é uma lição de vida no que diz respeito à felicidade. Se perguntarmos a uma criança se é feliz, mesmo se que esteja passando por privações, ela responderá que sim. E se indagarmos por que mesmo assim é feliz? Ela nos responderá: ‘porque gosto do papai, porque gosto da mamãe, porque gosto dos meus amiguinhos ou porque gosto de meu irmãozinho ou, por que jogo bola no campinho...’. Porque, enfim, a felicidade está nas pequenas coisas.
Na realidade, quem complica e deixa a vida infeliz é o adulto, que vive estressado e preso aos compromissos que lhe impõem os sistemas escravizantes. Deseja realizar coisas maiores do que sua capacidade. Não percebe que suas pretensões são muita areia para seu caminhão!
Certo livro diz “É um engano, também pensar que o conforto traz a felicidade. Felicidade é corresponder a todos os planos de Deus para conosco. E esses planos incluem várias pequenas coisas e tarefas que devemos realizar com amor. Felicidade é ter a sensação de que caminhamos com Deus e para aonde Ele quer. É realizar aquilo que temos capacidade de realizar. É estar em dia com a vida e sentir a sensação de dever cumprido. É enfim, a paz interior!”.
A paz e a felicidade brotam de ‘uma serenidade da mente, uma tranqüilidade de espírito, uma simplicidade de coração, vínculo de amor, união e caridade’, dizia Santo Agostinho.
Hoje se associa felicidade aos ídolos jovens e milionários que despontam no futebol, música, Web e outros campos. Serão estes, verdadeiramente felizes?
A felicidade que tanto se busca e se deseja não será encontrada, com certeza, nos alaridos de festas e das comilanças, no meio da fama, ou do dinheiro. Muitos possuem tudo isso e não são felizes, porque ninguém encontra a felicidade se for procurá-la. Ela já habita dentro de cada um. Depende unicamente de nós dizer sim a ela e senti-la plenamente.
‘Aquele que tem o coração alegre está sempre em festa’ (Provérbios 15,15).
J. Rubens Alves

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ESSES MISTÉRIOS


Sabemos que as palavras têm poder fantástico. Elas podem influir, positiva ou negativamente, conforme forem proferidas, na vida e no meio de quem as pronuncia.
Da mesma maneira, interferem na condução e na superação de problemas corriqueiros da vida, na medida em que as pessoas acreditarem verdadeiramente nesse poder das suas palavras.
Parece até redundante tocar nesse assunto, com tantos textos e revelações a respeito, mas aqueles que vivenciaram isso têm que partilhar.
Muitas pessoas que triunfaram em situações difíceis, simplesmente recusando-se dar lugar a pensamentos e palavras negativas declarando, em alta voz, sua fé na força divina. Declarando que acreditam, por essa força, no poder que existe dentro delas.
A tarefa mais difícil do ser humano é demonstrar a fé incondicional em Deus.
Isso quer dizer que, apesar das leis naturais estarem, muitas vezes, contra tudo o que esperamos e desejamos de determinadas ações e algumas ocasiões indicarem que não é possível determinada coisa ou acontecimento, nunca devemos perder a fé no poder sobrenatural de Deus.
As leis sobrenaturais se sobrepõem a qualquer lei natural, portanto, aqueles que crerem receberão exatamente aquilo que acreditam que de bom irão receber. Isso não significa, em hipótese alguma, cruzar os braços em atitude comodista.
Encontramos pessoas que consideram a realização de muitas coisas em suas vidas, especialmente no âmbito material, como pura coincidência ou casualidade.
Com Deus não há coincidências! Na verdade, a coincidência é o trabalho manual de Deus que coopera para nossa felicidade.
Essas coisas, agora não as podemos compreender muito claramente, exatamente porque isso tudo é um mistério. Um dia, as conheceremos claramente. Tal como o açúcar, que ao se derreter na água não pode ser mais visto, acontece com essa realidade invisível. Cabe a cada um aceitar e administrar esse e outros mistérios.
J Rubens Alves

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A VIDA É ASSIM

A experiência de Deus é individual. Exceto aqueles que insistem em se proclamar ateus, muitos vivenciam a presença de Deus em suas vidas de muitas formas.
Para se viver a experiência maravilhosa de Deus é preciso vontade de se mover e agir na dimensão Divina onde o Mal não pode perseguir, nem destruir.
A experiência de Deus se torna impossível quando se vive envolvido somente nas coisas do mundo que, ao seu modo, está querendo modificar os corações e os sentimentos.
Ao se falar de mundo materialista destacam-se os sistemas organizados interessados em oferecer ensinamentos estranhos, pensamentos e filosofias sem traços de amor e paixão que são expressões do próprio Deus.
Para quem é atento e possui o mínimo de senso analítico fica fácil compreender que, tudo que o cerca nos dias de hoje, não passa de gestos, palavras e atitudes glaciais.
Nessas circunstâncias gélidas nenhuma faísca, nem mesmo a de Deus, gera combustão.
O mundo por si mesmo não oferece nem produz a chama do amor porque não é capaz de transcender a dimensão humana.
A vida é assim. Permeada generosamente de experiências na dimensão humana. A vida não pode, contudo, ser desperdiçada com meia dúzia, ou pouco mais, de experiências emocionais.
Quem se propõe a viver a sua própria experiência de Deus, se abrindo para sua dimensão divina, descobrirá que os verdadeiros planos de Deus vão muito além da vontade e do interesse humanos.
Começará a sentir uma nova força e uma nova alegria, capazes de incendiar o seu e outros corações.
É tempo de despertar e de deixar-se consumir pela experiência de Deus. Nunca mais se dirá que a vida é assim, conformando-se com a limitação humana, porque ela será outra.
J. Rubens Alves

domingo, 15 de maio de 2011

VONTADE DO PAI

Acabara de redigir o texto ‘Sonhos Singelos’ para celebrar o Dia das Mães, isto há uma semana.
Resolvi, então, para comemorar esse dia tão especial, almoçar com minha esposa e filha.
Ao voltar, surpresa: recebera uma visita inesperada e bastante desagradável em minha casa. Alguém invadiu meu território, meu espaço sagrado ao qual tantas vezes me referi neste nosso Blog.
Entre tantos objetos e bens levados estava meu Laptop com todo o material a ser publicado e os originais dos trabalhos já lançados: palestras, textos e variados artigos e os originais dos livros.
Havia uma cópia? Sim, havia uma cópia de tudo em um driver externo que, naquele domingo, deixei plugado ao laptop enquanto saí para o almoço em família.
Aí está, caros seguidores do Blog, o motivo de uma semana de silêncio, período em que estou tentando restabelecer a ordem no trabalho e na vida cotidiana.
Apesar da perda de tantos objetos, muitos com significado sentimental profundo, mais uma vez essa outra ação de delinqüente pode ser um acontecimento que gera e traduz, para nossa limitada compreensão, muitos ensinamentos.
Em primeiro lugar, confirma aquilo que é uma tônica em meus textos: perdeu-se, em especial nos últimos anos, referencial da ética, moral e dos verdadeiros valores. Fere-se o próximo, a vida, a propriedade. Ultrapassam-se todos os limites do direito e da liberdade que são sagrados, assim como é sagrado o espaço da família, do lar, da moradia. Esqueceu-se o temor a Deus e o respeito pela justiça que de alguma forma será estabelecida.
Em segundo lugar, um fato como esse nos indica que não somos proprietários de nada, nem daquilo que produzimos por nosso intelecto.
Hoje criamos, temos e possuímos e num piscar de olhos nos vemos privados de parte ou de tudo aquilo que pensávamos possuir no material, no sentimental.
Um grande mistério que em nossa condição humana, torna-se difícil de compreender, bastando apenas aceitar.
Na verdade, tudo pertence a Deus e à sua vontade. E a vontade e os pensamentos de Deus não são, nem de longe, semelhantes aos nossos.
Basta encontrar mais, mais uma vez, diante de acontecimentos tão desagradáveis como ser roubado, um significado Divino, que certamente vai aflorar.
O que nos resta é tomar as providências cabíveis para esses casos, inclusive cercar-nos de cuidados e aparatos que nos deixarão um pouco mais seguros e reféns de nosso próprio meio.
Enquanto isso, por aí continuarão soltos e em liberdade aqueles que não guardam em si o mínimo de sentimento humano e amor cristão!
Estou de volta ao Blog, contando com você para acompanhá-lo e divulgá-lo entre seus amigos e redes da Web.
Tudo conforme a vontade de Deus! Somos apenas administradores desses Seus mistérios.
J. Rubens Alves

domingo, 8 de maio de 2011

SONHOS SINGELOS


A comemoração do Dia das Mães perdeu parte de sua pureza.
A mentalidade consumista fez dele um dia obrigatório de se reconhecer, através de presentes materiais, o amor maternal.
Mãe que se doa aos filhos, em verdadeiro ato de servir, não deseja ser paga por esse gesto de amor.
Ela deseja, na verdade, que os filhos lhe abram o coração arrancando-lhe sorrisos ou lágrimas de felicidade.
Almeja que seu conselho materno não seja esquecido ou desprezado, porque é como jóia rara, como uma coroa na cabeça e um colar no pescoço.
Ora para que os filhos não andem com pessoas do mal, nem ponham os pés no caminho delas, correndo cegamente para a maldade e a infelicidade.
No seu dia especial, a mãe quer os filhos ao lado oferecendo-lhe amor e gratidão.
Mais do que presentes e rosas toda mãe sonha ganhar de seus filhos, flores colhidas nos canteiros de suas vidas que, divinamente, ela mesma gerou.
Que tal cada um realizar esses sonhos tão singelos de sua mãe?
Neste dia das Mães, todas sejam agraciadas belas bençãos de Deus sobre suas vidas de amor e dedicação. Verdadeiras e silenciosas heroínas.
J. Rubens Alves

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PACOTINHO DE SURPRESAS


Nunca imaginei que aquela moça, ligada a nossa família pelo trabalho que fazia em casa agiria, um dia, com tanta agressividade e ingratidão. Afinal, desde que chegara em casa vinda de muito longe proporcionáramos, além de acolhida e do contrato, tudo o que era possível: roupas, tratamento dentário, plano de saúde.
Essa moça sempre se demonstrara, no período de convivência, muito tranquila, dedicada e zelosa pelo trabalho caseiro. Em suas conversas citava sempre trechos da Palavra de Deus, o que nos deixava ainda mais confiantes sobre sua conduta.
Convivia bem com minha esposa e filhos e, em casa, era tratada como um membro da família partilhando de nosso espaço, nossa alimentação e convivência.
Tudo começou a mudar, há cerca de quatro meses, quando conheceu uma amiga, a qual se referia como 'irmãzinha de sua igreja'. E que irmãzinha! Essa senhora amiga deu-lhe, em princípio, um celular novo. Logo depois a presenteou com roupas novas.
Nessas atitudes, aparentemente inocentes, havia um intuito premeditado de afastá-la de nós e que, pela confiança que nutríamos por ela, passou-nos despercebido.
Não acreditei! Sem qualquer aviso, de forma intempestiva e com um comportamento até então estranho a nós, simplesmente nos abandonou. Havia sido comprada por quinquilharias. Trocou anos de convivência e confiança mútuas, por uma miragem.
Não posso negar que sentimos muito por tudo isso, além que alterou nossa rotina.
Este fato, aparentemente corriqueiro e sem importância, que acontece em muitas famílias, nos leva também a uma reflexão sobre a capacidade de relacionamento e fidelidade do ser humano.
O que aconteceu para que, de uma hora para outra, tomasse uma atitude tão agressiva estava relacionado à moeda que recebera em troca pelo nosso abandono.
Infelizmente reconhecemos que o ser humano ainda não se transformou plenamente e continua agindo como caniço agitado pelos ventos. Ora tende para um lado e ora para o outro. No entender da maioria caráter, respeito e fidelidade são dispensáveis nos relacionamentos.
Enquanto prevalecer esses tipos de conduta, estaremos sempre sujeitos a descobrir diante de nossos olhos, bem embaixo de nosso nariz, verdadeiras caixinhas de surpresas. Pacotinhos bem embrulhados e brilhantes, mas que escondem surpresas nada agradáveis.
E, gravem uma coisa: nunca se esqueçam de passar recibos, senão a surpresa pode ser ainda maior.
Quanto a nós, mesmo atõnitos com isso tudo que pareceu ser contra nós, ainda cremos que existe nisso a mão de Deus, que se utiliza de uma ação maldosa de alguém, para nos livrar de outros males maiores no futuro. O tempo confirmará! Bendita seja a vontade de Deus.
J.Rubens Alves

domingo, 1 de maio de 2011

UM DEFEITO


Um defeito humano é a indiferença. Qualquer motivo é razão para uma pitadadinha de desfeita, desprezo e discriminação ao próximo.
A indiferença se manifesta através de vários gestos de descaso com relação ao talento ou fraqueza de alguém.
Discriminamos com nossa indiferença, por exemplo, quando expressamos sem fundamento, desconfiança em relação a alguém, somente porque este alguém não fala, não está vestido ou asseado conforme nosso padrão. Quando pré-julgamos alguém, sem antes analisarmos com mais atenção os motivos de suas ações. Discriminamos com desvios do olhar de quem nos incomoda, ou trocando de calçada para evitarmos cruzar com pessoas que possuem diferenças em relação às nossas “verdades” e preferências.
Desprezamos ao colocar alguém de lado apartando-o do convívio, considerando apenas a raça, cor ou religião.
A lista de gestos e atos de indiferença é tão extensa que é aconselhável, através de muita reflexão interior, cada um procurar fazer a sua lista.
Para identificá-los é fácil: devemos partir das maiores qualidades que supomos possuir!
Nestes pontos nos quais imaginamos ser auto-suficientes, imbatíveis e superiores é que encontraremos nossa munição destruidora.
Ao invés de encarar nossas virtudes e dons a serviço e bem do próximo, fazemos deles armas para afastar de nós quem achamos inconveniente ou quem possa atrapalhar nossa imagem e comodismo.
Todos nós, alguma vez, já fomos indiferentes com alguém e também, algum dia, já bebemos desse cálice amargo.
Lembremos que, tal como as pedras num jogo de xadrez ou damas, cada pessoa possui seus dons e funções, não importando a cor ou características.
J. Rubens Alves

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O POUCO É MUITO



Muita gente pensa que para fazer alguma coisa útil o ser humano deve operar grandiosas obras e realizar grandes feitos!
Da mesma forma, em relação a Deus: muitos pensam que Ele quer sempre grandes realizações e pródigas missões. Ficam aguardando que o Senhor se manifeste de forma espetacular, como nos filmes.
Isso acontece porque cada pessoa gosta e anseia por efeitos especiais espetaculares. Impregnada de materialismo, a natureza humana deseja sempre o inédito, algo que produza alarde e chame a atenção.
Mal acostumados com a maneira do mundo moderno, habitua-se ao imediatismo e a grandeza dos feitos, para que eles pareçam úteis.
Imagina-se a possibilidade de desenvolver os trabalhos e praticar todas as ações, somente se elas forem significativamente expressivas ou, se estiverem dentro do contexto exigente do ambiente social em que se está engajado.
Valorizam-se em excesso dons e talentos daqueles que ficam em evidência na mídia.
O resultado dessa mentalidade e que se passa a maior tempo da vida esperando melhores condições para se poder fazer algo pequeno que seja. Espera-se em vão. Essa oportunidade melhor pode não surgir na vida.
Deve-se compreender que aos olhos de Deus, na existência humana, qualquer trabalho construtivo, tal como o trabalho de uma mãe que só fique no tanque ou na cozinha, mas que edifica sua família com a fadiga de suas mãos, possui o mesmo ou maior valor de outros que só empreendem feitos gloriosos aos olhos do mundo. Não importa o semear, o regar ou o construir. O importante é agir.
O pequeno e humilde trabalho pode até ser uma gota d’água, mas certamente cooperará em muito para o crescimento das sementes por outros plantadas nesse imenso jardim da nossa Terra!
J. Rubens Alves

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONTRARIEDADE

Quando um mal-estar, certa angústia aperta e confunde os sentimentos é porque se está sofrendo uma contrariedade.
A contrariedade nada mais é que um aborrecimento, um descontentamento sobre algo que está ocorrendo.
Algo que brotou entre duas coisas contrárias, que não se identificam pela sua essência e pela sua verdade, em relação ao que se deseja.
Quando a contrariedade é causada por coisa ou fato, quase sempre é simples superá-la porque é suficiente reparar o fato tornando-o positivo ou eliminar a coisa contrária.
Na maioria das vezes, o “aquilo” que provoca o mal-estar, ‘a pedra no sapato, a pimenta nos olhos, o sapo a engolir, o caroço de angu, a pisada no calo’, assim como se refere no popular para definir contrariedade, não é uma “coisa”, mas uma pessoa.
Uma pessoa se torna uma contrariedade, com todos os adjetivos acima, quando se opõem ao outro para questionar verdades, atitudes e princípios pessoais.
Muitos se tornam contrariedade na vida de alguém por simples ato de amor, para tirar a venda dos olhos e fazê-lo enxergar alternativas e possibilidades.
Antes de considerar a atitude de alguém como uma contrariedade e um estorvo, será sempre melhor, considerá-la uma bela oportunidade para renovar e revisar conceitos e verdades enraizados no coração!
Vale a pena um sacrifício extra para compreender aquelas pessoas que parecem ser contrariedade na nossa vida, quando apenas desejam ajudar. Essa compreensão evita, inclusive, muitos desgastes e desentendimentos.
J. Rubens Alves

sexta-feira, 22 de abril de 2011

SACRIFÍCIOS


Não há como deixar passar em branco. Hoje os cristãos, no mundo inteiro, recordam a paixão e morte de Jesus Cristo.
A maioria procura, nestas ocasiões, em especial neste dia, se recolher e privar-se de algumas coisas em nome do sacrifício da Semana Santa.
Assim, neste dia, não comem carne (só peixe e bacalhau!!!). Não bebem whisky, nem outras bebidas alcoólicas (ficam somente nos refrigerantes e sucos!!!), e assim por diante. Surpreende o número de intenções de jejum e abstinência, mesmo entre os mais próximos de nós.
Tudo é válido. Ninguém desconfia da boa intenção de quem se propõem a fazer algo no campo de sacrifício e privação.
Não se pode, contudo, deixar de lançar alguma reflexão sobre essas atitudes:
Num só dia, a maioria quer resgatar e ficar bem, diante de Deus, com os “enormes” sacrifícios a que se propõem. Tal como se a vida fosse uma conta bancária no banco de Deus.
Tudo isso, a lista de todas essas boas intenções, é muito pouco em relação ao significado e mistério contidos no momento pascal, pelo qual o Filho de Deus se abandona em sacrifício por nossa causa.
Ao invés de cada um propor-se a sacrifícios sem significado algum, que tal durante todo o ano, todos os dias, cada um propor-se à prática do bem e do amor?
Não era assim que Jesus agia? Não é assim, ainda nos dias de hoje, que Jesus se sacrifica, dia a dia, em sondar nossas anomalias e escorregões?
Com certeza, valerá mais do qualquer sacrifício sazonal, e compensará cada gota de paixão doada por Jesus em nosso favor se, a cada dia, e não anualmente e só nessas ocasiões especiais, cada um se propor a viver uma vida de amor e compreensão.
J. Rubens Alves

ANJOS NA RUA

Uma câmera registra os detalhes. Noite. Rua vazia. A caçamba repleta de entulhos de uma construção. Uma mulher caminha com um volume nos braços. Pára ao lado da caçamba e deposita o volume que tem nos braços. Sem maior atenção, vira as costas e parte sem olha para trás.
Um momento após, apenas um momento, entra em cena um catador de papéis. Aproxima-se da caçamba para certificar-se se há algo que lhe sirva. Afasta-se, no entanto, cheio de espanto e aflição. Aparentemente não sabe o que fazer e corre para buscar auxílio. Volta acompanhado de outro homem e juntos remexem a caçamba e para sua surpresa encontram um bebê de apenas uma semana.
O fato aconteceu em uma cidade no litoral, veiculado em todas as mídias, provocou comoção e tristeza.
Pensamos que já vimos de tudo. Em relação ao comportamento humano, contudo, não podemos afirmar o mesmo.
Sempre um ou outro acontecimento como esse comprova como o ser humano é, às vezes, um animal, ou melhor, pior que animal, porque esses últimos nunca abandonam suas crias. Animais lutam por elas, amamentam e as defendem.
Não é preciso comentar mais nada sobre essa triste história que impôs uma primeira grande aventura a um bebê de apenas uma semana.
É necessário sim, refletir sobre um outro lado dessa comovente história e que nos fala de mistério que a vida encerra.
O anjo que aparece na pessoa de pobre catador de lixo. Através da aparente irrelevância social daquela figura, renasce a história de uma vida que mal começara.
A indiferença da mulher que abandona a criança é compensada pela sensibilidade revelada num ser humano que, muitas vezes, é preterido e ignorado pela sociedade.
A vida de um ser indefeso, excluído do calor materno é recolocada no curso da sua história por alguém que, certamente, é um excluído do calor da sociedade.
Duas vidas, de sofrimentos tão profundos, que se cruzam pela do amor e bondade divinas que agem quando e através de alguém que menos se espera.
Excluídos, cada um em seu momento, mas unidos por um fio divino da vida.
Tudo o mais, todas as conseqüências, ocorrerão a partir do detalhe desse encontro inusitado.
Um mistério difícil de compreender, mas que traz consolo e esperança.
J. Rubens Alves

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O TEMPO


Muitos estão se queixando da falta de tempo. A cada dia que passa, a vida está ficando limitada pelas dificuldades dos afazeres cotidianos.
Nem sempre, por isso, se consegue realizar, com alegria, as pequenas e gratificantes tarefas como o simples lavar louça ou descascar batatas, caminhar ou passear com os filhos.
Tudo se torna um fardo difícil de suportar e não cabe na apertada agenda.
Justifica-se de mil maneiras a suposta falta de capacidade para gerir e conduzir as responsabilidades.
Diante disso, dessa loucura toda, perde-se a capacidade de dizer não às tarefas e obrigações que privam a maioria, das delícias da vida e dos caminhos do bem.
Não se tem mais autoridade diante dessas exigências temporais.
Essa realidade frustrante independe das condições e posições ocupadas.
A capacidade de superação aparece, acima de tudo, na realização de todos os trabalhos e tarefas buscando sempre a excelência para cada um deles, e isso vale para trabalho em busca do desenvolvimento intelectual e espiritual.
Qualidade de vida e qualidade naquilo que se faz é ter capacidade de se fazer com amor tudo o há para fazer!
Quando se parte para isso, o tempo volta a ser suficiente para tudo. Acaba até sobrando!
J. Rubens Alves

domingo, 17 de abril de 2011

AMOR CURA


Quem deseja a outrem felicidade e saúde, traduzindo esse desejo através de carinho, abraços e outras formas efusivas de bons augúrios, está demonstrando que seu coração não detém mágoas e com certeza, está renovando as próprias energias.
Desejar o bem é uma forma de exercitar o dom do amor.
Amor é fruto de crescimento para a plenitude. Quando se doa qualquer coisa, nem que seja em pensamento, provoca-se uma renovação profunda na vida das pessoas e na própria vida.
Desejar o bem com amor é um ato misterioso que encerra perspectivas de perdão, de cura e de realização que auxiliam na própria realização e na do próximo.
Aqueles que possuem bons pensamentos e desejos em relação à vida, aos outros e ao mundo, irradiam luz e energia que produzem milagres.
Onde há milagres existe amor. Onde está o amor, aí está presente Deus. Deus é amor. Essa é a definição mais simples e verdadeira de Deus, que supera as definições filosóficas complicadas e incompreensíveis. Seu Espírito é o sopro que impele e se irradia por entre todos aqueles que agem, vivem e se unem em amor!
O amor de Deus, não tem limites. É infinito!
J. Rubens Alves

quarta-feira, 13 de abril de 2011

FRUTOS DA LUZ


Parei por alguns instantes em um posto de conveniências. Enquanto aguardava meu filho observei, pela janela do veículo, um casal de deficientes visuais, caminhando pela calçada, guiando-se apenas por suas varinhas.

Simpáticos, jovens, esportivamente bem vestidos e com visual bem produzido, homem e mulher caminhavam com habilidade incrível, se desviando de outras pessoas e de pequenos obstáculos, até chegarem ao cruzamento de uma movimentada avenida, onde ficaram aguardando o auxílio de qualquer pessoa.

Percebendo que ninguém os notava, apesar de suas características, desci do carro e rapidamente me dirigi até eles auxiliando-os a atravessar o cruzamento

Em rápida conversa soube, então, que Wellington e Janaína eram casados e que ela esperava um menino para breve, conforme ela mesma disse, 'um fruto de seu amor'. Diante de tanta simpatia, educação e sorrisos, refleti de que a cegueira é a falta de luz, mas os bons fluídos daquele casal eram, todavia, percussores de uma luz interior muito intensa.

Ali estavam como testemunho de que a pior cegueira não é a física porque, mesmo cegos, possuíam uma luz interior que extravasava sua condição humana. Eles eram prova real de que ‘o fruto da verdadeira luz chama-se bondade’, delicadeza e amor, mesmo o corpo sofrendo por uma anomalia como a deles.

Abençoados pela união e agraciados pelo fruto de seu amor, sua cegueira física não os impediu de serem visionários e construtores de uma história de luz .

Os cegos em seu interior só produzem frutos de má qualidade na escuridão porque, por sua própria natureza, abominam a luz. ‘Mantêm suas obras em segredo porque têm vergonha de mostrá-las’. Cabe a cada um escolher que tipo de obras e frutos deseja produzir.

J. Rubens Alves

segunda-feira, 11 de abril de 2011

UMA PONTE

A violência e a frieza presentes no mundo resultam em certo pânico nas pessoas que assistem atrocidades sem limites, tal como a matança de inocentes em escolas.
Episódios assim causam, por exemplo, estado de medo da maneira que são divulgados e explorados.
Pânico e medo, todavia, não cabem na vida daqueles que se lançaram nos caminhos que levam a espiritualidade e nem afetam a vida dos que buscam esperançosos, uma maior proximidade de Deus.
Deixar-se envolver por esses episódios horrorosos de medo e desesperança, é permitir-se afogar nesta vida, perdendo-se nela, e fazendo dela uma morte prematura, mesmo que seja uma “pequenina morte” da alegria de viver.
Vida! É preciso aprender ganhar a própria vida!
Ah! Como leva tempo para compreender, em toda sua dimensão, essa verdade presente no ensinamento do maior Mestre de todos os tempos.
Mentes doentias precisam de auxílio para eliminar os desejos compulsivos e a tentação de isolar-se de tudo e de todos.
É preciso usar a sensibilidade que se possui no coração para encontrar, nesse mar de gente, as pessoas que precisam de ajuda para encontrar a liberdade e o gosto verdadeiro pela vida.
Como é corajoso recobrar consciência de que tipo de vida que se deseja experimentar. Isso depende da atitude de cada um em assumir a alegria a cada minuto do maior dom que se pode receber: a vida!
Ajudar pessoas a compreenderem essa dimensão é como ajudá-las a atravessar uma ponte que leva para a continuidade da Vida.
J. Rubens Alves

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PRIVACIDADE

O que seria se o mundo inteiro soubesse de seus segredos? Melhor ainda: o que seria de você, se o mundo inteiro soubesse de seus segredos? Você mudaria a forma como você vive sua vida, conduz seus negócios ou age, quando ninguém está olhando?
Felizmente você sabe muito bem que, apesar de novas tecnologias e tendências, (acredite!) estão permitindo a invasão de sua vida, elas ainda conseguem penetrar seus pensamentos.
Ao menos por enquanto, você não precisa viver com sua vida íntima exposta ao olhar de outras pessoas.
Vale a pena, entretanto, imaginar e agir como se isto estivesse acontecendo. Quer saber o por quê?
Desde que era criança, o ser humano aprendeu que, ao ser observado, ele se impõe maior disciplina. Se tiver a certeza que ninguém vai saber de suas ações ele, pela sua natureza, estará mais propenso a pegar o atalho. Todavia, quando sabe que alguém está observando, é mais cuidadoso com o que faz. Isso é quase sempre bom.
Embora o mundo não esteja sempre lhe observando, o fato é que tudo o que você faz tem conseqüências, quer você esteja em público ou não.
Se o que você faz hoje não pode ser feito sob o olhar de outrem, talvez não seja bom fazê-lo.
“Nada há de obscuro que não venha a ser revelado”.
Perdeu-se ao longo dos tempos, o temor a Deus e às suas coisas. Mais do que a impunidade que impera no mundo, a relativização dos mandamentos de Deus foi o motivo principal pela permissividade que se alastrou entre os seres humanos.
Em nossas casas, pouco tempo se dedica para falar de Deus e instruir nossos pequenos sobre as diferenças dentre o bem e o mal.
As escolas, preocupadas em cumprir programas e metas, não encontram mais tempo para abordar assuntos como esses, de forma ecumênica e compreensiva, perdendo um pouco de sua característica de educadora do homem como ser total.
Nossa sociedade, preocupada com questões puramente materialistas se torna conivente e condescendente com atitudes que ferem mortalmente os princípios mais sagrados.
O resultado é este: atos de libertinagem, geralmente tramados às escondidas que culminam em detrimento do bem coletivo e em violência aos direitos comuns.
Viva como se o mundo estivesse observando você e desfrute as inúmeras recompensas que a disciplina e a integridade lhe trarão.
Se for difícil viver esse faz-de-conta de que você está sendo observado lembre-se, ao menos, de que com Deus é diferente e para valer! Com Deus não se brinca!
A paz adquirida através deste padrão não tem preço.
Comportamento íntegro significa viver de atitudes translúcidas, independentemente de sermos ou não observados ou controlados.
Melhor nível de privacidade e integridade de sua vida será atingido na medida em que você acreditar, de verdade, que Deus lhe conhece por inteiro, seja onde você estiver!
J. Rubens Alves